23 de setembro de 2008

A lógica da WebCo

Uma conversa de pouco mais de 30 minutos é suficiente para entender a lógica que o engenheiro de computação Manoel Lemos está imprimindo na sua companhia, a WebCo. Com a ajuda de lápis e papel, ele rascunha o que para muitos seria um modelo de negócios, mas que para ele é apenas uma das variáveis do seu empreendimento. As premissas são relacionadas logo no início do diálogo com o interlocutor. Para Lemos não existe a possibilidade de pensar diferente. Ele está diante de um mercado que não pára de crescer e que a cada dia exige mais produtos com cores locais. Lemos e seus investidores, entre eles o grupo sul-africano Napster, que também é sócio do grupo Abril no Brasil, querem criar um negócio baseado no tripé de conteúdo gerado pelo consumidor, com alta dose de interatividade e um acentuado sotaque em português. "Não pensamos em nada que não envolva essa equação", afirma o executivo. Dentro desse modelo já existem dois produtos. O primeiro é o BlogBlogs, o maior indexador de blogs em português e que já catalogou mais de 2 milhões de blogs no País. Desses 400 mil podem ser considerados ativos. São aqueles que os seus donos publicam posts pelo menos uma vez por semana. O Blogblogs conseguiu em pouco tempo ser a principal central de informações desse mercado no País. De certa forma, o serviço é um dos mais fiéis espelhos da mídia social brasileira. Ninguém monta um desses endereços hoje sem antes cadastrá-lo no serviço de Lemos. É lá que estão os mais relevantes personagens, audiências e tendências desse universo. O BlogBlogs funciona como uma caixa de ressonância da web 2.0 nacional. Lemos montou esse negócio antes da chegada dos seus sócios que o ajudaram na construção da segunda marca da companhia, o Brasigo, que funciona como uma espécie de Orkut verde-amarelo. A idéia do serviço é proporcionar aos seus usuários a troca de conteúdo de qualquer natureza sem a barreira da língua. O português é o idioma dentro do Brasigo. A Webco reúne essas duas marcas e estuda outras possibilidades de negócios. "Somos o primeiro empreendimento brasileiro de web 2.0", afirma Lemos. Sua estratégia é bem segmentada. No primeiro momento, ele não pensa em enfrentar os dois extremos da Internet brasileira. Num dos cantos estão os grandes grupos de mídia nacionais que transferiram sua lógica de conteúdo de qualidade para dentro da rede. Essas marcas, como o UOL ou G1 das Organizações Globo, ainda não se transformaram em desenvolvedores de serviços de web 2.0. Quem cumpre este papel são as marcas mundiais desse mercado como Google e MSN, mas sem uma preocupação de criar cores locais para seus produtos. "É esse intervalo que vamos ocupar", afirma Lemos. Para evitar uma pressão comercial sobre o processo criativo do negócio, Lemos só está contratando, por enquanto, especialistas no desenvolvimento de novos produtos. Gente de vários pontos do País. Um dos últimos funcionários saiu de Manaus, no Amazonas, para se reunir ao grupo de 30 funcionários da WebCo. Até o final do ano serão 50 pessoas dedicadas exclusivamente ao BlogBlogs, Brasigo e os novos serviços ainda na prateleira.

