14 de julho de 2008

A Preparacao Profissional e as Interfaces que Ensinam

Creio que o Ensino à Distância é um belo exemplo de como podemos usar na preparação Profissional a Gestão de Interfaces. O trabalho que realizamos no Teleporto de Educação do Brasil, uma rede de preparação profissional pelo sistema interativo de ensino a Distancia nos traz neste momento excelentes licoes.

Os Desafios do Como Fazemos as Coisas Melhores no nosso Teleporto de Educação (TPE) do Brasil por meio das nossas Interfaces de Contato com os nossos alunos, com os Teleportos Associados (TPA) e com as Instituicoes Geradoras de Conteudo (IGC) da nossa Rede de Preparacao Profissional : Escola de Tecnica do Brasil ( ETEBRAS) ; Núcleo de Concursos Especial (NUCE ) ; SESC ; SEBRAE.

1.Temos Credo de Valores, Visao e Missao, um belo Modelo de Ensino Presencial Conectado , o nosso EPC7, o nosso Ambiente Interativo de Estudo (AIE) via o Moodle .

O desafio eh como vamos fazer estas estrategias funcionarem ou seja como aspiramos fazer estas interfaces funcionarem bem, mediadas por pessoas.O sejam como Nos Vamos fazer estas Interfaces Funcionarem melhor para os nossos alunos aprendem de forma mais pratica e eficiente e se tornarem profissionais completos.

A essencia do nosso EPC7 ( Ensino Presencial Conectado) sao as nossas Interfaces Mediadas por Pessoas.

O
Primeiro Desafio: Identificar claramente o que nos humanos fazemos melhor do que as maquinas e os computadores, e que as maquinas fazem melhor do que nos e como elas nos ajudam a fazer melhor a atividades do nosso TPE na gestao admistrativa , no ensino , na aprendizagem e na preparacao profissional..

Aqui estao as tres princiapis interfaces: 100% Humanas ( aulas presenciais via Satelite) , , Hibridas ( Interfaces Mediadas por Pessoas, aulas presenciais conectadas) e 100% maquinas ou redes computadores ; Ambiente Interativo de Estudo via o Sistema do Moodle .

O Segundo Desafio : Criar valor para os nossos alunos aprenderem melhor , a medida que fazemos com que as nossas interfaces - sites, LMS, Redes Sociais , estudios , TV , satelite , funcionem e sejam utlizadas da melhor maneira por eles.

Portanto o nosso Desafio maior esta no Como Fazemos. Sugiro a todos a refletir no Como o nosso TPE contribui para que os nossos alunos tenham a melhor preparacao profissional.O que os nossos alunos mais valorizam no nosso Sistema de Ensino ? As aulas via Satelite ? A Conectividade e Interacao on line ? O Sistema de Apoio a Aprendizagem ? As Apostilas Impressas ? A nossa prontidao ? O numero de horas aulas?

Creio que precisamos mapear os canais efetivamente percorridos pelos alunos quando eles estudam e se preparam para os exames ou provas de habilidades e a partir dai criar valor com nossas interfaces disponiveis.

O Terceiro Desafio : Tornar cada vez mais amigaveis as nossas interfaces , ampliando os vinculos emocionais ( gosto, vibro, adoro, visto a camisa, nos somos, crio comunidades, converso com os amigos) , com o nosso TPE. .

2 . O nosso Contexto e Desafio Maior

O EPC 7 na realidade sao interfaces que ajudam o aluno a aprender e estudar melhor. Interfaces sao software, equipamentos ou devices que ligam os mundos das pessoas. As interfaces sao conectores que ligam dois mundos- o presencial direto e os nao presencias face a face sem interfaces. As nossas aulas via satelite sao interfaciadas por um conjunto de equipamentos que estao nos estudios , que estao no TPA ( telao, computadores). O nosso LMS eh uma interface de aprendizagem. O ERP eh uma interface de Gestao. O Uplink da Rede Estacao eh uma interface. As Redes Sociais na Internet sao interfaces. o MSN eh uma interface de Comunicacao instantanea.

