Todd Defren divide com dois sócios o comando de um negócio que fatura US$ 12 milhões por ano. A sua empresa, a Shift Communications, tem sede em Boston, nos Estados Unidos, e um escritório em São Francisco. Entre os seus clientes estão marcas como Akamai, Novell e RealNetworks. A Shift é diferente do restante do mercado, incluindo as grandes marcas desse mundo, porque uma das suas premissas de comunicação é o uso dos recursos da Web 2.0 no seu dia-a-dia. A empresa é um modelo que muitos gostariam de copiar. O desafio muito grande com quem ainda se assusta com a possibilidade de ter de colocar o seu cliente na frente do consumidor para um diálogo franco e sem intermediários. No currículo da Shift estão grandes inovações. Foi a primeira a produzir um release , o PR 2.0. Inovou quando lançou uma sala de imprensa corporativa baseada nos princípios de interação total entre as marcas e os seus clientes. Na entrevista a seguir, a primeira para uma publicação brasileira, Defren apresenta uma visão bem clara e diz que a comunicação corporativa tradicional não está morta. Pelo contrário terá uma aliada de peso: a web 2.0. "O que ocorre é uma evolução do mercado e as ferramentas serão incorporadas ao modelo tradicional", afirmou o sócio da SHIFT por email com BITES. Essa entrevista faz parte da série de artigos em torno das possibilidades de uso da web 2.0 pelos assessores de imprensa e agências de comunicação com o objetivo de aumentar a exposição dos seus clientes. Já podemos decretar a morte da comunicação corporativa tradicional? Sempre haverá a necessidade da "PR Tradicional" na relação com a mídia clássica. Gerenciamento de crises, divulgação de assuntos relevantes e entrevistas coletivas ainda são necessárias. O que está ocorrendo uma evolução indiscutível no nosso mercado. As técnicas e filosofias estão sendo remodeladas pela ascensão das ferramentas de mídias sociais e pelo correspondente crescimento das interações diretas entre consumidores e transparência corporativa. Como o Sr. definiria o PR 2.0? Minha profissão está passando por grandes mudanças, mas o mais relevante nesse fenômeno é que a indústria de PR está crescendo em todo o mundo. Esse novo PR tem como premissas a interação com os consumidores, e transparência corporativa. Por que as companhias precisam falar com seus consumidores por meio da Web 2.0? O Marketing de Mídias Sociais é fundamentado na boa reputação. Como você pode ser útil para as pessoas que se preocupam (ou procuram) por sua marca? Essa é uma questão importante porque no mundo on-line, a marca está exposta. Suas ações, interações e reações (para não dizer também as faltas de ações) estão sendo assistidas, criticadas – e catalogadas para sempre pelo Google. Quando Frank Elliason (conhecido como @ComCastCares no Twitter) ajuda um cliente, ele o fará em um grande fórum público: sua paciência e "sticktoitiveness" têm influências originadas por fãs de todo o mundo. Da mesma forma, quando um cinegrafista local documenta ratos correndo pelo chão de uma unidade da Taco Bell (veja vídeo no Youtube), os problemas daquela única franquia podem se tornar um fenômeno global que derruba a reputação global da companhia de fast food. PR 2.0 para assessores de imprensa e agências de comunicação Pr20@bites.com.br
5 de novembro de 2008
O criador do Press Release 2.0 .
