24 de abril de 2008

Apenas uma identidade!

Gente, é verdade mesmo, tem hora que eu paro e penso de quantos logins eu preciso para sobreviver na internet? É um para o Orkut, outro para o Facebook, outro para o e-mail do trabalho, ainda tem o e-mail particular e um outro e-mail que você tem sabe lá o por que e é assim a sua vida na internet.

A conversa agora é sobre portabilidade. Joseph Smarr, de uma empresa chamada Plaxo, explicou o conceito na manhã desta quarta (23) na Web 2.0 Expo em San Francisco: É um jeito de o site reconhecer quem você é, o que você sabe e para onde vai. Tudo com uma única identidade. Bem, se isso acontecer realmente, pra mim e acredito que para todos será uma grande conquista.

O exemplo que Joseph Smarr deu: no site da empresa dele, a pessoa pode se “logar” usando o e-mail e a senha do Yahoo. A Plaxo reconhece a senha e “importa” os dados do perfil do Yahoo. O novo usuário da Plaxo não precisa, assim, escrever de novo seus dados pessoais, endereço etc.

23 de abril de 2008

Olhar 2.0

O presidente do Terra na América Latina, Fernando Madeira, já esteve algumas vezes em São Francisco, nos Estados Unidos, mas hoje, dia 22, ele desembarcou com um olhar diferente. O executivo quer entender melhor o que s americanos batizaram de internet 2.0, onde os serviços à disposição dos usuários, pagos ou gratuitos, crescem a cada dia e ganham adeptos em todo o planeta. Madeira será o único brasileiro convidado como palestrante do evento Web 2.0 Expo, que reunirá até a próxima sexta-feira milhares de executivos de empresas e instituições de tecnologia. O brasileiro vai falar sobre um tema que a cada dia ganha mais força dentro da rede: a participação do consumidor na geração de conteúdo. O presidente do Terra vai relatar a experiência do vc repórter, onde os internautas de toda a América Latina podem enviar notícias, fotos e vídeos que são aproveitados pela equipe editorial. São mais de 40 mil participações mensais na região (nos países hispânicos o produto se chama tu reportero) e o Terra pretende incrementar ainda mais esse serviço nos próximos meses. "Minha intenção é mostrar como a criatividade latino-americana está mudando a forma de ser fazer notícia na internet", afirma Madeira. O executivo do Terra encontrará o ambiente adequado para relatar essa experiência. O Web 2.0 Expo é um dos eventos mais tradicionais dessa nova fase da internet no mundo. Duas empresas estão por trás da iniciativa, a TechWeb e a O'Reilly Media. O presidente da segunda empresa, Tim O'Reilly, é um velho conhecido dos negócios digitais e um entusiasta dos programas de código aberto. Foi ele que pela primeira vez utilizou a expressão Web 2.0 para definir na nova fase da rede após o estouro da bolha das companhias pontocom. O'Reilly foi muito criticado ao trazer à tona esse conceito, que muitos não consideram inovador. Para esses críticos, a Web 2.0 nada mais é do que a reutilização de tecnologias já existentes e que estão sendo reagrupadas com outro formato. Independente da discussão, o grande mérito dessa nova era é a presença cada dia maior do consumidor na geração de conteúdo. A presença de Madeira na conferência com o vc repórter é uma prova de que o mercado americano está interessado a entender mais e melhor o que significa ter o consumidor pela primeira vez no controle da situação. O executivo também garantiu o convite em função da visão latino americana do fenômeno. Do seu escritório, em São Paulo, Madeira comanda todos os países da região e ainda coordena toda a operação do Terra nos EUA, onde a comunidade latina cresce em várias direções, incluindo o uso intensivo de serviços de mídia social. Numa entrevista no ano passado à CNN, Madeira elencou as principais diferenças entre os latinos que utilizam a internet nos seus países de origem e aqueles que migraram em busca do sonho americano. Da população latina residente nos EUA, 56% já são usuários da internet. Esse percentual já é menor que os brancos (71%) e os negros (60%), mas a curva de ascensão dos hispânicos é mais representativa. Em relação aos descendentes esse número é bem maior: 71% contra 46% de quem apenas emigrou e de alguma forma se adaptou à cultura americana. Ainda de acordo com o estudo do Pew publicado em março do ano passado apenas 29% dos usuários latinos têm banda larga em suas casas contra 43% da comunidade branca. "É por isso que temos uma grande oportunidade nos EUA", afirma Madeira.