Em resumo como usar a interface certa para cada momento do sistema de Ensino e Aprendizagem e como alocar o tempo em cada atividade com essas interfaces..

O segredo do nosso sucesso esta em como fazemos estas interfaces funcionarem. O Como aqui eh tao mais importante do que o que.
O nosso belo diferencial esta ComoFazemos estas Interfaces funcionarem de modo a promover o ensino e a aprendizagem do aluno visando a sua preparação profissional pelo nos Sistema Interativo de Ensino a Distancia do Teleporto de Educação

Um belo e Fascinante Desafio de Contextualizar estes Conceitos no nosso TPE

Ai pessoal esta um novo e fascinante desafio para as nossas equipes de EPC, reinventar como vamos ensinar melhor com a Interfaces. Acho que estamos com um trabalho inovador e criativo. Temos os encaixes das nossas interfaces: TV via Satelite, LMS, Redes Sociais. O nosso diferencial esta em Como estamos fazendo isto funcionar .No ensino tecnico , na Preparacao para Concursos , nas Certificacoes , e nos cursos de Treinamento e Habilidades Profissionais.O nosso Diario de Bordo deve registrar as nossas atitudes de Como estamos Navegando neste desafiante mundo das Interfaces.

PS: Peco desculpas mais uma vez pela grafia, mas o computador que uso aqui no Rio de Janeiro, nao esta com o teclado padronizado em portugues.

A Fonte de Inspiracao :

Recomendo conhecer mais sobre o Jeffry Reyport- clique aqui e sabia mais sobre as Ideias deste Expert.

12 de julho de 2008

As Interfaces Conversam com Pessoas

O Marketing de Interfaces permite a construcao de novas relacoes com os usuarios, clientes e prospects e deste como criar novos conceitos e modelos de negocios. A chave esta em entender sempre o que o homem faz melhor do as maquinas e o que as maquinas fazem melhor do que o homem. Nesta conversa interativa entre homem e maquina, chamou-se a atencao dos conceitos do Frederick Van Amstel , no seu site usuabilidoido , senao vejamos :

*Antecipação : O usuário não quer ficar horas em um site para encontrar algo que para ele deveria estar fácil, esse é uma grande dificuldade para quem trabalha na área: se o usuário não encontra o que ele quer no seu site, ele procura outro site. Então é bom encontrar o equilíbrio, não deixar tudo logo de cara, pois pode deixar o site confuso bagunçado e aí sim espantar visitantes, nem deixar conteúdo nenhum a vista (a não ser que o objetivo seu seja quebrar paradigmas, algo interessante, mas que exige cuidado), o usuário se perde completamente.

*Cores : É muito interessante o fator cultural das cores, elas ajudam muito a destacar algumas informações, esconder outras, dar um novo sentido ao contexto, e ,acredito eu, que elas podem influenciar, podem causar sensações (boas ou ruins, depende de quem usa…). Inclusive existem testes de personalidade utilizando cores, que podem ajudar a definir e agradar ao público do site.

*Foco no usuário :Olhe para o usuário, esqueça do computador. As melhores idéias vêm quando você menos espera. Esqueça do computador um pouco, saia ande na rua, leia um livro, deixe sua cabeça trabalhar. O computador toma muita atenção nossa, são muitos recursos que não nos deixam pensar e focar no que queremos.

*Metáforas : Use muitas metáforas, elas ajudam muito na compreensão da idéia. Elas criam figuras na cabeça de cada pessoa, tiram a idéia abstrata e a transformam em algo muito mais concreto. Comparações próximas das pessoas são muito mais fáceis de entender do que teorias.

Acho que esses são os principais conceitos, e o foco aqui é mostrar definição de design de interação, com ênfase total no usuário (esqueça o computador), facilitando ao máximo sua experiência de navegação (a usabilidade aqui não é o foco, e sim um meio de chegar ao objetivo, o design de interação).

Vamos Nessa. Espero acelerar os conceitos internos com a nossa equipe. Pois o nosso modelo de negocios funda-se na Gestao e Comunicacao das nossas Interfaces Digitais.