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Palavras-Chave Marketing de Recomendação, Reputação e Imagem Pública
4 de novembro de 2008
PR 2.0 . O Press Release Contextual
Ex-jornalista do Financial Times, Tom Foremski sentenciou a morte do press release em fevereiro de 2006. Em um post no seu blog, ele resumiu o sentimento comum a muitos colegas de profissão: o mundo da comunicação corporativa precisava se reinventar. Foremski fez na época uma série de considerações e até propôs uma nova forma de produzir e organizar o release. Em julho do mesmo ano, a agência de comunicação Shift seguiu os conselhos e apresentou aquele que seria conhecido a partir de então como o primeiro release 2.0. Desde então, o mundo dos assessores de imprensa e das agências de comunicação nunca mais foi o mesmo. As empresas passaram a adotar no seu dia-a-dia os recursos do mundo 2.0, de alta interação e sofisticado grau de conversação com os seus consumidores. E os assessores tentam encontrar a melhor resposta para as novas demandas dos clientes. "Temos de olhar o que acontece ao nosso redor", Melissa Sayon, diretora da Singular Comunicação. A declaração de Sayon está longe de ser um exagero. Pelo contrário será um dos principais eixos de discussão no workshop "PR 2.0 – Como os assessores de imprensa e as agências de comunicação podem utilizar a web 2.0 no seu dia-a-dia." Promovido por BITES com o apoio da Associação Brasileira das Agências de Comunicação (Abracom), o Jornalistas & Cia, o workshop reunirá na próxima terça-feira, 11 de novembro, em São Paulo, os maiores especialistas desse mercado e profissionais de comunicação corporativa que atuam em empresas e agências de comunicação. "Não é mais possível fazer do mesmo jeito", diz Marco Barcellos, diretor de marketing da Cisco Brasil. Na seção de cases do evento – que terá o diretor da Pólvora Comunicação, Edney de Souza, e Gustavo Reis da Tecnisa –, Barcellos irá apresentar como a sua companhia utiliza os recursos da web 2.0 na sua estratégia de comunicação. Na sala de imprensa da Cisco, por exemplo, é possível acessar as informações em diversos formatos, incluindo rigtones para celulares. Além dos cases, o workshop terá a presença do diretor do Ibope Inteligência, Marcelo Coutinho, que vai fazer uma introdução do mundo da internet colaborativa na visão do mercado. "Guardadas as proporções, o impacto da web na comunicação corporativa muito se assemelha ao que aconteceu na indústria fonográfica", afirma Coutinho. Assinantes BITES tem 20% de desconto na inscrição que pode ser feita pelo email pr20@bites.com.br.
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Palavras-Chave Conteúdos Gerados pelos Consumidores, Reputação e Imagem Pública
2 de novembro de 2008
A Nova Regra do Conteudo Gerado pelo Consumidor
Na midia de massa e na economia dos bens tangíveis ficou notabilizado o Principio de Pareto. Nos idos de 1800 o economista,Vilfredo Pareto, observou que na Itália 80% das propriedades pertencia a 20% dos cidadoes. Na década de 1900 o engenheiro industrial Joseph Juran aplicou as observa coes de Pareto ao mundo dos negócios e popularizou como a regra dos 80:20. Surgiram novos princípios empíricos como 80% das receitas de uma empresa concentram-se em 20% dos seus clientes. No mundo digital esta regra começou a ser desmontada com o artigo do Chiris Anderson na Revista Wired e mais tarde com o livro a Cauda Longa ( Long tail) criando um novo conceito no mundo da Internet, onde a soma dos pequenos acessos constroem um sucesso. Aplica-se a soma dos pequenos. No mundo da comunicação na web e no mundo dos Conteúdos Gerados pelo Consumidor, o comportamento é outro , a regra é outra 90-9-1 ou o principio da participação desigual identificado por Jakob Nielsen , o papa da usuabilidade. Nielsen identificou que no mundo dos blogs e da midia social , 90% dos usuarios apenas olham e vistam as comunidades on-line mas não contribuem; 9% contribuem de tempos em tempos ; somente 1% são colaboradores ativos. A questão esta em quao significativo para seu negocio sao os 1% de colaboradores ativos . Os dados levantaos por Nielsen reforçam a sua visao: No caso do You Tube de todas as visitas no site apenas 0,16% fizeram upload de videos , no Flickr apenas 0,18% fizeram uploads de fotos. A única exceção esta na Wikipedia onde 3,5% editaram textos. Creio que estes conceitos no alertam de devemos repensar as nossas estratégias de Comunicação em relação aos Conteúdos gerados pelos Consumidores .
