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27 de março de 2009

O circo da mídia

O jornalista Alexandre Secco é dono do seu próprio paradoxo. Como ele me anuncia passou "a vida pintando papel" em jornais e revistas, mas também experimentou cedo gosto de um mundo conectado quando descobriu o BBS, o serviço de comunicação que pode ser considerado como o avô da internet no Brasil. Repórter da Folha de São Paulo, editor de Veja, editor Executivo de Exame e atualmente diretor de conteúdo da Análise Editorial, Secco encontrou o local ideal para acomodar as duas variáveis. Desde a manhã desta sexta-feira, dia 27, ele integra a galeria dos jornalistas com blog. O que é uma boa notícia porque a maior parte dos profissionais de imprensa, mesmo sob forte ameaça dos produtores de conteúdo independentes, prefere virar as costas a enfrentar a realidade da internet. O blog de Secco, batizado de MediaCircus, vai tratar do mercado de mídia local e internacional, algo raro no noticiário brasileiro. "O Brasil é um dos poucos países do mundo no qual a mídia não faz reportagens regulares sobre a própria mídia", afirma Tiago Dória, outro jornalista e um dos primeiros desbravadores na sua categoria. Desde 2003 ele produz um blog com boas notícias sobre web e mídia.

O MediaCircus, como define seu editor, será o espaço para quem gosta de acompanhar o mercado de mídia sob o ponto de vista dos profissionais. Em geral, os jornalistas ainda não descobriram qual a sua vocação dentro do mundo das redes digitais de relacionamento onde qualquer pessoa com o mínimo de conhecimento produz conteúdo distribuído para centenas de milhares de outras pessoas. É o Broadcast entregando os pontos para o SocialCast, definição para o atual fenômeno da produção de conteúdo do diretor do Ibope Inteligência Marcelo Coutinho. É certa existência de muita informação de baixa qualidade na nos blogs, twitters e comunidades digitais, mas a diferença em relação ao conteúdo relevante que também está nesses locais é que a produção de baixa qualidade é melhor indexada, por enquanto, para os serviços de busca, como o Google. Ações como a de Secco, Dória, de outros jornalistas e da própria Bites que defende o jornalismo de indexação servem como alento para quem busca qualidade, competência, apuração e contexto na internet. Diante desse movimento, a entrada de Secco no clube dos blogueiros jornalistas é uma grande notícia e o MediaCircus tem as credenciais suficientes para ser um dos melhores blogs de mídia do Brasil.

5 de agosto de 2008

Capital social

Diretor do IBOPE Inteligência, Marcelo Coutinho está longe de demonstrar preocupação com aqueles que acham que ele está na direção errada. De certa forma, ele até gosta dessa situação porque lhe sobra mais tempo para elaboração dos conceitos que costuma defender em suas palestras e entrevistas. E no atual momento essa situação também tem se revelado muito útil. Coutinho quer ir de encontro a uma verdade que se tornou absoluta no nascente mundo das mídias sociais: a relevância de um blog ou de uma comunidade on-line é medida pela sua audiência. É dessa forma que anunciantes, agências de propaganda e profissionais da área estão procurando fechar negócios. "Todos os internautas são iguais, mas alguns são mais iguais que os outros", afirma Coutinho. Sua estratégia para neutralizar a louvação à audiência numérica é trazer o conceito de capital social da sociologia clássica para dentro do universo 2.0. Na Wikipedia está claro o que significa o termo. "O que vale mais, um blog com mil visitas 1000 pessoas mas sem comentários ou um blog no qual os 100 leitores deixam comentários à vontade?", questiona o diretor do IBOPE. E quanto maior o capital social da audiência maior será a relevância de quem estiver associado a ele.

Coutinho está bem acompanhado nesse raciocínio. O presidente do Yahoo!Brasil, Guilherme Ribenboim, reconhece que a audiência é uma variável do jogo no universo 2.0, mas não é a única como muitos acreditam. "No nosso caso, por exemplo, queremos construir um capital social relevante junto aos formadores de opinião desse novo mercado no Brasil", afirma o executivo. Não à toa, o Yahoo! desenhou um projeto envolvendo o conteúdo de 100 blogs nacionais. E a audiência de cada um deles não foi um fator determinante para a montagem da lista. "É certo que as pessoas querem tráfego em suas páginas, blogs ou comunidades, mas esse movimento precisa ser acompanhado de um traço de qualidade", afirma Ribenboim. E essa variável deve ser revestida de usuários relevantes que façam diferença no final do dia para o conteúdo do endereço na internet.

A dificuldade, por enquanto, mas que a própria tecnologia se encarregará de resolver, é quantificar o capital social de cada produto de mídia social. "Mas tudo será uma questão de tempo. Um blog ou uma comunidade será importante à medida que for possível identificar o nível de relevância de quem dela participa", afirma René de Paula, dono de uma função batizada de User Experience Evangelist na Microsoft Brasil. "Audiência anônima é possível construir de maneira rápida e barata. Relevância demora um pouco mais e se sustenta no longo prazo."

Nesse ponto, vale retornar ao diretor do IBOPE. Coutinho já aplicou sua metodologia essa lógica em pesquisas comunidades e blogs de finanças, bens de consumo e telecomunicações e verificou que os indicadores funcionam de maneira consistente nesse mundo. E com bastante regularidade atualiza com este tema o blog da sua área restrito, por enquanto, aos seus clientes. "O caminho da relevância pelo capital social vai se revelar muito mais proveitoso para as empresas do que a comunicação maciça e indiscriminada com qualquer blog ou comunidade baseado simplesmente na sua "audiência". Afinal, é muito mais fácil monitorar, influenciar e dialogar com pequenos grupos representativos do que uma multidão.