Conversas atraves de Interfaces

Quando estive no Forum Mundial de Marketing e Vendas em SP , conversei e assisti uma Palestara com Papa da Gestao de Interfaces com os Clientes chama-se Jeffry Rayport da Universidade de Harvard Business School , o foco do trabalho dele eh reinventar as maneiras como as empresas interagem com clientes atraves de Interfaces. Surge agora o novo caminho o Marketing de Interfaces ou melhor o marketing de Pontos de Contatos.

Este Encontro foi a fonte de inspiracao que permitiu a Contextualizacao de Post no nosso Acheme7 desta Semana. Agradeco a oportunidade de ter aprendido e chance de poder semear estas ideias aqui no nosso Blog.

Recomendo conhecer mais sobre o Jeffry Reyport- faca um query no Google com o nome deste expert. Um show.

As 4 forcas motrizes que movem os mercados de Interfaces com os clientes sao as seguintes:

a) Crescimento da Conectividade. Ampliacao do acesso via banda larga e crescimento das Redes Sociais. Orkut ( 70% sao brasileiros) ; My Space ( + 100 milhoes de usuarios); You tube ( + de 100 milhoes videos vistos por dia e 900 mil videos postados por dia).

b) Proliferacao de Interfaces e aparelhos que promovem Contatos. 400 milhoes de Camaras Digitais em uso com 40% em celulares, Celulares, laptops, MP3 player, GPS nos carros, ipods, camaras de seguranca em lojas , edificos e nas Cidades, caixas eletronicos nos bancos, kioskes de check in RFS nas lojas.

c) Aumento da Interatividade e Inteligencia nas Interfaces. Playstation, Wiik, Blackbarry e Palms, robos de Limpeza.

d) As Interfaces e Equipamentos que ampliam Natureza cada vez Emocional das Pessoas e de seus Estilos de Vida. Os varios tipos de MP3, ipods e celulares com Uso e Design cada vez mais amigaveis e bonitos.Com expressoes emocionais ampliadas pelo Design.

A Essencia das nossas Interfaces sao Mediadas por Pessoas.

O Primeiro Desafio: Identificar claramente o que nos humanos fazemos melhor do que as maquinas e os computadores, e que as maquinas fazem melhor do que nos e como elas nos ajudam a fazer melhor as atividades na gestao admistrativa ,pre compra, compra e pos compra . Aqui estao as tres princiapis interfaces: 100% Humanas ( compras na Lojas) , , Hibridas ( Interfaces Mediadas por Pessoas, Call center, Chat) e 100% Computadores( Sites e Search nos Sites e no Google)

O Segundo Desafio : Criar valor para os nossos clientes r , a medida que fazemos com que as nossas interfaces - sites, call center, funcionem e sejam utlizadas da melhor maneira por eles. Portanto o nosso Desafio maior esta no Como Fazemos.
Lembro tambem um experiencia muito simples que ocorre na nossa Vida, o como somos recebidos na Casa dos Amigos, como somos servidos nos bares ou Restaurantes ou como somos atendidos ao telefone. ao fim e ao cabo o Como Fazemos nos diferenciara das demais empresas ..

O Terceiro Desafio : Tornar cada vez mais amigaveis as nossas interfaces , ampliando os vinculos emocionais ( gosto, vibro, adoro, visto a camisa, nos somos, crio comunidades, converso com os amigos) ,. .

11 de julho de 2008

É bom, mas...