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Palavras-Chave Conteúdos Gerados pelos Consumidores, Netnografia
23 de outubro de 2008
O novo email marketing chama-se Newsmail
Mandar emails com mensagens de marketing é algo que as empresas deveriam evitar no curto prazo. Há motivos de sobra para se tomar esse cuidado. O mais importante deles é que ninguém suporta mais receber tantas mensagens em sua caixa, sendo que a maioria não é permitida pelo dono do endereço eletrônico. Há uma crença no mundo das empresas que prestam esse tipo de serviço que a quantidade gera qualidade. Tradução: quando mais lotada ficar a caixa postal dos destinatários mais chances a marca tem de ser vista por um potencial comprador. Essa é uma visão ultrapassada e em completo descrédito por quem acredita que o email marketing é um instrumento de relacionamento real entre as empresas e seus clientes. Os executivos Murilo Gun e Bruno Queiroz integram um grupo de profissionais que tratam o assunto de maneira. Entendem tanto do tema que lançaram o livro Estratégias de E-mail Marketing – como obter resultados através do marketing direto na internet. Com 201 páginas, a publicação mostra como enviar mensagens publicitárias para os usuários da internet. "A regra número 1 nunca pode ser esquecida: você não pode, não deve e não vai mandar um email para quem não quer recebê-lo", afirma Queiroz, diretor da Cartello, que desenvolveu uma plataforma de email marketing inteligente utilizada por diversas empresas em todo o País, entre as quais BITES. "As empresas precisam construir na sua comunicação digital uma relação de confiança com quem recebe suas mensagens." Há muitas mudanças nesse mercado. A mais significativa delas atinge produtores de email marketing que não souberam agregar valor ao produto. Hoje, enviar simples um HTML com uma mensagem ou uma promoção já não desperta tanto interesse, o que torna mais difícil a conversão da venda. O email marketing da era das redes digitais de relacionamento precisa ser mais inteligente ao compreender a sua base de assinantes que autorizam o recebimento das mensagens. Um exemplo é o uso de instrumentos de análise, como o Google Analitics, ou a utilização de técnicas de indexação a partir de palavras-chave. "O conteúdo é apenas parte do processo e ele precisa estar inserido num contexto de relevância", explica Queiroz. O livro pode servir como guia de orientação para empresas que já entraram nesse mundo ou que passaram por experiências negativas ou que estão se iniciando nesse tipo de comunicação. Os autores colocam cinco grandes desafios desse mercado: a construção de uma base de emails de usuários autorizando recebimento das mensagens, como evitar spams, como otimizar a entrega da mensagem ao destinatário, como diferenciar a mensagem entre as outras e como mensurar e melhorar os resultados. "Você precisa fazer uma análise técnica, de conteúdo e estratégica sobre todos os projetos de email marketing. Acabou o tempo que era só enviar a mensagem e, supostamente, esperar pelo resultado", diz o diretor da Cartello. Essas mudanças são importantes porque a cada dia as companhias descobrem novas formas de se comunicar com os seus consumidores que estão na internet. As redes sociais, como o Orkut, já são utilizadas para lançar mão de suas ações de comunicação corporativa. Mesmo assim, o email marketing tem seu espaço desde que seja reinventado. A sua reinvenção chama-se Newsmail . significa tratar a sua audiencia como se estivesse recebendo uma noticia importante para melhorar a sua decisão de compras. As pessoas não acessam a web para procurar anuncio , as pessoas acessam a web para procurar informações.