12 de setembro de 2008

Todos ganham

Diretor do Secundum Comunicação e Marketing, Jobson Lemos, é um dos mais antigos e relevantes associados do programa de afiliados do Mercado Livre, o maior serviço de leilões virtuais da América Latina. Para gerar mais visitas ao seu endereço e aos produtos em exibição, a empresa abriu os códigos do seu software para programadores de toda a região interessados em montar vitrines virtuais dos itens à venda no leilão em troca da remuneração por tráfego. É um grande negócio para a companhia e para os afiliados que podem ganhar comissões em dinheiro com um nível mínimo de conhecimento de programação. O problema desse modelo é a necessidade de indexar os códigos com bastante regularidade e dessa forma aparecer com mais freqüência nas buscas na internet. É um trabalho que exige tempo, paciência e bom conhecimento técnico. Até agora, o Mercado Livre não havia descoberto uma maneira eficaz de massificar essa sua estratégia. O Secundum parece ter resolvido o problema. Lemos entende como poucos a arte de colocar links nas páginas do seu site com os produtos anunciados no serviço de leilões. Ele passa mais de doze horas por dia analisando os códigos em busca de um refinamento. Diante desse conhecimento que já lhe rendeu bons dividendos nos últimos anos e noites de trabalho, Lemos construiu um novo modelo de negócio. Ele desenvolveu um script (um software que pode ser inserido em qualquer página na web) que permite ao dono do site e blog montar automaticamente uma vitrine virtual do Mercado Livre. A única exigência é ser cadastrado no serviço, o que é muito simples de acontecer. Mais de 200 blogs já aderiram à iniciativa do diretor do Secundum. Em alguns casos endereços de grande audiência. "A intenção é estruturar uma comunidade de negócios em torno de um bom modelo de afiliados", afirma Lemos, que ainda fornece atualização dos dados e códigos e assessoria tecnológica para a sua rede de parceiros. Quem utiliza o programa de computador nada paga e ainda ganha comissão do Mercado Livre em função do tráfego. Esse valor varia de R$ 500 a R$ 3.000 por mês com situações de até R$ 5.000 mensais. Da rede de associados, Lemos nada ganha. Quem paga a conta para ele é o Mercado Livre que fechou uma espécie de acordo operacional com o Secundum. Qualquer problema nessa rede é administrado por Lemos e mais empreendedores associados que se encarregam do suporte e manutenção do software. "É um ganha, ganha, ganha... entre todas as partes", afirma o executivo do Secundum.

Um aspecto interessante dessa estratégia é que os donos de sites ou blogs podem construir uma modelo de receita recorrente complementar ao tradicional AdSense do Google, que usa os espaços nas páginas da internet para fazer publicidade on-line de sua rede de clientes. "Essa iniciativa do Secundum agrega valor aos nossos negócios", afirma Wagner Fontoura, diretor da CoWorkers, que administra duas comunidades de blogs com mais de 100 conteúdos diferentes. Para o Mercado Livre o negócio é extremamente atraente porque a comissão só é paga quando o tráfego chega ao seu endereço. No ano passado, o Mercado Livre, faturou US$ 85 milhões fazendo a intermediação de vendas e compras de seus 28 milhões de usuários na América Latina, cerca de 70% no Brasil. E o programa de afiliados contribuiu de maneira decisiva com este resultado. "Nesse negócio ninguém perde", afirma Jobson Lemos, que nem lembra mais do tempo que passava madrugadas nas redações de jornais e revistas onde trabalhou escrevendo reportagens para os seus leitores. O mundo da internet é mais divertido e no seu caso bem mais lucrativo.

27 de agosto de 2008

O Wiki da HTC

A diferença entre blogs e um wikis está na forma de produção do seu conteúdo. No primeiro o autor compartilha suas impressões sobre o mundo, negócios ou assuntos específicos com os seus leitores. É a lógica de um interagindo com muitos. No segundo modelo o conteúdo é construído de maneira coletiva com a intervenção de todos com acesso a ele. Um wiki é um espaço de colaboração viva e que empresas estão descobrindo como um grande canal de interação dos seus produtos com os seus clientes. É uma pesquisa quantitativa e qualitativa em tempo real onde a marca enfrenta seus consumidores sem disfarces. É em função dessa experiência já desenvolvida no exterior que a fabricante de celulares HTC lançou nesta semana o seu wiki em português. A idéia é que cada dono de um celular da marca deixe no ambiente virtual suas impressões, queixas e até elogios sobre os equipamentos. "O lugar onde o conhecimento é compartilhado" é o slogan da página da companhia que servirá para essa experiência com os clientes brasileiros. A HTC quer correr todos os riscos e deixar cada consumidor expressar livremente sua opinião. Na outra ponta espera colher dados relevantes para melhorar os seus produtos. A versão brasileira do Wiki chega dois anos após o lançamento nos Estados Unidos. Lá, o resultado tem superado todas as expectativas desde que entrou no ar em julho de 2006. No mercado americano são analisados todos os modelos. Aqui, por enquanto, apenas os nove vendidos aos brasileiros.