30 de julho de 2008

Rito de passagem

Há várias possibilidades de interpretar o lançamento na noite desta terça-feira, em São Paulo, da joint venture entre a agência de comunicação RMA e a Blogcontent formada por blogueiros de primeira linha. Da união nasceu a Pólvora, especializada em desenvolver ações, planos ou estratégias para empresas interessadas em construir relacionamentos com blogs, comunidades on-line e quaisquer outras mídias sociais. A visão mais simplista indica duas companhias, donas de habilidades diferentes, interessadas em ampliar o alcance de mercado de cada marca. Só que a Pólvora merece ser vista como um rito de passagem para os blogueiros e as agências de comunicação. A sociedade entre Edney de Souza e Alexandre Inagaki, líderes de audiência da blogosfera brasileira, e de Mário Soma e seu sócio Augusto Pinto, que por anos foi executivo da SAP no Brasil, tem um grande efeito pedagógico em duas direções. Na primeira mostra o descolamento de alguns blogueiros de seus pares que ainda insistem numa visão romântica da relação dos blogs com o mundo corporativo. "Existe um mercado diante dos nossos olhos e não temos mais como ignorá-lo", afirma Edney de Souza, que com a sua rede de blogs consegue atrai cerca de 400 mil visitantes mensais. Mesmo diante do seu pragmatismo, Edney ainda é minoria. Muitos blogueiros querem distância das empresas e de qualquer relação que se mostre, dentro desse conceito rococó, contrária a sua liberdade de conteúdo. "Não tenho mais paciência para ficar discutindo questões irrelevantes", repete Edney com uma freqüência e uma boa dose de impaciência. Para as assessorias de imprensa também vale o alerta. A RMA buscou o caminho mais difícil na hora que decidiu se associar com os blogueiros. Duas estruturas bem diferentes resolveram sentar para conversar sobre oportunidades de negócios e desse encontro a Pólvora foi constituída. De maneira geral, as agências de comunicação preferem montar departamentos próprios para atender a demanda dos clientes por mídias sociais. Algumas entram bem no jogo, mas a maioria ainda não conseguiu resolver o problema porque não teve a chance de entender qual o problema. "Se você não tiver o vírus da mídia social na corrente sanguínea da empresa você não tem nada", afirma Mário Soma, da RMA.

18 de julho de 2008

O CEO dos blogs

Nada mudou tanto no último ano como o mercado brasileiro de mídias sociais, que traz embutido o conceito de redes digitais de relacionamento entre empresas e seus consumidores. De todos os lados aconteceram avanços. As empresas estão se aproximando mais dos produtores de conteúdo em blogs, comunidades no Orkut ou mesmo no Youtube. E do lado de quem faz mídia social, o discurso tem se revelado mais maduro e sóbrio. O mérito dessa evolução é, em parte, de um grupo de profissionais e empreendedores que conseguiu formatar um discurso de negócios capaz de se fazer compreensível aos ouvidos do mundo corporativo. Gente como Edney de Souza, que até o final do mês abre uma empresa em sociedade com a agência de comunicação RMA, Manoel Lemos, do BlogBlogs, Gustavo Fortes, da agência de guerrilha Espalhe, e Jeff Paiva, da AgênciaClick, são os principais responsáveis pela aproximação entre as mídias sociais e as corporações. Para essa galeria ficar completa falta um personagem: Wagner Fontoura. No dia que a autodenominada blogosfera brasileira for um empreendimento, Fontoura é um forte, talvez o principal, nome para ocupar a cadeira de CEO. Administrador de empresas, ele abriu seu espaço nem tanto pela capacidade de gerar bons conteúdos para o seu blog, o Boombust, mas em função do entendimento de como fenômeno social dos blogs pode ser utilizado no mundo corporativo. Já existem registrados no País cerca de 2 milhões de blogs (400 mil em plena atividade dentro do princípio de Pareto). Desde o dia que largou o emprego em uma companhia de logística para se dedicar a um produto que muitos ainda consideram uma incógnita e sem um modelo de negócio claro, Fontoura se mostrou um jogador importante de um time de craques do calibre dos citados no início do texto. "Ainda estamos na infância desse mercado e ainda temos de amadurecer bastante", diz Fontoura, que hoje gerencia a sua própria rede de blogs, a HitecLive, e ainda é diretor da Riot, uma agência de marketing viral. Na realidade, Fontoura tem dedicado tempo e paciência para mostrar aos seus pares que o mundo corporativo não é um dragão de sete cabeças que vai devorá-los. "Wagner sabe como estruturar uma boa conversa de negócios. Essa característica é fundamental antes de levar qualquer idéia em frente", afirma Kaike Nanne, Publisher do Núcleo de Semanas da Editora Abril. "

Essa não é a única análise positiva. Dentro do seu próprio mercado as opiniões são semelhantes. "Ele é dono de um perfil lúcido e de uma capacidade de empreender sem igual no nosso mercado de mídias sociais". afirma Guilherme Valadares, gerente de Mídias Sociais da Cubo e responsável pelo blog Papo de Homem. Um das maiores qualidades de Fontoura é a sua visão de longo prazo. Ele sabe que é uma questão de tempo até que os blogs assumam o seu real papel dentro das estratégias de negócios das grandes corporações. Não à toa, o diretor do HitecLive tem participado de diversos fóruns onde apresenta sua visão. A próxima oportunidade será no seminário de Redes Sociais, que a revista Info da Editora Abril promoverá em agosto, em São Paulo.

Fontoura, na maioria das vezes agrada pela sua capacidade de introduzir no debate uma visão diferenciada daquela que muitas companhias ainda têm de quem produz conteúdo na internet. "Ele faz parte de uma nova geração de empreendedores", afirma Aloisio Sotero, presidente do Conselho Editorial de BITES e BPO da Dufry e da Brasif. Essa geração a qual Sotero se refere ainda está em busca de seu espaço, mas a cada dia fica mais próximo de conquistá-lo.