Em certas circunstâncias, a opinião de um especialista pode ser mais útil em relação aos conselhos dos assessores mais próximos. A candidata do PT à prefeitura de São Paulo na eleição de outubro, Marta Suplicy, pode ter aberto mão dessa premissa na hora de construir o seu site, portal ou comitê virtual de campanha. O endereço pretende ser um canal de comunicação da candidata com os seus eleitores e também com os nativos digitais, aqueles que têm a internet em seu DNA. BITES foi atrás desse segundo grupo. São os responsáveis por aquilo que muitos classificam e outros criticam como a blogosfera nacional. As avaliações que chegaram até ao fechamento desta edição (19h10 desta sexta-feira) têm um ponto em comum. Os blogueiros elogiam a iniciativa da candidata, mas ressaltam como principal falha a ausência de uma estratégia mais sofisticada de interatividade do endereço. "Diante das diversas ferramentas que a internet, site não permite nenhuma interação", afirma Ale Rocha, editora do blog Poltrona na TV. "Sem diálogo e contribuição de terceiros parece um mero folder eletrônico. Um santinho metido a moderno, mais colorido e brilhante." Daquilo que pode ser qualificado como um instrumento real de comunicação, Marta Suplicy apresenta um blog que fica escondido para o visitante mais desavisado. Esse espaço permite o envio de comentários, que devem ser moderados pela equipe da petista, mas até o início da noite de hoje havia apenas um post dizendo que a partir dali os eleitores poderão acompanhar a candidata da perto. "O site parece bem standard em termos de portal para Brasil. Está bem legal, mas não chega aos pés dos sites de candidatos de 1º mundo como Obama e Mccain", explica Carlos Cardoso, dono de um dos blogs de maior audiência do País e conhecido entre seus pares pelas opiniões fortes e incisivas.

Para os blogueiros, diálogo é a palavra-chave desse negócio. Não só para eles. Há algumas semanas, o diretor do IBOPE Inteligência, Marcelo Coutinho, entrevistado pela Reuters, disse que na internet não havia espaço para o discurso dos políticos, e sim conversa com o eleitor. É isso que falta ao site de Marta na opinião dos blogueiros. "A Internet não é um "monólogo", diz Elisandra Amâncio, do blog Verdadeiro Jornalismo. Essa é uma visão compartilhada por quem respira a rede 24 horas por dia. Dois personagens relevantes desse mundo dos blogs, a jornalista Lucia Freitas (Ladybug) e o administrador de empresas Wagner Fontoura (Boombust), têm opiniões bem próximas em relação ao blog da candidata do PT. "Há falhas no projeto, mas devemos reconhecer o mérito da iniciativa e que os sites .can.br (endereços dos candidatos) serão muito importantes nesta campanha", afirma Lúcia, do Ladybug. "Também vejo qualidades na proposta virtual da ex-prefeita de São Paulo, mas seria interessante utilizar as mídias sociais em debates, conversações e ações de promoção dos candidatos e de resultados práticos para o eleitor", afirma Fontoura, que também é diretor da agência de marketing interativo Riot.

9 de julho de 2008

336 posts depois

Há 336 posts, eu e Aloisio Sotero resolvemos compartilhar com vocês uma série de discussões, dúvidas e idéias que tínhamos sobre a fragmentação da mídia. Assim nasceu o Achme7, o blog que hoje ganha um ano depois o seu 337º post. Nosso desafio inicial era mostrar a possibilidade de criar um conteúdo relevante e de qualidade sobre o fenômeno da nanomídia. Quando começamos a escrever existiam no Google 200 citações, todas em inglês, sobre nanomídia. Hoje são 3.770 e o Acheme7 continua aparecendo na primeira página do buscador quando alguém procura pelo termo. Ficamos felizes quando empresas de grande porte começam a assumir essa expressão no seu dia-a-dia. O IBOPE, por exemplo, reconheceu a força da nanomídia ao lançar um serviço para monitorar o que falam das marcas nas redes sociais. O diretor da agência Click, Abel Reis, deu entrevista comentando esse produto e utilizou com propriedade a expressão.Não inventamos a roda. Apenas seguimos a lógica de indexação do Google e, de alguma forma, criamos novas categorias de assuntos e palavras. Foi assim com nanomídia, netnografia, marketing de fragmentação e negócios movidos a Bites. Agora, estamos acrescentando mais duas ao nosso vocabulário: jornalismo de indexação e marketing de interface. Nesses 12 meses, o nosso trabalho diário de publicar posts exclusivos ou de alta relevância. Também desenvolvemos algumas iniciativas interessantes, como o Café com Blog que passou a ser referência nas discussões entre as empresas e esses personagens das mídias sociais. Também ajudamos algumas companhias a entender melhor esse novo mundo e como deve ser construída uma relação de longo prazo com os usuários desse universo. Lá atrás, quando escolheu o nome Acheme7 para este blog queríamos ressaltar que na Googlelândia as pessoas querem ser encontardas e serão desde que as marcas saibam como realizar essa tarefa.