No primeiro mês de operação, o Wiki em inglês já tinha mais de 100 novas páginas. Em janeiro de 2007, segundo o paper da empresa responsável pelo projeto a Waggener Edstrom, o ambiente reunia 2.000 colaboradores regulares e 52 mil visitantes mensais. A iniciativa brasileira chega no momento que os smartphones (telefones celulares que funcionam como computadores de mão ) da empresa ganham mercado entre os adeptos desse tipo de equipamento. A HTC pretende com essa estratégia criar uma comunidade de usuários que de alguma forma contribuirão com informações e resoluções de problemas comuns nos seus equipamentos. Esse recurso implicará na redução de custos do serviço de atendimento ao consumidor porque cada resposta de um cliente funcionará como um SAC customizado.

14 de agosto de 2008

Kassab e os blogs

Candidato à reeleição, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) experimentou uma nova sensação como político na tarde desta quinta-feira, dia 14. Diante de 16 blogueiros que juntos representam uma audiência de cerca de 6 milhões de visitantes mensais, o candidato do DEM passou uma hora conversando sobre um tema, que a cada dia se torna mais recorrente: como a administração pública de uma cidade, estado ou mesmo país pode utilizar as redes digitais de relacionamento para estreitar a comunicação com os cidadãos. "A internet é um instrumentos eficaz para conversar com um maior número de pessoas de maneira mais organizada", afirmou o prefeito. "Esse nosso encontro aqui prova que cada um vocês é uma propagador natural de informação e não podemos mais ignorar essa realidade." Organizado pela revista BITES, o objetivo do encontro é colocar na agenda dos candidatos a prefeito de São Paulo o tema das mídias sociais como canal de interação entre a máquina pública e os contribuintes.

Kassab trouxe para a discussão alguns números relevantes que atraíram a atenção dos presentes. O prefeito citou, por exemplo, o sucesso dos telecentros de acesso gratuito à internet. Nas 300 unidades em operação já passaram mais de 1 milhão de pessoas e a demanda existente cresce a cada dia de uso pelos paulistanos, em especial os moradores da periferia. "A demanda hoje é por mais 600 telecentros e vamos construí-los na medida do possível", afirmou o prefeito. Ele também anunciou sua intenção de colocar à disposição da fiscalização da população por meio da internet 50% do orçamento da cidade. O primeiro passo será o lançamento nos próximos dias de um portal de educação no qual será possível consultar todos os gastos na área. A etapa seguinte envolverá o setor de saúde do município. "O mundo mudou e as pessoas querem acompanhar de perto o trabalho de quem elegeram", disse o candidato.

Sobre a campanha eleitoral, Kassab conta que vai ampliar os recursos utilizados em seu site para mostrar seu programa de governo. No site de campanha há um blog, que ainda não permite a inserção de comentários feitos pelos leitores, além de vídeos filmados durante suas visitas aos diversos bairros de São Paulo. Segundo o candidato, seria um grande erro desprezar as novas mídias durante uma campanha eleitoral. Os convidados perguntaram ao prefeito sobre a necessidade de levar à população informações de serviços que podem ser feitos via internet e como usá-los. "Nesse ponto a política de comunicação digital da prefeitura deveria ser descentralizada para garantir mais agilidade nas respostas à população", afirmou Edney de Souza, editor da rede Interney.net, que hoje é uma das maiores do Brasil com uma audiência de 4 milhões de visitantes mensais. "Após essa conversa houve um salto qualitativo na visão da prefeitura em relação às mídias sociais", explicou Vagner Fontoura, diretor da Riot, empresa de publicidade em blogs e comunidades on-line.