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Palavras-Chave Conteúdos Gerados pelos Consumidores, Nanomídia, Netnografia
7 de outubro de 2008
Todos querem fazer monitoramento
Alessandro Barbosa Lima é o decano do monitoramento de redes sociais (comunidades on-line e blogs) no Brasil. Em 2004 após concluir o mestrado na Universidade de São Paulo (USP), ele e seu sócio Jairson Vitorino transformaram a tese numa empresa, a E-Life. Nos primeiros momentos, a dupla chegava nos potenciais clientes com o argumento que descobrir o que o mundo digital estava falando das marcas era algo relevante. Por um bom tempo, a E-Life voou em céu de brigadeiro. Empresas internacionais com produtos semelhantes nunca se interessaram pelo mercado local em função da dificuldade de traduzir os softwares para o trabalho. Dessa forma, a E-Life evangelizou o mercado e chegou ao atual patamar de mais de 30 clientes, desde instituições financeiras e grandes companhias. O desafio da E-Life agora é manter essa dianteira. O cenário fica cada dia mais difícil porque outras empresas estão lançando produtos similares com a mesma promessa de entrega de resultados. "Há espaço para quem é sério e de certa forma só ficarão os mais qualificados", afirma Barbosa Lima. Os ataques estão chegando de todos os lados. Um deles vai partir da Pólvora Comunicação, que tem entre seus sócios Edney de Souza, o pioneiro das mídias sociais brasileiras e um dos primeiros blogueiros com relevância do Brasil. "Existe uma demanda de nossos clientes e vamos ajudá-los a buscar essa resposta", afirma Edney. A Pólvora pretende utilizar os relatórios para elaborar estratégias de relacionamento com os protagonistas das mídias sociais. Nesse ponto, Edney e Barbosa Lima ficarão em campos opostos. Barbosa Lima acredita na separação entre quem faz a pesquisa daquele que executa a operação. "Nesse aspecto queremos ser iguais ao Ibope. Nunca vi o instituto fazendo campanhas eleitorais para políticos. O Ibope só faz pesquisas", diz Barbosa Lima. A visão de Edney é bem diferente. Para o diretor da Pólvora, as empresas que estão nesse mercado precisam entregar respostas completas aos seus clientes. "É nossa missão ajudá-los a entender melhor o mundo das redes digitais de relacionamento e o monitoramento é um passo nessa direção", afirma. A febre do monitoramento não pára na E-Life e na Pólvora. Há no mercado vários serviços à disposição. As assessorias de imprensa, por exemplo, estruturam produtos dessa natureza com o objetivo de ofertar esse mecanismo para os seus clientes. Companhias de pequeno porte e empresas estrangeiras ensaiam a entrada no País com ofertas de baixo custo, mas sem a entrega de relatórios em português. As metodologias variam pouco. A regra comum é identificar o volume de comentários e classificá-los em positivos, neutros e negativos. O trabalho é feito com a ajuda de robôs que varrem a Internet em busca das palavras-chave selecionadas pelos clientes e depois entram os analistas das empresas com a classificação manual de cada dado. É um trabalho braçal. Só que identificar o que falam das marcas dentro das redes sociais é apenas parte da tarefa. Ter um relatório quantitativo em mãos não significa nada e pode até virar um problema para quem acha que esses dados são suficientes. "Os números são irrelevantes diante do contexto no qual a marca foi elogiada ou comentada", afirma Aloisio Sotero, BPO da Dufry Brasil. "Monitorar para dizer que está monitorando não significa nada."
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26 de setembro de 2008
Jornal na TV
O foco da IdeaValley é criar serviços baseados em tecnologia para o mercado editorial. A estréia nesse universo, em 2004, aconteceu com o lançamento de um sistema de publicação digital, o Flip, capaz de colocar as páginas de jornais dentro da Internet. Desde então, a companhia montou uma substantiva carteira de clientes do porte do O Globo, no Rio de Janeiro, e das publicações do grupo RBS do Rio Grande do Sul. Agora, a IdeaValley resolveu sofisticar a sua distribuição do conteúdo dos seus clientes. O próximo passo será permitir aos jornais oferecer aos assinantes o acesso por meio de telefones celulares. A Gazeta de Vitória no Espírito Santo já está utilizando a versão mobile do Flip. A lógica da IdeaValley é bem simples. Hoje o conteúdo dos jornais que usam seu software está acessível para 49 milhões de pessoas, o número de brasileiros conectados à internet. Com a telefonia celular o contingente pode dobrar ou mesmo triplicar. "E não vamos parar nesse canal de distribuição", afirma Juliana Laxe, diretora da empresa. "A intenção a médio prazo é permitir que as notícias dos jornais sejam acessadas através da televisão." A aposta da IdeaValley é na expansão da tecnologia de TV Digital. Nesse novo mundo cada aparelho de TV, além de receber o sinal da emissora, poderá se conectar à internet. E em lugar de receber o jornal preferido na porta de casa, o consumidor terá como acessá-lo direto na sua TV. "A nossa estratégia é proporcionar várias portas de acesso ao seu conteúdo dos jornais", afirma a executiva. O projeto do Flip TV ainda deve demorar a sair do papel, mas enquanto isso a IdeaValley continua pesquisando novas opções de tecnologia para o mundo editorial. A última é o "Repórter Digital" capaz de fazer a leitura dos textos publicados para deficientes visuais. Com todo esse portfólio, a IdeaValley tem hoje a hegemonia do mercado de publicações digitais de jornais. Sua concorrente mais próxima é a DigitalPages de São Paulo que tem como clientes o jornal O Estado de São Paulo e várias revistas da Editora Abril.