17 de junho de 2008

Eleições 2.0

Numa entrevista na semana passada para a agência de notícias Reuters, o diretor do Ibope Inteligência e professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Marcelo Coutinho, apresentou a receita sobre como os políticos devem se relacionar com os eleitores do século 21. "O discurso é passado. É preciso dialogar e essa conversa acontece com mais eficácia dentro das redes sociais na internet", afirmou. Em função da sua posição profissional e da curiosidade acadêmica, Coutinho acompanha há um bom tempo o impacto da política pela internet. "Vamos assistir na eleição desse ano uma prévia do que ocorrerá em 2010 quando os políticos utilizarem intensivamente as ferramentas disponíveis na rede." Diante desse fato há várias oportunidades em aberto para quem se interessa pelo tema. Uma delas é mostrar para candidatos e atuais ocupantes de mandatos eletivos como eles podem ter na rede um instrumento eficaz de comunicação com os seus eleitores. Essa é a estratégia do diretor da E-Research, Alan Dubner, companhia especializada em pesquisas on-line. No dia 03 de julho, em Itu, no interior de São Paulo, ele organiza um seminário para 100 convidados da região. São potenciais candidatos a vereador e prefeito interessados em entender essa dinâmica. "Para alguns será a primeira vez que iremos falar sobre blogs, Orkut, Facebook e Youtube", afirma Dubner, dono de uma sólida carreira na área de consultoria para cidades digitais. O evento "Eleições 2.0 – Como a internet mudou a política" terá ainda a participação de blogueiros convidados. "Queremos promover um intercâmbio entre visões distintas do mesmo mundo", diz o consultor. Os participantes ganharão uma visão sobre como podem utilizar as redes sociais já na campanha deste ano e ainda os princípios básicos das tecnologias existentes na rede. Um dos temas da agenda é a eleição presidencial dos Estados Unidos. O consultor de marketing Cadu Lemos irá apresentar um estudo de caso sobre como o atual candidato democrata, Barack Obama, utilizou as novas mídias para amplificar o seu discurso junto aos eleitores, principalmente entre os mais jovens. "O que aconteceu com Obama vai se repetir de alguma forma na nossa eleição em 2010", afirma Lemos. O fenômeno Obama, realmente, impressiona pela forma inteligente que o senador por Chicago utilizou a rede para reduzir o favoritismo da sua adversária Hillary Clinton. Só no Facebook, Obama atingiu a impressionante marca de 1 milhão de apoiadores. No Youtube, os vídeos dos candidatos foram vistos cerca de 51 milhões de vezes. E as notícias positivas continuam nessa direção. Nesta terça-feira, o principal vídeo da campanha de senador democrata , Yes, We Can, ganhou o Emmy, o Oscar da música como melhor produção em sua categoria.