5 de agosto de 2008

Capital social

Diretor do IBOPE Inteligência, Marcelo Coutinho está longe de demonstrar preocupação com aqueles que acham que ele está na direção errada. De certa forma, ele até gosta dessa situação porque lhe sobra mais tempo para elaboração dos conceitos que costuma defender em suas palestras e entrevistas. E no atual momento essa situação também tem se revelado muito útil. Coutinho quer ir de encontro a uma verdade que se tornou absoluta no nascente mundo das mídias sociais: a relevância de um blog ou de uma comunidade on-line é medida pela sua audiência. É dessa forma que anunciantes, agências de propaganda e profissionais da área estão procurando fechar negócios. "Todos os internautas são iguais, mas alguns são mais iguais que os outros", afirma Coutinho. Sua estratégia para neutralizar a louvação à audiência numérica é trazer o conceito de capital social da sociologia clássica para dentro do universo 2.0. Na Wikipedia está claro o que significa o termo. "O que vale mais, um blog com mil visitas 1000 pessoas mas sem comentários ou um blog no qual os 100 leitores deixam comentários à vontade?", questiona o diretor do IBOPE. E quanto maior o capital social da audiência maior será a relevância de quem estiver associado a ele.

Coutinho está bem acompanhado nesse raciocínio. O presidente do Yahoo!Brasil, Guilherme Ribenboim, reconhece que a audiência é uma variável do jogo no universo 2.0, mas não é a única como muitos acreditam. "No nosso caso, por exemplo, queremos construir um capital social relevante junto aos formadores de opinião desse novo mercado no Brasil", afirma o executivo. Não à toa, o Yahoo! desenhou um projeto envolvendo o conteúdo de 100 blogs nacionais. E a audiência de cada um deles não foi um fator determinante para a montagem da lista. "É certo que as pessoas querem tráfego em suas páginas, blogs ou comunidades, mas esse movimento precisa ser acompanhado de um traço de qualidade", afirma Ribenboim. E essa variável deve ser revestida de usuários relevantes que façam diferença no final do dia para o conteúdo do endereço na internet.

A dificuldade, por enquanto, mas que a própria tecnologia se encarregará de resolver, é quantificar o capital social de cada produto de mídia social. "Mas tudo será uma questão de tempo. Um blog ou uma comunidade será importante à medida que for possível identificar o nível de relevância de quem dela participa", afirma René de Paula, dono de uma função batizada de User Experience Evangelist na Microsoft Brasil. "Audiência anônima é possível construir de maneira rápida e barata. Relevância demora um pouco mais e se sustenta no longo prazo."

Nesse ponto, vale retornar ao diretor do IBOPE. Coutinho já aplicou sua metodologia essa lógica em pesquisas comunidades e blogs de finanças, bens de consumo e telecomunicações e verificou que os indicadores funcionam de maneira consistente nesse mundo. E com bastante regularidade atualiza com este tema o blog da sua área restrito, por enquanto, aos seus clientes. "O caminho da relevância pelo capital social vai se revelar muito mais proveitoso para as empresas do que a comunicação maciça e indiscriminada com qualquer blog ou comunidade baseado simplesmente na sua "audiência". Afinal, é muito mais fácil monitorar, influenciar e dialogar com pequenos grupos representativos do que uma multidão.