16 de julho de 2008

“Precisamos conversar”

De maneira involuntária, o catarinense Rafael Ziggy esteve no centro da polêmica envolvendo alguns dos principais blogueiros do País e a Coca Cola. Taxados pelo respeitado site de publicidade Bluebus de "blogs de aluguel" por receber uma mini geladeira promocional com o novo hidrotônico da empresa americana, os blogueiros ficaram indignados com a acusação de que em troca do presente tinham elogiado o produto da Coca. Alguns xingaram, outros ficaram em silêncio e Ziggy aproveitou a oportunidade para uma reflexão sóbria e madura. Ele reconhece as virtudes e os defeitos daquilo que se convencionou chamar de blogosfera nacional, o universo que hoje já conta com 2 milhões de blogs e cerca de 400 mil em plena atividade. "Precisamos conversar mais com quem ainda não entendeu a importância dos blogs como fenômeno social", afirma o blogueiro, que edita o Sim, Viral desde 2001 e é analista de mídias sociais da Knowtec. Na entrevista a seguir, Ziggy explica o que achou de toda essa polêmica.

Qual a lição desse episódio?

A principal é que precisamos comunicar melhor o que somos, o que fazemos e como atuamos. Entendo que é um mundo muito novo para todos os personagens acostumados a um modelo de comunicação consolidado e nossa chegada quebra alguns paradigmas. Essas críticas são parte de uma visão um pouco limitada do papel dos blogueiros na sociedade atual. As pessoas querem cada vez mais contar suas histórias e se conectar a amigos e gente com o mesmo gosto ou paixão. Somos parte de um fenômeno social do século XXI e que não tem mais volta. Não adianta criticar os blogs. Eles existem, têm audiência, relevância, bom conteúdo e alcance. São qualidades que não podem ser ignoradas. Foi isso que a Coca Cola enxergou ao fazer a seleção dos blogueiros que receberiam o brinde. Afinal mais que dar uma informação, os blogs propõem uma conversa. E cada vez tem mais gente querendo participar. Essa é a nossa essência. Queremos construir um espaço de diálogo. Não de enfrentamento.

Qual a origem das críticas?

Há uma ferida aberta na blogosfera chamada "posts patrocinados" (Nota da Redação: algumas empresas contratam blogueiros para comentar sobre determinado produto ou marca. Alguns identificam os conteúdos como promocionais, mas outros não fazem distinção entre os posts de conteúdo e os patrocinados.) É um problema que precisamos enfrentar de maneira clara e transparente. Dessa forma podemos evitar situações com esta em torno da Coca-Cola. É preciso discutir melhor essa relação entre blogs e marcas, sem impor regras afinal cada blog tem seus objetivos, seu conteúdo, sua maneira de se comportar dentro da blogosfera.

E qual o caminho mais adequado nessa relação blogs e empresas? Não há uma solução pronta. A resposta vai aparecer no melhor estilo redes sociais de ser: em conjunto, conversando e envolvendo todos os interessados. Entre erros e acertos, os blogs estão criando a sua maneira de lidar com esse assédio.

11 de julho de 2008

É bom, mas...

Em certas circunstâncias, a opinião de um especialista pode ser mais útil em relação aos conselhos dos assessores mais próximos. A candidata do PT à prefeitura de São Paulo na eleição de outubro, Marta Suplicy, pode ter aberto mão dessa premissa na hora de construir o seu site, portal ou comitê virtual de campanha. O endereço pretende ser um canal de comunicação da candidata com os seus eleitores e também com os nativos digitais, aqueles que têm a internet em seu DNA. BITES foi atrás desse segundo grupo. São os responsáveis por aquilo que muitos classificam e outros criticam como a blogosfera nacional. As avaliações que chegaram até ao fechamento desta edição (19h10 desta sexta-feira) têm um ponto em comum. Os blogueiros elogiam a iniciativa da candidata, mas ressaltam como principal falha a ausência de uma estratégia mais sofisticada de interatividade do endereço. "Diante das diversas ferramentas que a internet, site não permite nenhuma interação", afirma Ale Rocha, editora do blog Poltrona na TV. "Sem diálogo e contribuição de terceiros parece um mero folder eletrônico. Um santinho metido a moderno, mais colorido e brilhante." Daquilo que pode ser qualificado como um instrumento real de comunicação, Marta Suplicy apresenta um blog que fica escondido para o visitante mais desavisado. Esse espaço permite o envio de comentários, que devem ser moderados pela equipe da petista, mas até o início da noite de hoje havia apenas um post dizendo que a partir dali os eleitores poderão acompanhar a candidata da perto. "O site parece bem standard em termos de portal para Brasil. Está bem legal, mas não chega aos pés dos sites de candidatos de 1º mundo como Obama e Mccain", explica Carlos Cardoso, dono de um dos blogs de maior audiência do País e conhecido entre seus pares pelas opiniões fortes e incisivas.

Para os blogueiros, diálogo é a palavra-chave desse negócio. Não só para eles. Há algumas semanas, o diretor do IBOPE Inteligência, Marcelo Coutinho, entrevistado pela Reuters, disse que na internet não havia espaço para o discurso dos políticos, e sim conversa com o eleitor. É isso que falta ao site de Marta na opinião dos blogueiros. "A Internet não é um "monólogo", diz Elisandra Amâncio, do blog Verdadeiro Jornalismo. Essa é uma visão compartilhada por quem respira a rede 24 horas por dia. Dois personagens relevantes desse mundo dos blogs, a jornalista Lucia Freitas (Ladybug) e o administrador de empresas Wagner Fontoura (Boombust), têm opiniões bem próximas em relação ao blog da candidata do PT. "Há falhas no projeto, mas devemos reconhecer o mérito da iniciativa e que os sites .can.br (endereços dos candidatos) serão muito importantes nesta campanha", afirma Lúcia, do Ladybug. "Também vejo qualidades na proposta virtual da ex-prefeita de São Paulo, mas seria interessante utilizar as mídias sociais em debates, conversações e ações de promoção dos candidatos e de resultados práticos para o eleitor", afirma Fontoura, que também é diretor da agência de marketing interativo Riot.