22 de abril de 2008

Spammers abusam de redes sociais online

Sites de relacionamento online como os populares Facebook e MySpace estão virando alvos preferenciais de spammers, segundo notificações recentes das firmas de segurança Fortinet e Websense.

Dados importantes:
» Seis redes respondem por 85% do spam na web
» Spammers encontram jeito de criar e-mail automaticamente
» Brasil é o 4º maior produtor de spam do mundo

Um dos principais recursos de integração entre os usuários da rede Facebook, chamado de "Wall" (uma espécie de mural de recados), está sendo utilizado pelos spammers para veiculação de links para vendas de medicamentos, tática semelhante à utilizada em blogs e fóruns, conforme noticiou o site The Register.

A Fortinet explicou que para atrair novos visitantes, os spammers estão utilizando contas reais de usuários, cujas credenciais de acesso são obtidas via ataques phishing conduzidos por cibercriminosos e vendidas posteriormente. A suspeita de que um worm que estava se disseminando pelas páginas do Facebook há alguns meses seja responsável pelo roubo destas credenciais não é descartada.

No MySpace, o método utilizado pelos spammers é diferente: perfis são criados de forma incorreta de modo que suas informações comuns ficam escondidas e os usuários que os visitem vejam links de redirecionamento a sites de propaganda.

Ali Mesdaq, especialista da Websense, explicou que a mesma técnica poderia ser utilizada para fins criminosos e que acarretariam problemas maiores às vítimas, como fraude online e instalação de malware.

Mais informações sobre a invasão dos spammers nas redes Facebook e MySpace podem ser obtidas respectivamente nos sites da Fortinet (tinyurl.com/2svmjp) e Websense (tinyurl.com/35tac4).

20 de abril de 2008

Donos de redes sociais criam Fundação OpenSocial

da Reuters, em Nova York

Google, Yahoo! e MySpace, da News Corp, informaram nesta terça-feira que vão criar a Fundação OpenSocial para manter um fórum neutro para o desenvolvimento de aplicações em redes sociais.

A fundação será administrada como entidade sem fins lucrativos, com ativos a serem incorporados até 1º de julho.

O OpenSocial é uma plataforma conjunta na qual os internautas podem criar miniaplicativos --ou "widgets". Os softwares produzidos pelos usuários ficam disponíveis para outros usuários das redes sociais. Entre os portais da "aliança" OpenSocial estão, além de Orkut e MySpace, o LinkedIn, hi5, Friendster, Plaxo e Ning.

O Google lançou a iniciativa OpenSocial em novembro para conquistar programadores que já estão criando aplicativos em redes sociais, como a Facebook.

18 de abril de 2008

O inevitável

Chief Operations Officer do Yahoo!7, a joint venture entre o gigante da internet americana e um dos maiores grupos de mídia da Austrália, Bruno Fiorentini desembarca no Brasil dia 20 de maio com um objetivo. Ele está convencido que as mídias sociais são uma realidade inevitável para o mundo corporativo e as empresas devem explorar o potencial de marketing e relacionamento oferecido por esse novo canal de comunicação. "As companhias têm de assumir a liderança do processo e precisam aprender a administrar a situação onde os seus consumidores querem participar do negócio", afirma o executivo. Fiorentini vem ao Brasil à convite de BITES para ser um dos palestrantes do workshop "Conexões de Negócios através de Mídia Social – Porque as empresas precisam conversar com os seus consumidores", organizado pela revista BITES. Há dois anos à frente da operação com o grupo Seven, que edita revistas, tem canais de TV e ainda internet. Além disso, o executivo integra o conselho de administração de outra joint venture entre o Yahoo! a maior operadora de telefonia da Nova Zelândia. Fiorentini está convencido da necessidade das empresas "conversarem" com o seus consumidores através de vários pontos de acesso proporcionados pelas mídias sociais. "O consumidor quer entrar em contato com a marca porque gosta dela ou têm alguma opinião interessante para oferecer", diz o COO do Yahoo!7. "Nesse aspecto, é melhor ser transparente e gerenciar essa demanda do cliente do que fingir que ela não existe." Ter medo do cliente é uma visão ultrapassada e muito defensiva e que não se encaixa a realidade atual do mundo dos negócios.