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24 de setembro de 2008
O exemplo brasileiro
O Brasil terá a chance de dizer na próxima edição do Internet Governance Forum, a conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) que discute a governança da rede, como conseguiu fechar um acordo sem precedentes no mundo. Marcado para dezembro, na Índia, o IGF 2008 está com a sua agenda de trabalho em construção, mas um tema já faz parte da ordem do dia: os crimes virtuais e o uso da Internet por redes internacionais de pedofilia. E nesse ponto, o Brasil terá muito a contribuir sobre a construção de barreiras legais para enfrentar o problema. Na semana passada, o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia do Senado, Magno Malta (PR-ES), participou com convidado da reunião preparatória do IGF 2008. O parlamentar não estava sozinho. Ele viajou acompanhado de dois dos mais ativos procuradores da República no combate a esse problema, André Ubaldino e Carla Sandoval, e de representantes do Comitê Gestor da Internet (CGI). A organização do IGF considera que o Brasil pode acrescentar muito ao debate que está em andamento no resto do mundo. O País quebrou um paradigma ao fechar um acordo com as empresas donas de redes de relacionamento, como o Google (Orkut) e a Microsoft (MSN), sobre crimes na rede, em particular a pedofilia. Essas companhias assinaram com as autoridades acordos que resultaram em compromissos de total colaboração na investigação de denúncias envolvendo pedófilos ou criminosos digitais. "Foi uma grande vitória da sociedade brasileira", afirma António Tavares, integrante da Comissão de Combate à Pedofilia do CGI e um dos convidados da comitiva do senador. Desde a sua primeira gestão à frente da Associação Brasileira dos Provedores de Acesso (Abranet), Tavares (atavares@dialdata.com.br) insiste que o combate a esse tipo de crime só pode ser feito envolvendo todos os interessados em enfrentar o problema. "Sem a ajuda das empresas, que entenderam a dimensão e a complexidade do problema, qualquer investigação ficaria mais complicada, como acontece em outras partes do mundo." É essa história que os brasileiros devem contar aos participantes do IGF 2008 que está programado para a cidade indiana de Hiderabad. Como parte da ação da ONU, o IGF tem uma importância estratégica para a Internet. A edição do ano passado, no Rio de Janeiro, serviu para colocar assuntos de extrema importância, como a governança da rede, na pauta de representantes de diversos governos e instituições internacionais. Este ano não será diferente, e o Brasil com o acordo mostrará que os benefícios da rede são bem superiores aos problemas que podem ser provocados pelo seu mau uso.