9 de julho de 2008

336 posts depois

Há 336 posts, eu e Aloisio Sotero resolvemos compartilhar com vocês uma série de discussões, dúvidas e idéias que tínhamos sobre a fragmentação da mídia. Assim nasceu o Achme7, o blog que hoje ganha um ano depois o seu 337º post. Nosso desafio inicial era mostrar a possibilidade de criar um conteúdo relevante e de qualidade sobre o fenômeno da nanomídia. Quando começamos a escrever existiam no Google 200 citações, todas em inglês, sobre nanomídia. Hoje são 3.770 e o Acheme7 continua aparecendo na primeira página do buscador quando alguém procura pelo termo. Ficamos felizes quando empresas de grande porte começam a assumir essa expressão no seu dia-a-dia. O IBOPE, por exemplo, reconheceu a força da nanomídia ao lançar um serviço para monitorar o que falam das marcas nas redes sociais. O diretor da agência Click, Abel Reis, deu entrevista comentando esse produto e utilizou com propriedade a expressão.Não inventamos a roda. Apenas seguimos a lógica de indexação do Google e, de alguma forma, criamos novas categorias de assuntos e palavras. Foi assim com nanomídia, netnografia, marketing de fragmentação e negócios movidos a Bites. Agora, estamos acrescentando mais duas ao nosso vocabulário: jornalismo de indexação e marketing de interface. Nesses 12 meses, o nosso trabalho diário de publicar posts exclusivos ou de alta relevância. Também desenvolvemos algumas iniciativas interessantes, como o Café com Blog que passou a ser referência nas discussões entre as empresas e esses personagens das mídias sociais. Também ajudamos algumas companhias a entender melhor esse novo mundo e como deve ser construída uma relação de longo prazo com os usuários desse universo. Lá atrás, quando escolheu o nome Acheme7 para este blog queríamos ressaltar que na Googlelândia as pessoas querem ser encontardas e serão desde que as marcas saibam como realizar essa tarefa.

17 de junho de 2008

Eleições 2.0

Numa entrevista na semana passada para a agência de notícias Reuters, o diretor do Ibope Inteligência e professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Marcelo Coutinho, apresentou a receita sobre como os políticos devem se relacionar com os eleitores do século 21. "O discurso é passado. É preciso dialogar e essa conversa acontece com mais eficácia dentro das redes sociais na internet", afirmou. Em função da sua posição profissional e da curiosidade acadêmica, Coutinho acompanha há um bom tempo o impacto da política pela internet. "Vamos assistir na eleição desse ano uma prévia do que ocorrerá em 2010 quando os políticos utilizarem intensivamente as ferramentas disponíveis na rede." Diante desse fato há várias oportunidades em aberto para quem se interessa pelo tema. Uma delas é mostrar para candidatos e atuais ocupantes de mandatos eletivos como eles podem ter na rede um instrumento eficaz de comunicação com os seus eleitores. Essa é a estratégia do diretor da E-Research, Alan Dubner, companhia especializada em pesquisas on-line. No dia 03 de julho, em Itu, no interior de São Paulo, ele organiza um seminário para 100 convidados da região. São potenciais candidatos a vereador e prefeito interessados em entender essa dinâmica. "Para alguns será a primeira vez que iremos falar sobre blogs, Orkut, Facebook e Youtube", afirma Dubner, dono de uma sólida carreira na área de consultoria para cidades digitais. O evento "Eleições 2.0 – Como a internet mudou a política" terá ainda a participação de blogueiros convidados. "Queremos promover um intercâmbio entre visões distintas do mesmo mundo", diz o consultor. Os participantes ganharão uma visão sobre como podem utilizar as redes sociais já na campanha deste ano e ainda os princípios básicos das tecnologias existentes na rede. Um dos temas da agenda é a eleição presidencial dos Estados Unidos. O consultor de marketing Cadu Lemos irá apresentar um estudo de caso sobre como o atual candidato democrata, Barack Obama, utilizou as novas mídias para amplificar o seu discurso junto aos eleitores, principalmente entre os mais jovens. "O que aconteceu com Obama vai se repetir de alguma forma na nossa eleição em 2010", afirma Lemos. O fenômeno Obama, realmente, impressiona pela forma inteligente que o senador por Chicago utilizou a rede para reduzir o favoritismo da sua adversária Hillary Clinton. Só no Facebook, Obama atingiu a impressionante marca de 1 milhão de apoiadores. No Youtube, os vídeos dos candidatos foram vistos cerca de 51 milhões de vezes. E as notícias positivas continuam nessa direção. Nesta terça-feira, o principal vídeo da campanha de senador democrata , Yes, We Can, ganhou o Emmy, o Oscar da música como melhor produção em sua categoria.