Antes de assumir a atual posição, Fiorentini ocupou por vários anos a presidência do Yahoo! Brasil e nos últimos tempos acumulava à direção da subsidiária argentina. Além das suas funções na Austrália, o executivo está envolvido em projetos globais do Yahoo! e um deles tem relação direta com mídias sociais. "É uma grande oportunidade de negócios que está se abrindo de maneira consistente e perene." Por isso, Fiorentini descarta a possibilidade das mídias sociais serem mais uma bolha da internet. Como alguém que acompanhou de perto a explosão e derrocada do mundo das pontocom, ele enxerga muitas diferenças no momento atual. "Lá atrás era um mercado que estava sendo descoberto e formado. Hoje ele já existe", explica o executivo. Ele tem uma visão bem particular como as empresas devem ocupar esse espaço nas mídias sociais. Fiorentini acredita que para o bem de todos os envolvidos a internet está longe de ser um campo de guerra entre as marcas e os seus consumidores, numa espécie de Procon virtual. A lógica é exatamente o contrário. As mídias sociais devem ser utilizadas para aproximar quem produz de quem compra e ainda proporcionar um canal de comunicação como nunca existiu antes na história do capitalismo. "Devemos discutir casos concretos e conceitos em lugar de produtos e soluções específicas", afirma o executivo do Yahoo!7. Informações oficina@bites.com.br.

16 de abril de 2008

48 horas

A Tecnisa anunciou em vários canais a entrada do executivo Carlos Alberto Julio na presidência da construtora. Houve um comunicado para os acionistas, outro para os clientes e um post no blog que a companhia mantém atualizado na internet. O novo presidente não esperou para saber o que pensavam da sua chegada. Ao fazer uma primeira leitura do próprio blog, ele soube o tamanho do desafio que teria pela frente e como a Tecnisa se relaciona com a sua base de clientes. "Vi logo que o modelo era de transparência total e que nada ficava sem resposta", afirma Carlos Alberto, que antes de assumir a atual posição estava à frente da organizadora de eventos executivos HSM. O texto sobre Carlos Alberto foi publicado às 15h58 do dia 08 de janeiro passado. Às 20h05 do mesmo dia, a cliente Caroline Correa fez o primeiro comentário: "Opa, um novo presidente!!! Será que a partir de agora vocês vão dar valor a QUALIDADE???????????

Porque o meu apartamento carece de QUALIDADE." Em seguida foram outras sete mensagens. Algumas de elogio e outras de reclamações sobre a Tecnisa. Só que a história não se encerra aqui. O novo presidente soube no primeiro dia de trabalho que nenhuma questão ou crítica publicada no blog fica sem resposta da companhia. "Temos mais 25 mil visitantes por mês no blog e, por padrão, respondemos qualquer questionamento em até 48 horas", afirma o presidente da Tecnisa. Desde então, Carlos Alberto Júlio se permite algumas vezes a responder pessoalmente aos comentários dos clientes publicados no blog. A Tecnisa é, sem dúvida, a construtora que melhor faz uso da mídia social. O blog é apenas um pedaço de uma arrojada estratégia que garantiu no ano passado a venda de 350 apartamentos pela internet. Para 2008, a meta é chegar a 700 unidades comercializadas. O atendimento acontece das 06h da manhã até meia-noite.

Outro detalhe importante sobre o mergulho da Tecnisa no mundo da mídia social envolve o modelo matemático construído em torno dos links patrocinados. A construtora tem um lote de 15 mil palavras compradas do Google. Quando alguém faz uma busca, por exemplo, por gravidez ao lado do resultado aparece um link para a página da Tecnisa. Só que a estratégia segue um roteiro bem interessante. Do total de palavras-chave compradas, a Tecnisa faz questão de ter algumas com erros de português. Foi dessa forma que um apartamento acabou sendo vendido no ano passado após a cliente escrever "gravides". Diante de resultados tão interessantes, a construtora brasileira foi reconhecida pelo próprio Google como o melhor caso mundial no setor imobiliário envolvendo o recurso dos links patrocinados.


