28 de maio de 2009

Aecio e os blogs

O tucano Aécio Neves se transformará na próxima segunda-feira, dia 01 de junho, no primeiro grande nome da sucessão de 2010 a receber oficialmente um grupo de blogueiros na sede do governo de Minas Gerais, o Palácio da Liberdade. Mais de 50 editores de blogs de todo o País desembarcarão no distante Aeroporto de Confins para uma conversa com o governador mineiro. Na pauta está previsto o anúncio de um acordo na área de educação entre Minas Gerais e o Google, o primeiro do gênero na América do Sul. O Google será representado pelo seu Chief Internet Evangelist, Vint Cerf, que está no Brasil desde a manhã desta quinta-feira para uma série de contatos e palestras. "É algo que irá revolucionar a educação em Minas", afirma Rodrigo Mesquita, do Instituto Peabirus que estrutura projetos de inovação envolvendo comunidades locais. Mesquita também é um dos organizadores do encontro. Aécio não será o primeiro político a conversar formalmente com os blogs. Esse pioneirismo pertence ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM). Na eleição do ano passado, o então candidato democrata aceitou o convite de BITES (recusado por Marta Suplicy, Geraldo Alckmin e Paulo Maluf) para uma reunião com blogueiros. A conversa aconteceu no comitê eleitoral. A diferença agora é que Aécio colocará os blogs no salão nobre do Palácio da Liberdade e criará um elo institucional com os pioneiros da web 2.0 no Brasil. "É uma aproximação muito importante", afirma Edney de Souza, considerado um dos blogueiros mais relevantes do Brasil. "Os políticos já perceberam que a comunicação está fragmentada e as mídias sociais podem ser o caminho mais efetivo na construção de novos relacionamentos com os eleitores." O governador de Minas está levando essa premissa em consideração, mas existem outros objetivos por trás da iniciativa. Na sua disputa com o colega de São Paulo, José Serra, pela vaga de candidato do PSDB à sucessão do presidente Lula é necessário gerar fatos para a opinião pública, incluindo os milhões de eleitores que estão dentro das redes sociais. No Brasil cerca de 25% do eleitorado acessa a internet. O poder de multiplicação de votos numa disputa nacional considerando esse universo é bastante significativo. O encontro com a turma 2.0 se encaixa perfeitamente nessa estratégia. Nessa conversa Aécio terá a chance de associar à sua imagem conceitos de inovação e modernidade que todos buscam no final do dia.

26 de maio de 2009

Orkut privado

O mundo corporativo está perdendo o medo de conversar com aqueles que escolheram o ambiente digital para interagir com as marcas. Em parte pelo sucesso do Orkut dentro da internet brasileira, as empresas nacionais descobriram que os usuários que deixam opiniões nesse universo digital no final do dia nada mais são que consumidores. Gente que quer comprar e discutir com as marcas suas impressões dos produtos. "Esse é um romance que está bem próximo de acabar em casamento", afirma Sérgio Cavalcanti, (sergio@nation.com.br) diretor da PeopleMedia, companhia especializada em fazer marketing no mundo das redes sociais. Ele acredita tanto na união dos clientes com os fabricantes de produtos e serviços que passou os últimos meses desenvolvendo uma versão em português de um software que funciona como um Orkut particular para corporações. O Sonets (www.sonets.com.br) permite a criação de redes sociais privadas sob administração das marcas interessadas em criar ambientes seguros de relacionamento com seus consumidores. É possível, por exemplo, estruturar fóruns de discussão, enquetes, classificados, publicar fotos, vídeos e até produzir blogs. Na prática significa investir de R$ 6.000 e R$ 7.800 mensais para ter o software funcionando com todas as atualizações necessárias e a manutenção da PeopleMedia. No preço não está incluído o gerenciamento do projeto que pode ser feito pelos profissionais do próprio cliente e a hospedagem do programa.

A novidade do Sonets é possibilitar a companhias de pequeno e médio porte a entrada estratégica nesse universo em total expansão. Cavalcanti afirma que sua intenção é proporcionar para cada empresa a chance de criar um modelo de relacionamento duradouro com aquelas pessoas que compram seus produtos ou querem ficar próximas da marca. "Na primeira fase das redes sociais pessoas buscavam pessoas. Agora são as empresas que procuram seus clientes para uma conversa franca e sem intermediários. Esse é o princípio do Sonets", afirma o diretor da PeopleMedia.