Boas respostas

O empresário Manoel Lemos precisou de dois anos para construir uma das principais marcas da segunda geração da internet brasileira: o BlogBlogs. Lá estão indexados mais de 2 milhões de blogs em português e também a lista de quem tem as maiores audiências nesse universo. O BlogBlogs está para a rede no País como o Technorati está para a internet mundial. Não à toa, o serviço criado por Lemos, engenheiro de computação formado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e ex-diretor de tecnologia da multinacional Hypercom, é a principal referência dos blogueiros nacionais. O empresário, nascido em Minas Gerais, é admirado pela atual safra de empreendedores locais da chamada web 2.0. Lemos funciona, às vezes, em função da sua experiência executiva como um balizador de tendências e novas oportunidades de negócios. Agora, ele prepara o seu segundo movimento em torno das redes sociais de relacionamento com o lançamento no próximo mês do Brasigo, hoje em fase de testes para um grupo de convidados. O modelo de negócios é simples e objetivo. Uma comunidade de usuários espalhada por várias cidades do País ou até mesmo bairros de grandes cidades se ajudará através de respostas. "Qual o melhor para comprar o melhor croissant de São Paulo?", pode ser uma das perguntas. "Na Casa Santa Luzia, nos Jardins", alguém responderá. E dessa forma, o Brasigo ganhará fôlego e musculatura. "Teremos respostas objetivas para perguntas da vida prática", afirma Lemos. "Mas, também quem desejar colocar questões genéricas não haverá filtros. O grande mérito do Brasigo é ter brasileiros, em qualquer lugar do mundo, respondendo a brasileiros." O Brasigo guarda semelhanças com o Yahoo! Respostas, um dos serviços de maior sucesso da empresa de internet americana, mas em relação a este último tem personalidade própria. É mais fácil entender a nova empresa de Lemos como uma grande plataforma interconectada de conteúdo gerado pelos usuários. O Brasigo nem de longe deseja enfrentar o poderio do serviço do Yahoo!. A estratégia de Manoel Lemos é diferente. "Perguntas e respostas são apenas parte do negócio", diz o criador do BlogBlogs, que terá uma conexão muito forte com o BlogBlogs e as pessoas que hoje geram informação relevante no País. Nesse ponto, Lemos guarda a chave do cofre. Ainda não chegou a hora de abrir o mapa da mina.

13 de junho de 2008

Blogs no Terra


O grupo de 18 empreendedores de mídia social e blogueiros que esteve, nesta terça-feira, no Terra Brasil fez algumas descobertas durante a visita. Uma das principais envolve a dificuldade de todos em convencer anunciantes a apostar nessa nova forma de mídia. A outra envolve a necessidade da construção de um discurso comum em torno das boas práticas desse mercado que cada dia se reinventa e surpreende quem vive dentro dele. Acompanhado do diretor do Terra Magazine para a América Latina, Bob Fernandes, o presidente do Terra Brasil, Paulo Castro, passou duas horas numa conversa descontraída e bem focada com os convidados da série encontros "Conversas com presidentes", organizado pela revista BITES. "Nosso maior desafio hoje é convencer o mercado publicitário que somos uma mídia eficaz e que traz resultados efetivos para os anunciantes", afirmou Guilherme Valadares, gerente da agência interativa Cubo e editor do blog Papodehomem. "É preciso entender que mesmo com uma internet que já tem mais de dez anos no País, tudo ainda é muito novo para todos", afirmou Castro. Na primeira parte da conversa, ele fez uma apresentação sobre o tamanho da internet brasileira e mostrou, por exemplo, como a rede mudou o seu perfil nos últimos tempos. Antes a premissa era de que esse universo era controlado pela classe A e a sua expansão era limitada. "Esse retrato está ficando cada dia mais diferente", afirmou o executivo. "No ano passado já foram vendidos no Brasil mais computadores que televisores. E foram os integrantes das classes C e D que levaram a maioria desses equipamentos para suas casas." A terceira edição do encontro da BITES – os dois primeiros ocorreram no Yahoo! Brasil e iG – reuniu os mais relevantes personagens da mídia social brasileira. No encontro com o grupo, Castro falou um pouco da estratégia da empresa para essa nova mídia. Ele citou algumas experiências que estão sendo desenvolvidas na área de conteúdo colaborativo, como o canal vc repórter no qual qualquer pessoa pode ter sua notícia publicada pelo Terra. Nesse ponto, ele revelou que o Terra irá enviar um "repórter cidadão" para fazer a cobertura das Olimpíadas desse ano na China. O executivo ressaltou que os blogs estão no foco da companhia e fazem parte da estratégia maior de entender o fenômeno do conteúdo gerado pelo consumidor. Na área de blogs do Terra Brasil onde qualquer usuário ou cliente pode montar seu próprio diário on-line há 163 mil registrados. Esse número cresce a cada dia.

4 de junho de 2008

Governo 2.0

O objetivo do Conip, que começou nesta quarta-feira, dia 03, em São Paulo, é levar os princípios da inovação tecnológica para o setor público. A audiência do evento é formada por profissionais que trabalham nos departamentos ou gerências de tecnologia dos Três Poderes. E a agenda desse ano foi tomada pelo tema que já faz parte do cotidiano do mundo corporativo: a web 2.0. Nunca antes neste País organismos públicos buscaram formas mais eficientes de comunicação com os cidadãos. Há um movimento legítimo de algumas prefeituras, governos estaduais e estatais de conversar com os seus consumidores por meio das redes digitais de relacionamento. O Conip também inovou ao convidar blogs ligados ao tema de governo eletrônico para a cobertura de todas as palestras. Essa preocupação de entender melhor o fenômeno da Web 2.0 esteve disseminada em todas as conversas e nos corredores do evento. A presença do diretor da BlogContent e um dos principias nomes desse universo, o paulista Edney de Souza, como palestrante ressaltou a importância estratégica do tema para os participantes do evento. "A administração pública também pode trabalhar com as redes sociais. Governo e web não são excludentes", afirmou Edney na palestra. Nesse tema, ele esteve acompanhado de Alan Dubner, diretor da Cybermind, empresa que está se especializando na montagem de redes sociais para pequenas e médias cidades, e Beatriz Lanza, do governo do Paraná. "Precisamos subir nas caravelas que estão no porto para essa viagem que mudará a forma como governo se relaciona com os cidadãos", afirmou Dubner após contar a sua experiência na construção do portal colaborativo da cidade de Itu, no interior de São Paulo.

