22 de novembro de 2008

Comunicaçao Direta Interativa

Um dos desafios das empresas é sua Comunicação Interna sua Força de Vendas em especial com as equipes de venda Direta porta a porta. O desafio é achar de forma flexivil e agil a sua força de vendas que trabalha na rua e personalizar a comunicação de forma interativa.
O outro desafio esta em ser achado via os buscadores em quase 1 trilhao de paginas indexadas no Google. No Brasil este emaranhado de ser encontrado situa-se quase 2 milhoes de dominios A medida que cresce a penetracao da Internet na sociedade mais dificil tornar-se ser encontrado. Este modelo de " encontrabilidade" e organização da informação é a base se sucesso do Google , onde cerca de 96% de suas receitas advem dos seus links patrocinados. No caso da gestão da força de vendas é encontrar e se comunicar na hora certa e com a informação certa em mundo que muda em segundos, criando fexilidade e gerando oportunidades. No caso dos consumidores o desafio é ser encontrado por eles via os buscadores utlizando o proprio vocabulario dos clientes.

18 de novembro de 2008

A força dos links patrocinados no Google

No último relatório de resultados mundial do Google um número chama atenção. Da receita total da empresa 97% se origina nos links patrocinados (Adwords). Esse é o grande desafio do Google reduzir sua dependência ou ao mesmo tempo aumentar a dependência. O desafio de quem busca uma personalidade digital, como as empresas, é ser achado. A nova pergunta da esfinge: Ache-me ou você será irrelevante no mundo da internet. A reputação e imagem de sua empresa depende agora de ser achado. O desafio para empresa é ser achado neste mundo de cerca de 1 trilhao ( 1.000.000.000.000) de paginas indexadas no Google . Os links patrocinados representam um atalho neste novo mundo de ser encontrado- acheme

17 de novembro de 2008

O PR 2.0 e o Gaterlist

O jornalista quando termina a faculdade quer ser jornalista. Depende. Para a sorte do mercado nem todos recém-formados deixa a sala de aula em busca de uma oportunidade naquilo que é conhecido como a grande imprensa. Fernanda Lara é uma dessas exceções que merecem registro. Aos 24 anos, ela preferiu outra opção e se transformou na principal executiva do Gaterlist, um serviço que coloca em tempo real, de maneira ordenada, na lógica da web 2.0 os seus colegas de profissão e os assessores de imprensa. Com a ajuda de um grupo de investidores de Brasília, ela transformou uma idéia da época de estudante em um negócio. O Gaterlist usa os princípios dos serviços de busca, como o Google, e uma lógica de algoritmos matemáticos, análises estatísticas para deixar o jornalista mais próximo das suas fontes e da notícia. O serviço, que será lançado nesta quarta-feira, dia 19, é utilizar palavras-chaves no seu processo de pesquisa. Por exemplo, se um repórter de um grande jornal recebe a missão de escrever um texto sobre perfumes, ele poderá entrar no Gaterlist e digitar a expressão. Em seguida o sistema apresentará várias assessorias de imprensa que trabalham com esse produto, fontes de informação de universidades nacionais e até links para pautas já publicadas. "Queremos atender o jornalista com a melhor lógica de Web 2.0", afirma Fernanda. "O Gaterlist está além de um simples repositório de press releases ou uma simples lista telefônica de assessores." O produto, realmente, ultrapassa algumas fronteiras. Dentro do sistema há um publicador de releases no qual o assessor de comunicação pode escrever seus textos utilizando fotos e links para outros sites e disparar o conteúdo com mensagens personalizadas para a sua base de jornalistas. Há um recurso capaz de identificar como o email chegou ao seu destino: se ficou na caixa posta, foi lido ou encaminhado para outra pessoa. Há, por exemplo, um diário no qual o assessor pode manter informações atualizadas sobre o jornalista com quem costuma falar com freqüência. Ainda há o recurso de vender pautas através de um chat do próprio sistema. "Nossa intenção foi criar um espaço virtual onde o assessor e o jornalista resolvam seus problemas", afirma Fernanda, que antes de lançar o Gaterlist fez uma pesquisa sobre as necessidades reais das 5.000 assessorias de imprensa existentes no Brasil. Esse é o seu universo de prospecção. Não à toa, ela tem passado as últimas semanas dentro do avião visitando clientes e fechando acordos com as áreas de comunicação das maiores empresas do País. O Gaterlist segue com determinação a lógica da web 2.0 onde o usuário final, no caso o jornalista, é o centro das atenções e tudo é feito para deixá-lo mais confortável em seu trabalho. Para o assessor de imprensa, o produto também agrega valor. Em função da lógica matemática e estatística por trás do banco de dados, o Gaterlist tem a capacidade de fazer um ranking dos profissionais de mídia impressa, de rádio e de televisão do País. Saber que William Bonner é o manda-chuva na TV Globo é algo óbvio. Difícil é entender quem é influente na redação do jornal A Crítica de Manaus. Para alguns, a publicação da capital do Amazonas pode não ter tanta importância, mas para o assessor de imprensa o que importa é a demanda do cliente. E nesse ponto, o Gaterlist é uma grande ajuda.