30 de julho de 2008

Rito de passagem

Há várias possibilidades de interpretar o lançamento na noite desta terça-feira, em São Paulo, da joint venture entre a agência de comunicação RMA e a Blogcontent formada por blogueiros de primeira linha. Da união nasceu a Pólvora, especializada em desenvolver ações, planos ou estratégias para empresas interessadas em construir relacionamentos com blogs, comunidades on-line e quaisquer outras mídias sociais. A visão mais simplista indica duas companhias, donas de habilidades diferentes, interessadas em ampliar o alcance de mercado de cada marca. Só que a Pólvora merece ser vista como um rito de passagem para os blogueiros e as agências de comunicação. A sociedade entre Edney de Souza e Alexandre Inagaki, líderes de audiência da blogosfera brasileira, e de Mário Soma e seu sócio Augusto Pinto, que por anos foi executivo da SAP no Brasil, tem um grande efeito pedagógico em duas direções. Na primeira mostra o descolamento de alguns blogueiros de seus pares que ainda insistem numa visão romântica da relação dos blogs com o mundo corporativo. "Existe um mercado diante dos nossos olhos e não temos mais como ignorá-lo", afirma Edney de Souza, que com a sua rede de blogs consegue atrai cerca de 400 mil visitantes mensais. Mesmo diante do seu pragmatismo, Edney ainda é minoria. Muitos blogueiros querem distância das empresas e de qualquer relação que se mostre, dentro desse conceito rococó, contrária a sua liberdade de conteúdo. "Não tenho mais paciência para ficar discutindo questões irrelevantes", repete Edney com uma freqüência e uma boa dose de impaciência. Para as assessorias de imprensa também vale o alerta. A RMA buscou o caminho mais difícil na hora que decidiu se associar com os blogueiros. Duas estruturas bem diferentes resolveram sentar para conversar sobre oportunidades de negócios e desse encontro a Pólvora foi constituída. De maneira geral, as agências de comunicação preferem montar departamentos próprios para atender a demanda dos clientes por mídias sociais. Algumas entram bem no jogo, mas a maioria ainda não conseguiu resolver o problema porque não teve a chance de entender qual o problema. "Se você não tiver o vírus da mídia social na corrente sanguínea da empresa você não tem nada", afirma Mário Soma, da RMA.

23 de julho de 2008

Sed Lex? Nem tanto

Dura Lex, Sed Lex. Realmente, a lei é dura, mas nem sempre é seguida de maneira linear. A prova está numa breve olhada sobre as campanhas nas duas maiores cidades do País. Em São Paulo, as determinações do TSE proibindo qualquer tipo de ação na internet que extrapole os limites das páginas oficiais dos candidatos está sendo cumprida sem questionamentos. Marta Suplicy, do PT, lançou um site sem grandes apelos de interatividade. O atual prefeito e candidato à reeleição Gilberto Kassab (DEM) tenta inovar sem sair dos limites da legislação, o que já levou Geraldo Alckmin (PSDB) a suspender a veiculação de vídeos do Youtube em sua página por determinação do TRE paulista. Tudo é muito diferente no Rio de Janeiro. Na eleição carioca marcas como Youtube, Orkut, Twitter, MySpace e Flickr fazem parte da estratégia dos postulantes à cadeira do ex-blogueiro e atual prefeito Cesar Maia. Eduardo Paes (PSDB), Solange Amaral (DEM) e Fernando Gabeira (PV) colocaram a sua campanha sem rodeios dentro da internet. Os três candidatos estão fazendo o que muitos colegas de outros estados gostariam de tentar, mas se sentem impedidos diante da Resolução 22.278 do TSE. Gabeira, Paes e Solange têm fotos no Flick, vídeos no Youtube e comunidades no Orkut. O candidato verde é mais arrojado. Ele já anuncia que receberá doações direto pela rede. Gabeira também divulga suas andanças pelo serviço de microblog Twitter, o software que permite atualizações por meio de telefones celulares. Solange Amaral fez na sua página um mashup, termo comum no mundo da web 2.0 que representa a união de dois serviços com o objetivo de gerar informação para os usuários. No caso da candidata democrata, ela resolveu localizar dentro do Google Maps onde moram os eleitores que deixaram em seu site. Eduardo Paes, que tem o apoio do governador Sergio Cabral (PMDB), também montou sua galeria de fotos no Flickr, a rede social de imagens do Yahoo!. O paradoxo das campanhas municipais em São Paulo e no Rio de Janeiro é um claro exemplo que a internet não pode ser regulada como tentou o TSE. O envolvimento dos eleitores com os candidatos serve para comprovar que o risco de enfrentar o TSE está valendo a pena. Não há como impedir que os políticos dialoguem com os seus simpatizantes, e que estes utilizem as comunidades ou serviços on-line para passar as mensagens certas. Outro fato importante em relação à rede é que ela não é uma concessão pública, como rádio ou televisão e diante deste fato não pode ser submetida as mesmas regras. As pessoas pagam para ter banda larga em casa, mandar emails e frequentar a rede. É assim que funciona o mundo 2.0