O caso apresentado por Beatriz Lanza é revelador sobre o efeito da lógica da web 2.0 dentro da máquina pública. Com a ajuda apenas do serviço gratuito do Google, o Blogspot, ela montou sozinha um portal com cinco blogs de assuntos relacionados ao Teatro Guaíra, um dos mais importantes da região sul. Beatriz, que trabalha na companhia de informática do estado e está à disposição do teatro, conseguiu atrair público e audiência para os seus blogs. Como a mão-de-obra era escassa para a produção de conteúdo, ela reuniu histórias de ilustres personagens e funcionários antigos do teatro para alimentar os blogs. A servidora estadual também descobriu que poderia editar filmes para exibi-los nos blogs com a simples ajuda do software Movie Maker, que faz parte do Windows. A medida do sucesso da paranaense é quase invisível, mas um bom termômetro está no próprio Google na área onde é possível pesquisar citações em blogs nacionais. Nos últimos 30 dias, o Teatro Guaíra teve 145 comentários contra apenas 16 do Teatro Guaíba em Porto Alegre. É dessa forma que os participantes do Conip descobrem que utilizar as novas tecnologias é um bom negócio para a administração pública.

14 de maio de 2008

A vaga na Apple

O iPhone sempre freqüentou a lista de desejos dos consumidores brasileiros. A Apple nunca se comoveu com essa demanda e o País sempre se manteve distante da lista de prioridades da empresa de Steve Jobs. O quadro começou a mudar há algumas semanas com o anúncio da Claro que venderá o iPhone no País. Foi o final de uma batalha iniciada no ano passado logo após o lançamento do aparelho nos Estados Unidos. Parece que aos poucos, a Apple está levando o Brasil mais a sério. A companhia abriu mais uma vaga no escritório brasileiro e procura um engenheiro para ajudar na implantação do iPhone no Brasil. Aos interessados em disputar a vaga é possível fazer uma consulta dos requisitos exigidos no site da empresa americana. Lá é possível saber, por exemplo, que a Apple quer um profissional para morar em São Paulo, formado em engenheira elétrica ou de sistemas de informação e com cinco anos de experiência na área onde irá atuar. A principal função do novo funcionário será apoiar as operadoras de telefonia na adoção do iPhone no Brasil. Ainda poderá ser exigido do empregado o envolvimento em projetos de desenvolvimento de novos serviços baseados na tecnologia da Apple. A empresa também solicita do candidato um amplo conhecimento na tecnologia GSM que hoje está se transformando em padrão no mercado brasileiro de telefonia celular. Segundo dados da consultoria Teleco os usuários GSM já representam 81,7% do mercado e o iPhone chegará no momento do desembarque da tecnologia 3G que vai trazer mais serviços de valor agregado para os clientes das operadoras.

Apple nunca teve uma política comercial muito clara em relação ao País. A contratação de um engenheiro para certificar o iPhone junto às operadoras, obviamente, não representa uma mudança de comportamento da empresa, mas já significa que a Apple considera o mercado local importante para sua estratégia mundial de negócios. Algo realmente mudou na relação entre a Apple e o Brasil. Em setembro do ano passado numa reportagem da Globo.com a empresa não demonstrava a menor preocupação em trazer o iPhone para o País. Mas, agora com a chegada do seu novo funcionário a tendência é melhorar essa situação.

8 de maio de 2008

O futuro dos sites de busca

Ontem eu li uma entrevista na Época, na parte de Ciência e Tecnologia com Marissa Mayer, a mulher que ocupa a quarta posição na hierarquia do Google fala do futuro dos sites de busca.

Nos próximos cinco a dez anos, quatro áreas irão guiar as mudanças no mecanismo de busca. A primeira delas consiste em onde e como se pode realizar buscas.
Hoje, a imensa maioria das pessoas faz isso no PC, digitando palavras-chave dentro de uma caixa. No futuro, iremos falar com o mecanismo de busca através do telefone e poderemos fazer perguntas ao invés de usar palavras-chave. Será possível fazer buscas de dentro do seu carro, por exemplo.
A segunda área que fará a diferença no serviço de busca são os diferentes tipos de mídia, que serão integrados ao serviço. Vídeo, imagens, notícias, livros, blogs, áudio.
O desafio é incorporar todas estas formas de conteúdo em uma página da web sem que pareça uma enciclopédia. O terceiro item se chama personalização. A busca será cada vez melhor do que é hoje. Mas não basta fornecer melhores resultados.
É preciso conhecer as necessidades específicas de cada usuário. Para atingir esse objetivo, precisaremos entender quais são as suas preferências ou o local onde eles se encontram - tudo para poder melhorar a qualidade das respostas. O quarto componente é a busca social. Não confunda com personalização.
O desafio da busca social é descobrir como fazer um levantamento das preferências e do conhecimento das pessoas com quem o usuário se relaciona, ou de outros usuários parecidos com ele.

Bem, eu espero aproveitar todos esses privilégios de busca o mais cedo possível!
Até

7 de maio de 2008

Ning: Uma nova rede social

Gente, agora eu faço parte de uma nova rede social chamada Ning, estou ainda testando essa rede social, por enquanto estou adorando e aproveitando para compartilhar e conversar sobre Marketing Direto e a minha rotina profissional na minha área que é DBM(Data Base Marketing) da Dufry do Brasil.
O Ning dá o direito a ter URL própria, controle detalhado dos membros, além de opções para o envio de fotos e vídeos. Dá para escolher recursos na ferramenta de criação da rede, como blogs e fóruns e usar o RSS para divulgar as novidades.
O Ning cresceu muito desde o lançamento, possui boas funções e se compara às grandes redes de relacionamento e conta com mais de 30 mil redes sociais dentro dos quais podemos encontrar, professores, artistas, algumas empresas e lojas conhecidas.