5 de novembro de 2008

O Long Tail de minorias de Barack Obama

O presidente eleito dos Estados Unidos Barack Obama está muito além de uma simples mudança no comportamento das pessoas que moram no País mais rico do mundo. Obama trouxe para a sua uma inovação nos métodos de fazer campanhas politicas. Ele fez o long tail das minorias (jovens de primeiro voto, latinos e negros) e soube trabalhar na política a lógica da cauda longa. No que refere a captação de recursos, Obama inovou ao praticar microdoacoes através da Internet. Não importava quem e onde estavam, mas os apoiadores do candidato democrata ajudavam com valores de US$ 20, 30 e até R$ 60. Tudo debitado no cartão de crédito. O presidente eleito e seus estrategistas abriram mão do financiamento público e apostaram nos conceitos de microcredito. As sua estratégia de mobile market também foram decisivas para a vitória.

O criador do Press Release 2.0 .

Todd Defren divide com dois sócios o comando de um negócio que fatura US$ 12 milhões por ano. A sua empresa, a Shift Communications, tem sede em Boston, nos Estados Unidos, e um escritório em São Francisco. Entre os seus clientes estão marcas como Akamai, Novell e RealNetworks. A Shift é diferente do restante do mercado, incluindo as grandes marcas desse mundo, porque uma das suas premissas de comunicação é o uso dos recursos da Web 2.0 no seu dia-a-dia. A empresa é um modelo que muitos gostariam de copiar. O desafio muito grande com quem ainda se assusta com a possibilidade de ter de colocar o seu cliente na frente do consumidor para um diálogo franco e sem intermediários. No currículo da Shift estão grandes inovações. Foi a primeira a produzir um release , o PR 2.0. Inovou quando lançou uma sala de imprensa corporativa baseada nos princípios de interação total entre as marcas e os seus clientes. Na entrevista a seguir, a primeira para uma publicação brasileira, Defren apresenta uma visão bem clara e diz que a comunicação corporativa tradicional não está morta. Pelo contrário terá uma aliada de peso: a web 2.0. "O que ocorre é uma evolução do mercado e as ferramentas serão incorporadas ao modelo tradicional", afirmou o sócio da SHIFT por email com BITES. Essa entrevista faz parte da série de artigos em torno das possibilidades de uso da web 2.0 pelos assessores de imprensa e agências de comunicação com o objetivo de aumentar a exposição dos seus clientes.

Já podemos decretar a morte da comunicação corporativa tradicional?

Sempre haverá a necessidade da "PR Tradicional" na relação com a mídia clássica. Gerenciamento de crises, divulgação de assuntos relevantes e entrevistas coletivas ainda são necessárias. O que está ocorrendo uma evolução indiscutível no nosso mercado. As técnicas e filosofias estão sendo remodeladas pela ascensão das ferramentas de mídias sociais e pelo correspondente crescimento das interações diretas entre consumidores e transparência corporativa.

Como o Sr. definiria o PR 2.0?

Minha profissão está passando por grandes mudanças, mas o mais relevante nesse fenômeno é que a indústria de PR está crescendo em todo o mundo. Esse novo PR tem como premissas a interação com os consumidores, e transparência corporativa.

Por que as companhias precisam falar com seus consumidores por meio da Web 2.0?

O Marketing de Mídias Sociais é fundamentado na boa reputação. Como você pode ser útil para as pessoas que se preocupam (ou procuram) por sua marca? Essa é uma questão importante porque no mundo on-line, a marca está exposta. Suas ações, interações e reações (para não dizer também as faltas de ações) estão sendo assistidas, criticadas – e catalogadas para sempre pelo Google. Quando Frank Elliason (conhecido como @ComCastCares no Twitter) ajuda um cliente, ele o fará em um grande fórum público: sua paciência e "sticktoitiveness" têm influências originadas por fãs de todo o mundo. Da mesma forma, quando um cinegrafista local documenta ratos correndo pelo chão de uma unidade da Taco Bell (veja vídeo no Youtube), os problemas daquela única franquia podem se tornar um fenômeno global que derruba a reputação global da companhia de fast food.