14 de abril de 2008

O seu economista

PhD em Economia pela Universidade de Manchester na Ingletarra e dono de um mestrado na Universidade Federal do Rio de Janeiro, o professor José Carlos Cavalcanti (jcc@creativante.com.br) tem outras virtudes. Uma delas é sua aptidão por tecnologia. Ele passou os últimos anos tentando entender o impacto do softwares e hardwares no processo econômico. Estudou, comparou, debateu com os seus pares da economia e terminou se transformando naquilo que pode ser chamado num economista 2.0. Agora, Cavalcanti, que se divide entre as aulas na Universidade Federal de Pernambuco e a sua consultoria empresarial, está na fase final de um novo empreendimento. "Chegou o momento de conversar com as pessoas físicas e jurídicas sobre o impacto da economia nas suas vidas e negócios", afirma. Cavalcanti vai lançar até o final do ano o primeiro serviço de aconselhamento econômico com uso intensivo de mídia social. Ele usará os recursos disponíveis das novas tecnologias para massificar a interpretação de fatos que hoje estão restritos ao noticiário dos grandes veículos de comunicação. O projeto ainda não foi batizado, mas ganhou da equipe envolvida o codinome de Alô Economista. A idéia inicial é ampliar o blog do próprio Cavalcanti e acrescentar vídeos no Youtube, uma comunidade no Orkut, um grupo de discussão e até um perfil no Facebook. Em todos esses canais os conceitos do Alô Economista estarão à disposição dos seus leitores. Essa será a versão aberta do projeto. A estratégia de Cavalcanti é oferecer um serviço de baixo custo para pequenas e médias empresas interessadas em entender como as mudanças da economia afetam os seus negócios. "É possível imaginar a confusão provocada nas empresas de pequeno porte quando o governo diz que voltará a elevar a taxa de juros", diz o professor.  Os clientes do serviço pago receberão semanalmente um boletim de análise de conjuntura do Brasil e do mundo.

Cavalcanti ainda está estruturando o seu modelo de negócio, mas uma possibilidade é seguir a lógica do editor da revista Wired, Cris Anderson, que defende a tese de produtos gratuitos.  O jornalista, criador do conceito de Long Tail, acredita que os consumidores não estão dispostos a pagar por informação ou conteúdo, mas há empresas interessadas em financiar essa operação. "Estou conversando com algumas instituições financeiras interessadas no envio de análises de qualidade para os seus clientes", afirma Cavalcanti. Outra opção seria apostar na publicidade on-line que só cresce a cada dia no Brasil e no mundo. Como as análises do PhD em Economia e da sua equipe serão empacotadas em diversos formatos, Cavalcanti acredita que não faltarão oportunidades dos anunciantes associarem suas marcas às informações de interesse do grande público. A idéia de criar esse tipo de consultoria massificada começou a ser formulada anos atrás quando o economista descobriu o ambiente da internet e a possibilidade quase infinita de oportunidades. No início, ele pensou em lançar um site, mas a chegada dos recursos de mídia social entregaram em suas mãos a plataforma mais viável e rentável do ponto de vista econômico. Nada será criado. O conteúdo trafegará pelos canais existentes. O Alô Economista está longe de ser uma novidade na internet, mas a idéia do projeto não é enfrentá-los. Pelo contrário, o objetivo do economista e sua turma é conectar o seu produto a tudo que seja parecido no mundo da mídia social.

A segunda fase do projeto é mais ambiciosa. Cavalcanti pretende montar em Recife um call center especializado em aconselhamento econômico. Mais uma vez a idéia é poupar o usuário de qualquer desembolso na hora de buscar respostas para as suas dúvidas. A conta será paga por anunciantes que comprarão créditos e repassarão aos seus clientes. Os atendentes poderão ser estudantes universitários de Economia ou mesmo de Administração de Empresas que ajudarão pessoas de todo o Brasil a entender um pouco mais dos efeitos da economia em suas vidas. Essa central de esclarecimento de dúvidas estará ligada umbilicalmente ao projeto na internet. Por isso, ela será o segundo movimento do projeto do professor da UFPE. "Precisamos antes montar um grande banco de dados das dúvidas mais comuns de que  nos acessa pela internet", afirma Cavalcanti.