Gente, depois eu volto pra falar mais um pouco sobre essa nova rede

6 de maio de 2008

Comércio Eletrônico terá um aumento

Segundo estimativa divulgada nesta segunda-feira (5) pela e-bit, empresa especializada em comércio eletrônico o faturamento do comércio eletrônico neste Dia das Mães deve ser 55% maior que o obtido em 2007.

De acordo com a e-bit, a previsão é de que os adeptos ao comércio virtual gastem em suas compras pela internet uma média de R$ 315,00, contra R$ 304 do ano passado.

Livros, revistas e jornais devem ser os líderes nas preferências dos filhos, com 18% das intenções de compras; itens de informática (12%) e eletrônicos (9%), aparecem em seguida; CDs, DVDs e vídeos são a melhor opção para 9% dos consultados; telefonia celular (7%) e eletrodomésticos (5%) também devem aparecer entre os presentes das mães.

A variedade dos produtos, a facilidade comparar preços em diversas lojas em um período pequeno de tempo, a possibilidade de parcelar sem juros e condições de pagamento facilitadas e o aumento do número de internautas foram os grandes impulsionadores para que o volume de pedidos contabilizado na rede chegasse a esse resultado.

Bem, vamos as compras!
Até breve

1 de maio de 2008

Novos Encaixes das Redes Sociais

Um dos pontos chaves de qualquer modelo de negócios é encontrar o seu encaixe ( fit) com o mundo real.Este é o grande desafio das Redes Sociais , qual o seu encaixe com os atuais e futuros modelos de negócios via " oceano azul " da inovação. O que se tem visto é um busca frenética para incorporar as Redes Sociais e Blogs ao negócios e qual é este novo modelo.

Creio que a questão esta desfocada da realidade e criam-se mapas conceituais sem conexão com realidade do mundo dos negócios. O que falta é encontrar estes encaixes , criar novos "Legos" corporativos. O desafio corporativo é como incluir estas novas realidades sociais ao modelo de negocios da sua empresa e como fazer parte da estratégia de inovação e crescimento.

O que se tem feito hoje é a pergunta errada - como monetizar o imenso mundo de contato das Redes Sociais e blog. Creio que a pergunta é outra , como incorporar as Redes Sociais e Blogs ao meu negocio e não como monetizar as Redes Sociais. os fenomenos sociais não se monetizam em si mesmo , mas incorporam -se aos negocios ou criam-se novos modelos .

30 de abril de 2008

Voz acadêmica

Aos 28 anos, Carolina Terra está muito longe de ser uma profissional em ascensão. Formada em Relações Públicas e considerada "nerd" pelos irmãos, ela já coordena a área de comunicação do Mercado Livre, o maior serviço de leilão eletrônico da América Latina, ensina em duas universidades, faz palestras, iniciou o doutorado na Universidade de São Paulo e ainda, nos finais de semana, participa de jogos profissionais pela liga paulista de handebol. Esse currículo já seria suficiente para perguntar como ela gerencia a agenda, que começa todos os dias às 06h30 com uma hora de ginástica na academia próxima do trabalho e termina por volta das 23h quando chega em casa. Só que o maior mérito de Carolina é a sua contribuição para o melhor entendimento do fenômeno das redes digitais de relacionamento, que se traduzem em marcas como Orkut, Flickr, Youtube, Google, MySpace e outros inúmeros serviços do gênero espalhados pela internet. Em parte, graças ao seu esforço pessoal o tema que hoje toma conta da agenda das empresas está sendo discutido, debatido, criticado e analisado por acadêmicos e especialistas. Antes do atual doutorado que vai analisar o impacto das redes sociais dentro do mundo corporativo, ela fez uma tese de mestrado sobre como a área de relações públicas pode utilizar o mundo digital para amplificar a mensagem dos seus clientes. "É o meu assunto preferido: ajudar as corporações a conversar com os seus clientes por meio das redes digitais de relacionamento", afirma Carolina. A tese defendida em 2006 tem 173 páginas e é um bom ponto de partida para quem deseja entender o novo universo no qual as empresas estão mergulhadas. Um dos capítulos da dissertação de mestrado se transformou no livro Blogs Corporativos – Modismo ou Tendência? Graças a essa publicação, Carolina tem viajado pelo Brasil para fazer palestras. Nesses encontros com empresários a pergunta se repete: toda companhia precisa ter um blog ou uma estratégia para as redes sociais. Carolina está quase formatando uma resposta padrão. "Nem todas as empresas estão preparadas para enfrentar esse desafio que exige disciplina, transparência e muito suor. Infelizmente, nem todos atingiram esse nível que a cada dia fica mais forte entre os consumidores", diz Carolina.