PR 2.0 para assessores de imprensa e agências de comunicação

Pr20@bites.com.br

4 de novembro de 2008

PR 2.0 . O Press Release Contextual

Ex-jornalista do Financial Times, Tom Foremski sentenciou a morte do press release em fevereiro de 2006. Em um post no seu blog, ele resumiu o sentimento comum a muitos colegas de profissão: o mundo da comunicação corporativa precisava se reinventar. Foremski fez na época uma série de considerações e até propôs uma nova forma de produzir e organizar o release. Em julho do mesmo ano, a agência de comunicação Shift seguiu os conselhos e apresentou aquele que seria conhecido a partir de então como o primeiro release 2.0. Desde então, o mundo dos assessores de imprensa e das agências de comunicação nunca mais foi o mesmo. As empresas passaram a adotar no seu dia-a-dia os recursos do mundo 2.0, de alta interação e sofisticado grau de conversação com os seus consumidores. E os assessores tentam encontrar a melhor resposta para as novas demandas dos clientes. "Temos de olhar o que acontece ao nosso redor", Melissa Sayon, diretora da Singular Comunicação. A declaração de Sayon está longe de ser um exagero. Pelo contrário será um dos principais eixos de discussão no workshop "PR 2.0 – Como os assessores de imprensa e as agências de comunicação podem utilizar a web 2.0 no seu dia-a-dia." Promovido por BITES com o apoio da Associação Brasileira das Agências de Comunicação (Abracom), o Jornalistas & Cia, o workshop reunirá na próxima terça-feira, 11 de novembro, em São Paulo, os maiores especialistas desse mercado e profissionais de comunicação corporativa que atuam em empresas e agências de comunicação. "Não é mais possível fazer do mesmo jeito", diz Marco Barcellos, diretor de marketing da Cisco Brasil. Na seção de cases do evento – que terá o diretor da Pólvora Comunicação, Edney de Souza, e Gustavo Reis da Tecnisa –, Barcellos irá apresentar como a sua companhia utiliza os recursos da web 2.0 na sua estratégia de comunicação. Na sala de imprensa da Cisco, por exemplo, é possível acessar as informações em diversos formatos, incluindo rigtones para celulares. Além dos cases, o workshop terá a presença do diretor do Ibope Inteligência, Marcelo Coutinho, que vai fazer uma introdução do mundo da internet colaborativa na visão do mercado. "Guardadas as proporções, o impacto da web na comunicação corporativa muito se assemelha ao que aconteceu na indústria fonográfica", afirma Coutinho. Assinantes BITES tem 20% de desconto na inscrição que pode ser feita pelo email pr20@bites.com.br.

2 de novembro de 2008

A Nova Regra do Conteudo Gerado pelo Consumidor

Na midia de massa e na economia dos bens tangíveis ficou notabilizado o Principio de Pareto. Nos idos de 1800 o economista,Vilfredo Pareto, observou que na Itália 80% das propriedades pertencia a 20% dos cidadoes. Na década de 1900 o engenheiro industrial Joseph Juran aplicou as observa coes de Pareto ao mundo dos negócios e popularizou como a regra dos 80:20. Surgiram novos princípios empíricos como 80% das receitas de uma empresa concentram-se em 20% dos seus clientes. No mundo digital esta regra começou a ser desmontada com o artigo do Chiris Anderson na Revista Wired e mais tarde com o livro a Cauda Longa ( Long tail) criando um novo conceito no mundo da Internet, onde a soma dos pequenos acessos constroem um sucesso. Aplica-se a soma dos pequenos. No mundo da comunicação na web e no mundo dos Conteúdos Gerados pelo Consumidor, o comportamento é outro , a regra é outra 90-9-1 ou o principio da participação desigual identificado por Jakob Nielsen , o papa da usuabilidade. Nielsen identificou que no mundo dos blogs e da midia social , 90% dos usuarios apenas olham e vistam as comunidades on-line mas não contribuem; 9% contribuem de tempos em tempos ; somente 1% são colaboradores ativos. A questão esta em quao significativo para seu negocio sao os 1% de colaboradores ativos . Os dados levantaos por Nielsen reforçam a sua visao: No caso do You Tube de todas as visitas no site apenas 0,16% fizeram upload de videos , no Flickr apenas 0,18% fizeram uploads de fotos. A única exceção esta na Wikipedia onde 3,5% editaram textos. Creio que estes conceitos no alertam de devemos repensar as nossas estratégias de Comunicação em relação aos Conteúdos gerados pelos Consumidores .