18 de julho de 2008

O CEO dos blogs

Nada mudou tanto no último ano como o mercado brasileiro de mídias sociais, que traz embutido o conceito de redes digitais de relacionamento entre empresas e seus consumidores. De todos os lados aconteceram avanços. As empresas estão se aproximando mais dos produtores de conteúdo em blogs, comunidades no Orkut ou mesmo no Youtube. E do lado de quem faz mídia social, o discurso tem se revelado mais maduro e sóbrio. O mérito dessa evolução é, em parte, de um grupo de profissionais e empreendedores que conseguiu formatar um discurso de negócios capaz de se fazer compreensível aos ouvidos do mundo corporativo. Gente como Edney de Souza, que até o final do mês abre uma empresa em sociedade com a agência de comunicação RMA, Manoel Lemos, do BlogBlogs, Gustavo Fortes, da agência de guerrilha Espalhe, e Jeff Paiva, da AgênciaClick, são os principais responsáveis pela aproximação entre as mídias sociais e as corporações. Para essa galeria ficar completa falta um personagem: Wagner Fontoura. No dia que a autodenominada blogosfera brasileira for um empreendimento, Fontoura é um forte, talvez o principal, nome para ocupar a cadeira de CEO. Administrador de empresas, ele abriu seu espaço nem tanto pela capacidade de gerar bons conteúdos para o seu blog, o Boombust, mas em função do entendimento de como fenômeno social dos blogs pode ser utilizado no mundo corporativo. Já existem registrados no País cerca de 2 milhões de blogs (400 mil em plena atividade dentro do princípio de Pareto). Desde o dia que largou o emprego em uma companhia de logística para se dedicar a um produto que muitos ainda consideram uma incógnita e sem um modelo de negócio claro, Fontoura se mostrou um jogador importante de um time de craques do calibre dos citados no início do texto. "Ainda estamos na infância desse mercado e ainda temos de amadurecer bastante", diz Fontoura, que hoje gerencia a sua própria rede de blogs, a HitecLive, e ainda é diretor da Riot, uma agência de marketing viral. Na realidade, Fontoura tem dedicado tempo e paciência para mostrar aos seus pares que o mundo corporativo não é um dragão de sete cabeças que vai devorá-los. "Wagner sabe como estruturar uma boa conversa de negócios. Essa característica é fundamental antes de levar qualquer idéia em frente", afirma Kaike Nanne, Publisher do Núcleo de Semanas da Editora Abril. "

Essa não é a única análise positiva. Dentro do seu próprio mercado as opiniões são semelhantes. "Ele é dono de um perfil lúcido e de uma capacidade de empreender sem igual no nosso mercado de mídias sociais". afirma Guilherme Valadares, gerente de Mídias Sociais da Cubo e responsável pelo blog Papo de Homem. Um das maiores qualidades de Fontoura é a sua visão de longo prazo. Ele sabe que é uma questão de tempo até que os blogs assumam o seu real papel dentro das estratégias de negócios das grandes corporações. Não à toa, o diretor do HitecLive tem participado de diversos fóruns onde apresenta sua visão. A próxima oportunidade será no seminário de Redes Sociais, que a revista Info da Editora Abril promoverá em agosto, em São Paulo.

Fontoura, na maioria das vezes agrada pela sua capacidade de introduzir no debate uma visão diferenciada daquela que muitas companhias ainda têm de quem produz conteúdo na internet. "Ele faz parte de uma nova geração de empreendedores", afirma Aloisio Sotero, presidente do Conselho Editorial de BITES e BPO da Dufry e da Brasif. Essa geração a qual Sotero se refere ainda está em busca de seu espaço, mas a cada dia fica mais próximo de conquistá-lo.