Os internautas e o uso do telefone celular

Os usuários intensos de Internet e de telefonia celular são considerados um dos segmentos mais importantes para o mercado de telecomunicações. Embora correspondendo a uma pequena parcela da população atual, a análise de seu comportamento pode ajudar a projetar algumas tendências para este mercado nos próximos anos. O IBOPE Inteligência e a Revista Connect realizaram recentemente um estudo com este segmento da população, considerando três eixos principais: atualização tecnológica, planejamento financeiro e assimilação do aparelho às práticas cotidianas (freqüência, intensidade de uso e variedade de utilização de recursos e serviços). Foram identificados cinco grupos de internautas usuários de telefone celular:
1) Hightech: interessados em constante atualização tecnológica, estando sempre em dia com as novidades do mercado; é o grupo mais jovem;

2) 24 horas: indivíduos altamente ligados ao celular, 24 horas por dia, como o próprio nome diz; é o grupo relativamente mais feminino;

3) Conectados: bastante dependentes do celular e das conexões que ele permite, realizando diversas tarefas cotidianas através dele;

4) Conservadores: utilizam o celular de maneira muito tradicional, apenas para fazer ligações e, ainda assim, em casos extremos; é o grupo com maior participação de indivíduos maduros;

5) Controlados: apresentam uma preocupação central com os gastos com a compra e a manutenção do celular (conta, créditos); predominam neste grupo indivíduos da classe B.


Embora os Hightech sejam a “menina dos olhos” de qualquer empresa do setor, é necessário dizer que o padrão de comportamento deste tipo de usuário de telefone celular não pode ser diretamente transportado para os demais grupos, como se fosse apenas uma questão de tempo para que todos caminhassem em busca de constante atualização tecnológica. Há uma série de nuances que determinam estes tipos de comportamento e que devem ser consideradas. Assim, diferentes tipos de novidades de mercado (novas tecnologias e planos de minutos, por exemplo), influenciam de maneira diversa o comportamento de cada grupo. Entretanto, em todos os segmentos, o aparelho celular foi considerado o principal ítem “indispensável” em uma relação entre os vinte e três ítens comumente carregados na bolsa, na mochila ou na pasta. O celular foi considerado mais importante entre os documentos, chave de casa, cartões de banco, crédito e até mesmo o dinheiro.

Acreditem se quiser!!!

7 de abril de 2008

Redes de investimento

O Nation é um clube de investimento de pequeno porte entre os milhares que operam na Bolsa de Valores de São Paulo. Tem dez integrantes e desde a sua criação no segundo semestre do ano passado alcançou uma rentabilidade de 10%. O clube segue a mesma lógica dos seus similares: buscar boas oportunidades no mercado acionário brasileiro. Um dos diferenciais do Nation é uma crença compartilhada por todos os sócios desde o início. "Sem tecnologia não há como ser rápido na tomada de decisões e na distribuição de informações para os cotistas", afirma Ana Barbas, gestora do clube. Diante dessa premissa, a empresa de um dos sócios desenvolveu um portal na internet onde cada pessoa envolvida na operação pode saber em segundos como está o andamento da sua carteira. É possível identificar a movimentação diária e o histórico do clube. O próximo movimento ocorrerá em algumas semanas. O Nation será o primeiro clube de investimento do País a ter uma rede social fechada. E a idéia é expandir o conceito para outros clubes do gênero. "Pegamos o conceito de mídia social, fizemos alguns ajustes e o adotamos dentro do mercado de ações", afirma Sérgio Cavalcanti, diretor da Sonet, a companhia responsável pelo desenvolvimento do software. "Quem está no mercado de ações quer conversar, trocar informações e obter dicas para continuar operando." O teste no clube Nation é apenas parte da estratégia da Sonet. A empresa quer oferecer o seu programa de computador, capaz de operar em qualquer rede, para clientes de matizes diferentes, incluindo os clubes de investimento. Segundo a Bovespa existem hoje em operação 2.312 clubes que reúnem cerca de 150 mil investidores. É dentro desse mercado que a Sonet espera criar várias redes sociais privadas. De alguma forma o mundo corporativo descobriu o potencial das comunidades fechadas dentro da internet. Após a explosão de serviços como o Orkut, que tem no Brasil o seu maior mercado, e Facebook, as empresas estão apostando em caminhos para aglutinar interesses e conteúdo dos seus funcionários. A Sonet é apenas parte de um fenômeno que começa a tomar conta do setor privado. Há duas semanas, o Centro de Estudos Avançados do Recife (CESAR) também anunciou seu ingresso nesse mercado com um software batizado de AMIGOS. O produto da instituição pernambucana é mais voltado para empresas acima de 500 funcionários. O Sonet vai em busca dos pequenos e médios, interessados em garantir para os seus empregados a mesma experiência virtual de quem utiliza hoje o Orkut ou serviços do gênero. "O mercado está na nossa frente à espera de ser explorado", afirma Cavalcanti.