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23 de setembro de 2008
A lógica da WebCo
Uma conversa de pouco mais de 30 minutos é suficiente para entender a lógica que o engenheiro de computação Manoel Lemos está imprimindo na sua companhia, a WebCo. Com a ajuda de lápis e papel, ele rascunha o que para muitos seria um modelo de negócios, mas que para ele é apenas uma das variáveis do seu empreendimento. As premissas são relacionadas logo no início do diálogo com o interlocutor. Para Lemos não existe a possibilidade de pensar diferente. Ele está diante de um mercado que não pára de crescer e que a cada dia exige mais produtos com cores locais. Lemos e seus investidores, entre eles o grupo sul-africano Napster, que também é sócio do grupo Abril no Brasil, querem criar um negócio baseado no tripé de conteúdo gerado pelo consumidor, com alta dose de interatividade e um acentuado sotaque em português. "Não pensamos em nada que não envolva essa equação", afirma o executivo. Dentro desse modelo já existem dois produtos. O primeiro é o BlogBlogs, o maior indexador de blogs em português e que já catalogou mais de 2 milhões de blogs no País. Desses 400 mil podem ser considerados ativos. São aqueles que os seus donos publicam posts pelo menos uma vez por semana. O Blogblogs conseguiu em pouco tempo ser a principal central de informações desse mercado no País. De certa forma, o serviço é um dos mais fiéis espelhos da mídia social brasileira. Ninguém monta um desses endereços hoje sem antes cadastrá-lo no serviço de Lemos. É lá que estão os mais relevantes personagens, audiências e tendências desse universo. O BlogBlogs funciona como uma caixa de ressonância da web 2.0 nacional. Lemos montou esse negócio antes da chegada dos seus sócios que o ajudaram na construção da segunda marca da companhia, o Brasigo, que funciona como uma espécie de Orkut verde-amarelo. A idéia do serviço é proporcionar aos seus usuários a troca de conteúdo de qualquer natureza sem a barreira da língua. O português é o idioma dentro do Brasigo. A Webco reúne essas duas marcas e estuda outras possibilidades de negócios. "Somos o primeiro empreendimento brasileiro de web 2.0", afirma Lemos. Sua estratégia é bem segmentada. No primeiro momento, ele não pensa em enfrentar os dois extremos da Internet brasileira. Num dos cantos estão os grandes grupos de mídia nacionais que transferiram sua lógica de conteúdo de qualidade para dentro da rede. Essas marcas, como o UOL ou G1 das Organizações Globo, ainda não se transformaram em desenvolvedores de serviços de web 2.0. Quem cumpre este papel são as marcas mundiais desse mercado como Google e MSN, mas sem uma preocupação de criar cores locais para seus produtos. "É esse intervalo que vamos ocupar", afirma Lemos. Para evitar uma pressão comercial sobre o processo criativo do negócio, Lemos só está contratando, por enquanto, especialistas no desenvolvimento de novos produtos. Gente de vários pontos do País. Um dos últimos funcionários saiu de Manaus, no Amazonas, para se reunir ao grupo de 30 funcionários da WebCo. Até o final do ano serão 50 pessoas dedicadas exclusivamente ao BlogBlogs, Brasigo e os novos serviços ainda na prateleira.
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12 de setembro de 2008
Todos ganham
Diretor do Secundum Comunicação e Marketing, Jobson Lemos, é um dos mais antigos e relevantes associados do programa de afiliados do Mercado Livre, o maior serviço de leilões virtuais da América Latina. Para gerar mais visitas ao seu endereço e aos produtos em exibição, a empresa abriu os códigos do seu software para programadores de toda a região interessados em montar vitrines virtuais dos itens à venda no leilão em troca da remuneração por tráfego. É um grande negócio para a companhia e para os afiliados que podem ganhar comissões em dinheiro com um nível mínimo de conhecimento de programação. O problema desse modelo é a necessidade de indexar os códigos com bastante regularidade e dessa forma aparecer com mais freqüência nas buscas na internet. É um trabalho que exige tempo, paciência e bom conhecimento técnico. Até agora, o Mercado Livre não havia descoberto uma maneira eficaz de massificar essa sua estratégia. O Secundum parece ter resolvido o problema. Lemos entende como poucos a arte de colocar links nas páginas do seu site com os produtos anunciados no serviço de leilões. Ele passa mais de doze horas por dia analisando os códigos em busca de um refinamento. Diante desse conhecimento que já lhe rendeu bons dividendos nos últimos anos e noites de trabalho, Lemos construiu um novo modelo de negócio. Ele desenvolveu um