16 de julho de 2008

“Precisamos conversar”

De maneira involuntária, o catarinense Rafael Ziggy esteve no centro da polêmica envolvendo alguns dos principais blogueiros do País e a Coca Cola. Taxados pelo respeitado site de publicidade Bluebus de "blogs de aluguel" por receber uma mini geladeira promocional com o novo hidrotônico da empresa americana, os blogueiros ficaram indignados com a acusação de que em troca do presente tinham elogiado o produto da Coca. Alguns xingaram, outros ficaram em silêncio e Ziggy aproveitou a oportunidade para uma reflexão sóbria e madura. Ele reconhece as virtudes e os defeitos daquilo que se convencionou chamar de blogosfera nacional, o universo que hoje já conta com 2 milhões de blogs e cerca de 400 mil em plena atividade. "Precisamos conversar mais com quem ainda não entendeu a importância dos blogs como fenômeno social", afirma o blogueiro, que edita o Sim, Viral desde 2001 e é analista de mídias sociais da Knowtec. Na entrevista a seguir, Ziggy explica o que achou de toda essa polêmica.

Qual a lição desse episódio?

A principal é que precisamos comunicar melhor o que somos, o que fazemos e como atuamos. Entendo que é um mundo muito novo para todos os personagens acostumados a um modelo de comunicação consolidado e nossa chegada quebra alguns paradigmas. Essas críticas são parte de uma visão um pouco limitada do papel dos blogueiros na sociedade atual. As pessoas querem cada vez mais contar suas histórias e se conectar a amigos e gente com o mesmo gosto ou paixão. Somos parte de um fenômeno social do século XXI e que não tem mais volta. Não adianta criticar os blogs. Eles existem, têm audiência, relevância, bom conteúdo e alcance. São qualidades que não podem ser ignoradas. Foi isso que a Coca Cola enxergou ao fazer a seleção dos blogueiros que receberiam o brinde. Afinal mais que dar uma informação, os blogs propõem uma conversa. E cada vez tem mais gente querendo participar. Essa é a nossa essência. Queremos construir um espaço de diálogo. Não de enfrentamento.

Qual a origem das críticas?

Há uma ferida aberta na blogosfera chamada "posts patrocinados" (Nota da Redação: algumas empresas contratam blogueiros para comentar sobre determinado produto ou marca. Alguns identificam os conteúdos como promocionais, mas outros não fazem distinção entre os posts de conteúdo e os patrocinados.) É um problema que precisamos enfrentar de maneira clara e transparente. Dessa forma podemos evitar situações com esta em torno da Coca-Cola. É preciso discutir melhor essa relação entre blogs e marcas, sem impor regras afinal cada blog tem seus objetivos, seu conteúdo, sua maneira de se comportar dentro da blogosfera.

E qual o caminho mais adequado nessa relação blogs e empresas? Não há uma solução pronta. A resposta vai aparecer no melhor estilo redes sociais de ser: em conjunto, conversando e envolvendo todos os interessados. Entre erros e acertos, os blogs estão criando a sua maneira de lidar com esse assédio.

14 de julho de 2008

A Preparacao Profissional e as Interfaces que Ensinam

Creio que o Ensino à Distância é um belo exemplo de como podemos usar na preparação Profissional a Gestão de Interfaces. O trabalho que realizamos no Teleporto de Educação do Brasil, uma rede de preparação profissional pelo sistema interativo de ensino a Distancia nos traz neste momento excelentes licoes.

Os Desafios do Como Fazemos as Coisas Melhores no nosso Teleporto de Educação (TPE) do Brasil por meio das nossas Interfaces de Contato com os nossos alunos, com os Teleportos Associados (TPA) e com as Instituicoes Geradoras de Conteudo (IGC) da nossa Rede de Preparacao Profissional : Escola de Tecnica do Brasil ( ETEBRAS) ; Núcleo de Concursos Especial (NUCE ) ; SESC ; SEBRAE.

1.Temos Credo de Valores, Visao e Missao, um belo Modelo de Ensino Presencial Conectado , o nosso EPC7, o nosso Ambiente Interativo de Estudo (AIE) via o Moodle .

O desafio eh como vamos fazer estas estrategias funcionarem ou seja como aspiramos fazer estas interfaces funcionarem bem, mediadas por pessoas.O sejam como Nos Vamos fazer estas Interfaces Funcionarem melhor para os nossos alunos aprendem de forma mais pratica e eficiente e se tornarem profissionais completos.

A essencia do nosso EPC7 ( Ensino Presencial Conectado) sao as nossas Interfaces Mediadas por Pessoas.