3 de abril de 2008

O novo manual da Volkswagen

A subsidiária brasileira da Volkswagen está muito perto de acabar com um ponto de atrito com os seus clientes. Ao comprar um carro zero quilômetro, o consumidor ganha uma máquina sofisticada de última geração e um manual de instruções muito parecido com uma enciclopédia. Para descobrir alguma informação sobre o veículo é preciso navegar numa infinidade de modelos até chegar aquele adquirido na concessionária. Essa realidade existe porque as montadoras fazem manuais genéricos para otimizar os seus custos e a produção do conteúdo. A Volkswagen decidiu inovar com a ajuda de um software que permitirá a confecção de manuais personalizados. "Haverá ganho de produtividade para o fabricante e o aumento da satisfação do cliente", afirma Helio Samora, diretor da PTC para a America Latina. O programa de computador, o Arbortext, que permitirá à Volkswagen realizar tal proeza foi desenvolvido pela PTC para resolver problemas similares de seus clientes em todo o planeta. O princípio do software é bem simples. A partir de uma única base de conteúdo – por exemplo, um banco de dados com todas as informações técnicas dos carros da Volkswagen, incluído imagens – será possível formatar documentos ou até mesmo páginas na internet altamente customizadas. No Brasil, a montadora alemã será a segunda cliente da PTC a utilizar o Arbortext. O grupo editorial Larousse também faz uso desse software. Um dos últimos lançamentos, a versão reduzida do seu dicionário de português foi completamente produzido dentro dessa nova visão onde cada cliente deve ser tratado como se fosse o único.

O programa da PTC funciona como um gigantesco agregador de conteúdo fragmentado e está abrindo novos mercados para a companhia americana. Na sua origem, a PTC se voltou para softwares ligados ao desenvolvimento de produtos no setor de manufatura. São 50 mil clientes no mundo, entre os quais a Vale do Rio Doce, Petrobrás e grupos como a fabricante de utensílios domésticos Tramontina. Com essa estratégia, a empresa chegou a um faturamento de US$ 941 milhões no ano passado. Consolidada nesse mercado, a PTC resolveu explorar novas oportunidades e nesse ponto surgiu a chance de comprar a Arbortext. "Também estamos diante de uma realidade que não conhecíamos: como entregar informações customizadas para os consumidores finais", afirma Samora, engenheiro mecânico, que descobriu sua vocação de comercial e que está há 12 anos na companhia.

O uso do Arbortext é quase ilimitado. É possível imaginá-lo na Volkswagen, na Larousse ou em qualquer outra companhia interessada em entregar informações personalizadas para os seus consumidores. Na área de mídia, por exemplo, o software poderia criar inúmeras publicações customizadas a partir do conteúdo gerado pelos jornalistas. O software da PTC é completamente baseado em XML, o padrão tecnológico que permite trabalhar com conteúdo desfragmentando para agrupá-lo de diversas maneiras e formatos. Toda a operação pode ser automatizada. Com apenas o toque no mouse, o editor da informação escolhe o conteúdo que deseja e em seguida o modelo que ele será encaixado e na ponta o programa entregará tudo formatado para ser distribuído. Não é à toa que o principal executivo da PTC na América Latina está tão empolgado com o produto. "Estamos diante de uma revolução na forma como as empresas poderão se comunicar com os seus consumidores", afirma Samora.