Boas respostas

O empresário Manoel Lemos precisou de dois anos para construir uma das principais marcas da segunda geração da internet brasileira: o BlogBlogs. Lá estão indexados mais de 2 milhões de blogs em português e também a lista de quem tem as maiores audiências nesse universo. O BlogBlogs está para a rede no País como o Technorati está para a internet mundial. Não à toa, o serviço criado por Lemos, engenheiro de computação formado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e ex-diretor de tecnologia da multinacional Hypercom, é a principal referência dos blogueiros nacionais. O empresário, nascido em Minas Gerais, é admirado pela atual safra de empreendedores locais da chamada web 2.0. Lemos funciona, às vezes, em função da sua experiência executiva como um balizador de tendências e novas oportunidades de negócios. Agora, ele prepara o seu segundo movimento em torno das redes sociais de relacionamento com o lançamento no próximo mês do Brasigo, hoje em fase de testes para um grupo de convidados. O modelo de negócios é simples e objetivo. Uma comunidade de usuários espalhada por várias cidades do País ou até mesmo bairros de grandes cidades se ajudará através de respostas. "Qual o melhor para comprar o melhor croissant de São Paulo?", pode ser uma das perguntas. "Na Casa Santa Luzia, nos Jardins", alguém responderá. E dessa forma, o Brasigo ganhará fôlego e musculatura. "Teremos respostas objetivas para perguntas da vida prática", afirma Lemos. "Mas, também quem desejar colocar questões genéricas não haverá filtros. O grande mérito do Brasigo é ter brasileiros, em qualquer lugar do mundo, respondendo a brasileiros." O Brasigo guarda semelhanças com o Yahoo! Respostas, um dos serviços de maior sucesso da empresa de internet americana, mas em relação a este último tem personalidade própria. É mais fácil entender a nova empresa de Lemos como uma grande plataforma interconectada de conteúdo gerado pelos usuários. O Brasigo nem de longe deseja enfrentar o poderio do serviço do Yahoo!. A estratégia de Manoel Lemos é diferente. "Perguntas e respostas são apenas parte do negócio", diz o criador do BlogBlogs, que terá uma conexão muito forte com o BlogBlogs e as pessoas que hoje geram informação relevante no País. Nesse ponto, Lemos guarda a chave do cofre. Ainda não chegou a hora de abrir o mapa da mina.

13 de junho de 2008

Blogs no Terra


O grupo de 18 empreendedores de mídia social e blogueiros que esteve, nesta terça-feira, no Terra Brasil fez algumas descobertas durante a visita. Uma das principais envolve a dificuldade de todos em convencer anunciantes a apostar nessa nova forma de mídia. A outra envolve a necessidade da construção de um discurso comum em torno das boas práticas desse mercado que cada dia se reinventa e surpreende quem vive dentro dele. Acompanhado do diretor do Terra Magazine para a América Latina, Bob Fernandes, o presidente do Terra Brasil, Paulo Castro, passou duas horas numa conversa descontraída e bem focada com os convidados da série encontros "Conversas com presidentes", organizado pela revista BITES. "Nosso maior desafio hoje é convencer o mercado publicitário que somos uma mídia eficaz e que traz resultados efetivos para os anunciantes", afirmou Guilherme Valadares, gerente da agência interativa Cubo e editor do blog Papodehomem. "É preciso entender que mesmo com uma internet que já tem mais de dez anos no País, tudo ainda é muito novo para todos", afirmou Castro. Na primeira parte da conversa, ele fez uma apresentação sobre o tamanho da internet brasileira e mostrou, por exemplo, como a rede mudou o seu perfil nos últimos tempos. Antes a premissa era de que esse universo era controlado pela classe A e a sua expansão era limitada. "Esse retrato está ficando cada dia mais diferente", afirmou o executivo. "No ano passado já foram vendidos no Brasil mais computadores que televisores. E foram os integrantes das classes C e D que levaram a maioria desses equipamentos para suas casas." A terceira edição do encontro da BITES – os dois primeiros ocorreram no Yahoo! Brasil e iG – reuniu os mais relevantes personagens da mídia social brasileira. No encontro com o grupo, Castro falou um pouco da estratégia da empresa para essa nova mídia. Ele citou algumas experiências que estão sendo desenvolvidas na área de conteúdo colaborativo, como o canal vc repórter no qual qualquer pessoa pode ter sua notícia publicada pelo Terra. Nesse ponto, ele revelou que o Terra irá enviar um "repórter cidadão" para fazer a cobertura das Olimpíadas desse ano na China. O executivo ressaltou que os blogs estão no foco da companhia e fazem parte da estratégia maior de entender o fenômeno do conteúdo gerado pelo consumidor. Na área de blogs do Terra Brasil onde qualquer usuário ou cliente pode montar seu próprio diário on-line há 163 mil registrados. Esse número cresce a cada dia.