29 de abril de 2008

Meu$ vídeo$

O WeShow nasceu há oito meses para ser o maior agregador de vídeos dos inúmeros serviços, como o Youtube, existentes na internet. O serviço atingiu nesse espaço de tempo 5 milhões de visitantes mensais e está disponível em seis línguas, incluindo o japonês. O plano de negócios estava sendo colocado em prática com disciplina e foco, mas tempos atrás – prova de que a relação espaço e tempo no mundo digital é diferente do mundo real – os executivos do empreendimento identificaram uma nova oportunidade: as redes digitais de relacionamento, como Orkut e Facebook. Para não fugir ao seu desenho original, o WeShow lançou o seu serviço onde os usuários poderão montar suas comunidades on-line de vídeos. Até aqui um movimento à primeira vista óbvio e lógico, mas a equação montada guarda surpresas. O WeShow nada cobra de quem abre uma comunidade e ainda vai dividir a receita publicitária com os seus usuários, que poderão faturar em função da audiência de sua comunidade ou até por um único vídeo isolado. Com a audiência gerada por esse volume de vídeos, o WeShow recebe mais tráfego a partir do Google e aumenta a sua receita gerada pela publicação de links patrocinados. No final do dia, após obter os ganhos do Google, o WeShow entrega 50% dos lucros para os seus "acionistas". "Sem o poder de fogo de cada pessoa que fez a seleção e reuniu amigos em torno desse conteúdo não existe o produto", afirma Marcos Wettreich, presidente do WeShow. A comunidade on-line foi lançada há duas semanas nos Estados Unidos, nesta semana chega à América Latina e na próxima à Europa e Ásia. Na manhã desta segunda-feira, dia 28, o WeShow já registrava o total de 4.265 comunidades, 8.992 membros e 71.896 vídeos selecionados. A expectativa de Wettreich é dobrar esse número à medida que o serviço ganhar escala entre visitantes mensais que entram no WeShow em busca de algum vídeo. O presidente da empresa diz que ainda é muito cedo para saber quanto a operação deve gerar para cada usuário, mas em 2012 ele espera repartir US$ 10 milhões anuais em receitas publicitárias com os donos das comunidades abrigadas no serviço.

24 de abril de 2008

Apenas uma identidade!

Gente, é verdade mesmo, tem hora que eu paro e penso de quantos logins eu preciso para sobreviver na internet? É um para o Orkut, outro para o Facebook, outro para o e-mail do trabalho, ainda tem o e-mail particular e um outro e-mail que você tem sabe lá o por que e é assim a sua vida na internet.

A conversa agora é sobre portabilidade. Joseph Smarr, de uma empresa chamada Plaxo, explicou o conceito na manhã desta quarta (23) na Web 2.0 Expo em San Francisco: É um jeito de o site reconhecer quem você é, o que você sabe e para onde vai. Tudo com uma única identidade. Bem, se isso acontecer realmente, pra mim e acredito que para todos será uma grande conquista.

O exemplo que Joseph Smarr deu: no site da empresa dele, a pessoa pode se “logar” usando o e-mail e a senha do Yahoo. A Plaxo reconhece a senha e “importa” os dados do perfil do Yahoo. O novo usuário da Plaxo não precisa, assim, escrever de novo seus dados pessoais, endereço etc.

23 de abril de 2008

Olhar 2.0

O presidente do Terra na América Latina, Fernando Madeira, já esteve algumas vezes em São Francisco, nos Estados Unidos, mas hoje, dia 22, ele desembarcou com um olhar diferente. O executivo quer entender melhor o que s americanos batizaram de internet 2.0, onde os serviços à disposição dos usuários, pagos ou gratuitos, crescem a cada dia e ganham adeptos em todo o planeta. Madeira será o único brasileiro convidado como palestrante do evento Web 2.0 Expo, que reunirá até a próxima sexta-feira milhares de executivos de empresas e instituições de tecnologia. O brasileiro vai falar sobre um tema que a cada dia ganha mais força dentro da rede: a participação do consumidor na geração de conteúdo. O presidente do Terra vai relatar a experiência do vc repórter, onde os internautas de toda a América Latina podem enviar notícias, fotos e vídeos que são aproveitados pela equipe editorial. São mais de 40 mil participações mensais na região (nos países hispânicos o produto se chama tu reportero) e o Terra pretende incrementar ainda mais esse serviço nos próximos meses. "Minha intenção é mostrar como a criatividade latino-americana está mudando a forma de ser fazer notícia na internet", afirma Madeira. O executivo do Terra encontrará o ambiente adequado para relatar essa experiência. O Web 2.0 Expo é um dos eventos mais tradicionais dessa nova fase da internet no mundo. Duas empresas estão por trás da iniciativa, a TechWeb e a O'Reilly Media. O presidente da segunda empresa, Tim O'Reilly, é um velho conhecido dos negócios digitais e um entusiasta dos programas de código aberto. Foi ele que pela primeira vez utilizou a expressão Web 2.0 para definir na nova fase da rede após o estouro da bolha das companhias pontocom. O'Reilly foi muito criticado ao trazer à tona esse conceito, que muitos não consideram inovador. Para esses críticos, a Web 2.0 nada mais é do que a reutilização de tecnologias já existentes e que estão sendo reagrupadas com outro formato. Independente da discussão, o grande mérito dessa nova era é a presença cada dia maior do consumidor na geração de conteúdo. A presença de Madeira na conferência com o vc repórter é uma prova de que o mercado americano está interessado a entender mais e melhor o que significa ter o consumidor pela primeira vez no controle da situação. O executivo também garantiu o convite em função da visão latino americana do fenômeno. Do seu escritório, em São Paulo, Madeira comanda todos os países da região e ainda coordena toda a operação do Terra nos EUA, onde a comunidade latina cresce em várias direções, incluindo o uso intensivo de serviços de mídia social. Numa entrevista no ano passado à CNN, Madeira elencou as principais diferenças entre os latinos que utilizam a internet nos seus países de origem e aqueles que migraram em busca do sonho americano. Da população latina residente nos EUA, 56% já são usuários da internet. Esse percentual já é menor que os brancos (71%) e os negros (60%), mas a curva de ascensão dos hispânicos é mais representativa. Em relação aos descendentes esse número é bem maior: 71% contra 46% de quem apenas emigrou e de alguma forma se adaptou à cultura americana. Ainda de acordo com o estudo do Pew publicado em março do ano passado apenas 29% dos usuários latinos têm banda larga em suas casas contra 43% da comunidade branca. "É por isso que temos uma grande oportunidade nos EUA", afirma Madeira.