23 de outubro de 2008

O novo email marketing chama-se Newsmail

Mandar emails com mensagens de marketing é algo que as empresas deveriam evitar no curto prazo. Há motivos de sobra para se tomar esse cuidado. O mais importante deles é que ninguém suporta mais receber tantas mensagens em sua caixa, sendo que a maioria não é permitida pelo dono do endereço eletrônico. Há uma crença no mundo das empresas que prestam esse tipo de serviço que a quantidade gera qualidade. Tradução: quando mais lotada ficar a caixa postal dos destinatários mais chances a marca tem de ser vista por um potencial comprador. Essa é uma visão ultrapassada e em completo descrédito por quem acredita que o email marketing é um instrumento de relacionamento real entre as empresas e seus clientes. Os executivos Murilo Gun e Bruno Queiroz integram um grupo de profissionais que tratam o assunto de maneira. Entendem tanto do tema que lançaram o livro Estratégias de E-mail Marketing – como obter resultados através do marketing direto na internet. Com 201 páginas, a publicação mostra como enviar mensagens publicitárias para os usuários da internet. "A regra número 1 nunca pode ser esquecida: você não pode, não deve e não vai mandar um email para quem não quer recebê-lo", afirma Queiroz, diretor da Cartello, que desenvolveu uma plataforma de email marketing inteligente utilizada por diversas empresas em todo o País, entre as quais BITES. "As empresas precisam construir na sua comunicação digital uma relação de confiança com quem recebe suas mensagens." Há muitas mudanças nesse mercado. A mais significativa delas atinge produtores de email marketing que não souberam agregar valor ao produto. Hoje, enviar simples um HTML com uma mensagem ou uma promoção já não desperta tanto interesse, o que torna mais difícil a conversão da venda. O email marketing da era das redes digitais de relacionamento precisa ser mais inteligente ao compreender a sua base de assinantes que autorizam o recebimento das mensagens. Um exemplo é o uso de instrumentos de análise, como o Google Analitics, ou a utilização de técnicas de indexação a partir de palavras-chave. "O conteúdo é apenas parte do processo e ele precisa estar inserido num contexto de relevância", explica Queiroz. O livro pode servir como guia de orientação para empresas que já entraram nesse mundo ou que passaram por experiências negativas ou que estão se iniciando nesse tipo de comunicação. Os autores colocam cinco grandes desafios desse mercado: a construção de uma base de emails de usuários autorizando recebimento das mensagens, como evitar spams, como otimizar a entrega da mensagem ao destinatário, como diferenciar a mensagem entre as outras e como mensurar e melhorar os resultados. "Você precisa fazer uma análise técnica, de conteúdo e estratégica sobre todos os projetos de email marketing. Acabou o tempo que era só enviar a mensagem e, supostamente, esperar pelo resultado", diz o diretor da Cartello. Essas mudanças são importantes porque a cada dia as companhias descobrem novas formas de se comunicar com os seus consumidores que estão na internet. As redes sociais, como o Orkut, já são utilizadas para lançar mão de suas ações de comunicação corporativa. Mesmo assim, o email marketing tem seu espaço desde que seja reinventado. A sua reinvenção chama-se Newsmail . significa tratar a sua audiencia como se estivesse recebendo uma noticia importante para melhorar a sua decisão de compras. As pessoas não acessam a web para procurar anuncio , as pessoas acessam a web para procurar informações.