O
Primeiro Desafio: Identificar claramente o que nos humanos fazemos melhor do que as maquinas e os computadores, e que as maquinas fazem melhor do que nos e como elas nos ajudam a fazer melhor a atividades do nosso TPE na gestao admistrativa , no ensino , na aprendizagem e na preparacao profissional..

Aqui estao as tres princiapis interfaces: 100% Humanas ( aulas presenciais via Satelite) , , Hibridas ( Interfaces Mediadas por Pessoas, aulas presenciais conectadas) e 100% maquinas ou redes computadores ; Ambiente Interativo de Estudo via o Sistema do Moodle .

O Segundo Desafio : Criar valor para os nossos alunos aprenderem melhor , a medida que fazemos com que as nossas interfaces - sites, LMS, Redes Sociais , estudios , TV , satelite , funcionem e sejam utlizadas da melhor maneira por eles.

Portanto o nosso Desafio maior esta no Como Fazemos. Sugiro a todos a refletir no Como o nosso TPE contribui para que os nossos alunos tenham a melhor preparacao profissional.O que os nossos alunos mais valorizam no nosso Sistema de Ensino ? As aulas via Satelite ? A Conectividade e Interacao on line ? O Sistema de Apoio a Aprendizagem ? As Apostilas Impressas ? A nossa prontidao ? O numero de horas aulas?

Creio que precisamos mapear os canais efetivamente percorridos pelos alunos quando eles estudam e se preparam para os exames ou provas de habilidades e a partir dai criar valor com nossas interfaces disponiveis.

O Terceiro Desafio : Tornar cada vez mais amigaveis as nossas interfaces , ampliando os vinculos emocionais ( gosto, vibro, adoro, visto a camisa, nos somos, crio comunidades, converso com os amigos) , com o nosso TPE. .

2 . O nosso Contexto e Desafio Maior

O EPC 7 na realidade sao interfaces que ajudam o aluno a aprender e estudar melhor. Interfaces sao software, equipamentos ou devices que ligam os mundos das pessoas. As interfaces sao conectores que ligam dois mundos- o presencial direto e os nao presencias face a face sem interfaces. As nossas aulas via satelite sao interfaciadas por um conjunto de equipamentos que estao nos estudios , que estao no TPA ( telao, computadores). O nosso LMS eh uma interface de aprendizagem. O ERP eh uma interface de Gestao. O Uplink da Rede Estacao eh uma interface. As Redes Sociais na Internet sao interfaces. o MSN eh uma interface de Comunicacao instantanea.

Em resumo como usar a interface certa para cada momento do sistema de Ensino e Aprendizagem e como alocar o tempo em cada atividade com essas interfaces..

O segredo do nosso sucesso esta em como fazemos estas interfaces funcionarem. O Como aqui eh tao mais importante do que o que.
O nosso belo diferencial esta ComoFazemos estas Interfaces funcionarem de modo a promover o ensino e a aprendizagem do aluno visando a sua preparação profissional pelo nos Sistema Interativo de Ensino a Distancia do Teleporto de Educação

Um belo e Fascinante Desafio de Contextualizar estes Conceitos no nosso TPE

Ai pessoal esta um novo e fascinante desafio para as nossas equipes de EPC, reinventar como vamos ensinar melhor com a Interfaces. Acho que estamos com um trabalho inovador e criativo. Temos os encaixes das nossas interfaces: TV via Satelite, LMS, Redes Sociais. O nosso diferencial esta em Como estamos fazendo isto funcionar .No ensino tecnico , na Preparacao para Concursos , nas Certificacoes , e nos cursos de Treinamento e Habilidades Profissionais.O nosso Diario de Bordo deve registrar as nossas atitudes de Como estamos Navegando neste desafiante mundo das Interfaces.

PS: Peco desculpas mais uma vez pela grafia, mas o computador que uso aqui no Rio de Janeiro, nao esta com o teclado padronizado em portugues.

A Fonte de Inspiracao :

Recomendo conhecer mais sobre o Jeffry Reyport- clique aqui e sabia mais sobre as Ideias deste Expert.