script (um software que pode ser inserido em qualquer página na web) que permite ao dono do site e blog montar automaticamente uma vitrine virtual do Mercado Livre. A única exigência é ser cadastrado no serviço, o que é muito simples de acontecer. Mais de 200 blogs já aderiram à iniciativa do diretor do Secundum. Em alguns casos endereços de grande audiência. "A intenção é estruturar uma comunidade de negócios em torno de um bom modelo de afiliados", afirma Lemos, que ainda fornece atualização dos dados e códigos e assessoria tecnológica para a sua rede de parceiros. Quem utiliza o programa de computador nada paga e ainda ganha comissão do Mercado Livre em função do tráfego. Esse valor varia de R$ 500 a R$ 3.000 por mês com situações de até R$ 5.000 mensais. Da rede de associados, Lemos nada ganha. Quem paga a conta para ele é o Mercado Livre que fechou uma espécie de acordo operacional com o Secundum. Qualquer problema nessa rede é administrado por Lemos e mais empreendedores associados que se encarregam do suporte e manutenção do software. "É um ganha, ganha, ganha... entre todas as partes", afirma o executivo do Secundum. Um aspecto interessante dessa estratégia é que os donos de sites ou blogs podem construir uma modelo de receita recorrente complementar ao tradicional AdSense do Google, que usa os espaços nas páginas da internet para fazer publicidade on-line de sua rede de clientes. "Essa iniciativa do Secundum agrega valor aos nossos negócios", afirma Wagner Fontoura, diretor da CoWorkers, que administra duas comunidades de blogs com mais de 100 conteúdos diferentes. Para o Mercado Livre o negócio é extremamente atraente porque a comissão só é paga quando o tráfego chega ao seu endereço. No ano passado, o Mercado Livre, faturou US$ 85 milhões fazendo a intermediação de vendas e compras de seus 28 milhões de usuários na América Latina, cerca de 70% no Brasil. E o programa de afiliados contribuiu de maneira decisiva com este resultado. "Nesse negócio ninguém perde", afirma Jobson Lemos, que nem lembra mais do tempo que passava madrugadas nas redações de jornais e revistas onde trabalhou escrevendo reportagens para os seus leitores. O mundo da internet é mais divertido e no seu caso bem mais lucrativo.
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27 de agosto de 2008
O Wiki da HTC
A diferença entre blogs e um wikis está na forma de produção do seu conteúdo. No primeiro o autor compartilha suas impressões sobre o mundo, negócios ou assuntos específicos com os seus leitores. É a lógica de um interagindo com muitos. No segundo modelo o conteúdo é construído de maneira coletiva com a intervenção de todos com acesso a ele. Um wiki é um espaço de colaboração viva e que empresas estão descobrindo como um grande canal de interação dos seus produtos com os seus clientes. É uma pesquisa quantitativa e qualitativa em tempo real onde a marca enfrenta seus consumidores sem disfarces. É em função dessa experiência já desenvolvida no exterior que a fabricante de celulares HTC lançou nesta semana o seu wiki em português. A idéia é que cada dono de um celular da marca deixe no ambiente virtual suas impressões, queixas e até elogios sobre os equipamentos. "O lugar onde o conhecimento é compartilhado" é o slogan da página da companhia que servirá para essa experiência com os clientes brasileiros. A HTC quer correr todos os riscos e deixar cada consumidor expressar livremente sua opinião. Na outra ponta espera colher dados relevantes para melhorar os seus produtos. A versão brasileira do Wiki chega dois anos após o lançamento nos Estados Unidos. Lá, o resultado tem superado todas as expectativas desde que entrou no ar em julho de 2006. No mercado americano são analisados todos os modelos. Aqui, por enquanto, apenas os nove vendidos aos brasileiros. No primeiro mês de operação, o Wiki em inglês já tinha mais de 100 novas páginas. Em janeiro de 2007, segundo o paper da empresa responsável pelo projeto a Waggener Edstrom, o ambiente reunia 2.000 colaboradores regulares e 52 mil visitantes mensais. A iniciativa brasileira chega no momento que os smartphones (telefones celulares que funcionam como computadores de mão ) da empresa ganham mercado entre os adeptos desse tipo de equipamento. A HTC pretende com essa estratégia criar uma comunidade de usuários que de alguma forma contribuirão com informações e resoluções de problemas comuns nos seus equipamentos. Esse recurso implicará na redução de custos do serviço de atendimento ao consumidor porque cada resposta de um cliente funcionará como um SAC customizado.
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