7 de outubro de 2008

Todos querem fazer monitoramento

Alessandro Barbosa Lima é o decano do monitoramento de redes sociais (comunidades on-line e blogs) no Brasil. Em 2004 após concluir o mestrado na Universidade de São Paulo (USP), ele e seu sócio Jairson Vitorino transformaram a tese numa empresa, a E-Life. Nos primeiros momentos, a dupla chegava nos potenciais clientes com o argumento que descobrir o que o mundo digital estava falando das marcas era algo relevante. Por um bom tempo, a E-Life voou em céu de brigadeiro. Empresas internacionais com produtos semelhantes nunca se interessaram pelo mercado local em função da dificuldade de traduzir os softwares para o trabalho. Dessa forma, a E-Life evangelizou o mercado e chegou ao atual patamar de mais de 30 clientes, desde instituições financeiras e grandes companhias. O desafio da E-Life agora é manter essa dianteira. O cenário fica cada dia mais difícil porque outras empresas estão lançando produtos similares com a mesma promessa de entrega de resultados. "Há espaço para quem é sério e de certa forma só ficarão os mais qualificados", afirma Barbosa Lima. Os ataques estão chegando de todos os lados. Um deles vai partir da Pólvora Comunicação, que tem entre seus sócios Edney de Souza, o pioneiro das mídias sociais brasileiras e um dos primeiros blogueiros com relevância do Brasil. "Existe uma demanda de nossos clientes e vamos ajudá-los a buscar essa resposta", afirma Edney. A Pólvora pretende utilizar os relatórios para elaborar estratégias de relacionamento com os protagonistas das mídias sociais. Nesse ponto, Edney e Barbosa Lima ficarão em campos opostos. Barbosa Lima acredita na separação entre quem faz a pesquisa daquele que executa a operação. "Nesse aspecto queremos ser iguais ao Ibope. Nunca vi o instituto fazendo campanhas eleitorais para políticos. O Ibope só faz pesquisas", diz Barbosa Lima. A visão de Edney é bem diferente. Para o diretor da Pólvora, as empresas que estão nesse mercado precisam entregar respostas completas aos seus clientes. "É nossa missão ajudá-los a entender melhor o mundo das redes digitais de relacionamento e o monitoramento é um passo nessa direção", afirma. A febre do monitoramento não pára na E-Life e na Pólvora. Há no mercado vários serviços à disposição. As assessorias de imprensa, por exemplo, estruturam produtos dessa natureza com o objetivo de ofertar esse mecanismo para os seus clientes. Companhias de pequeno porte e empresas estrangeiras ensaiam a entrada no País com ofertas de baixo custo, mas sem a entrega de relatórios em português. As metodologias variam pouco. A regra comum é identificar o volume de comentários e classificá-los em positivos, neutros e negativos. O trabalho é feito com a ajuda de robôs que varrem a Internet em busca das palavras-chave selecionadas pelos clientes e depois entram os analistas das empresas com a classificação manual de cada dado. É um trabalho braçal. Só que identificar o que falam das marcas dentro das redes sociais é apenas parte da tarefa. Ter um relatório quantitativo em mãos não significa nada e pode até virar um problema para quem acha que esses dados são suficientes. "Os números são irrelevantes diante do contexto no qual a marca foi elogiada ou comentada", afirma Aloisio Sotero, BPO da Dufry Brasil. "Monitorar para dizer que está monitorando não significa nada."

26 de setembro de 2008

Jornal na TV

O foco da IdeaValley é criar serviços baseados em tecnologia para o mercado editorial. A estréia nesse universo, em 2004, aconteceu com o lançamento de um sistema de publicação digital, o Flip, capaz de colocar as páginas de jornais dentro da Internet. Desde então, a companhia montou uma substantiva carteira de clientes do porte do O Globo, no Rio de Janeiro, e das publicações do grupo RBS do Rio Grande do Sul. Agora, a IdeaValley resolveu sofisticar a sua distribuição do conteúdo dos seus clientes. O próximo passo será permitir aos jornais oferecer aos assinantes o acesso por meio de telefones celulares. A Gazeta de Vitória no Espírito Santo já está utilizando a versão mobile do Flip. A lógica da IdeaValley é bem simples. Hoje o conteúdo dos jornais que usam seu software está acessível para 49 milhões de pessoas, o número de brasileiros conectados à internet. Com a telefonia celular o contingente pode dobrar ou mesmo triplicar. "E não vamos parar nesse canal de distribuição", afirma Juliana Laxe, diretora da empresa. "A intenção a médio prazo é permitir que as notícias dos jornais sejam acessadas através da televisão." A aposta da IdeaValley é na expansão da tecnologia de TV Digital. Nesse novo mundo cada aparelho de TV, além de receber o sinal da emissora, poderá se conectar à internet. E em lugar de receber o jornal preferido na porta de casa, o consumidor terá como acessá-lo direto na sua TV. "A nossa estratégia é proporcionar várias portas de acesso ao seu conteúdo dos jornais", afirma a executiva. O projeto do Flip TV ainda deve demorar a sair do papel, mas enquanto isso a IdeaValley continua pesquisando novas opções de tecnologia para o mundo editorial. A última é o "Repórter Digital" capaz de fazer a leitura dos textos publicados para deficientes visuais. Com todo esse portfólio, a IdeaValley tem hoje a hegemonia do mercado de publicações digitais de jornais. Sua concorrente mais próxima é a DigitalPages de São Paulo que tem como clientes o jornal O Estado de São Paulo e várias revistas da Editora Abril.