4 de junho de 2008

Governo 2.0

O objetivo do Conip, que começou nesta quarta-feira, dia 03, em São Paulo, é levar os princípios da inovação tecnológica para o setor público. A audiência do evento é formada por profissionais que trabalham nos departamentos ou gerências de tecnologia dos Três Poderes. E a agenda desse ano foi tomada pelo tema que já faz parte do cotidiano do mundo corporativo: a web 2.0. Nunca antes neste País organismos públicos buscaram formas mais eficientes de comunicação com os cidadãos. Há um movimento legítimo de algumas prefeituras, governos estaduais e estatais de conversar com os seus consumidores por meio das redes digitais de relacionamento. O Conip também inovou ao convidar blogs ligados ao tema de governo eletrônico para a cobertura de todas as palestras. Essa preocupação de entender melhor o fenômeno da Web 2.0 esteve disseminada em todas as conversas e nos corredores do evento. A presença do diretor da BlogContent e um dos principias nomes desse universo, o paulista Edney de Souza, como palestrante ressaltou a importância estratégica do tema para os participantes do evento. "A administração pública também pode trabalhar com as redes sociais. Governo e web não são excludentes", afirmou Edney na palestra. Nesse tema, ele esteve acompanhado de Alan Dubner, diretor da Cybermind, empresa que está se especializando na montagem de redes sociais para pequenas e médias cidades, e Beatriz Lanza, do governo do Paraná. "Precisamos subir nas caravelas que estão no porto para essa viagem que mudará a forma como governo se relaciona com os cidadãos", afirmou Dubner após contar a sua experiência na construção do portal colaborativo da cidade de Itu, no interior de São Paulo.

O caso apresentado por Beatriz Lanza é revelador sobre o efeito da lógica da web 2.0 dentro da máquina pública. Com a ajuda apenas do serviço gratuito do Google, o Blogspot, ela montou sozinha um portal com cinco blogs de assuntos relacionados ao Teatro Guaíra, um dos mais importantes da região sul. Beatriz, que trabalha na companhia de informática do estado e está à disposição do teatro, conseguiu atrair público e audiência para os seus blogs. Como a mão-de-obra era escassa para a produção de conteúdo, ela reuniu histórias de ilustres personagens e funcionários antigos do teatro para alimentar os blogs. A servidora estadual também descobriu que poderia editar filmes para exibi-los nos blogs com a simples ajuda do software Movie Maker, que faz parte do Windows. A medida do sucesso da paranaense é quase invisível, mas um bom termômetro está no próprio Google na área onde é possível pesquisar citações em blogs nacionais. Nos últimos 30 dias, o Teatro Guaíra teve 145 comentários contra apenas 16 do Teatro Guaíba em Porto Alegre. É dessa forma que os participantes do Conip descobrem que utilizar as novas tecnologias é um bom negócio para a administração pública.

14 de maio de 2008

A vaga na Apple

O iPhone sempre freqüentou a lista de desejos dos consumidores brasileiros. A Apple nunca se comoveu com essa demanda e o País sempre se manteve distante da lista de prioridades da empresa de Steve Jobs. O quadro começou a mudar há algumas semanas com o anúncio da Claro que venderá o iPhone no País. Foi o final de uma batalha iniciada no ano passado logo após o lançamento do aparelho nos Estados Unidos. Parece que aos poucos, a Apple está levando o Brasil mais a sério. A companhia abriu mais uma vaga no escritório brasileiro e procura um engenheiro para ajudar na implantação do iPhone no Brasil. Aos interessados em disputar a vaga é possível fazer uma consulta dos requisitos exigidos no site da empresa americana. Lá é possível saber, por exemplo, que a Apple quer um profissional para morar em São Paulo, formado em engenheira elétrica ou de sistemas de informação e com cinco anos de experiência na área onde irá atuar. A principal função do novo funcionário será apoiar as operadoras de telefonia na adoção do iPhone no Brasil. Ainda poderá ser exigido do empregado o envolvimento em projetos de desenvolvimento de novos serviços baseados na tecnologia da Apple. A empresa também solicita do candidato um amplo conhecimento na tecnologia GSM que hoje está se transformando em padrão no mercado brasileiro de telefonia celular. Segundo dados da consultoria Teleco os usuários GSM já representam 81,7% do mercado e o iPhone chegará no momento do desembarque da tecnologia 3G que vai trazer mais serviços de valor agregado para os clientes das operadoras.

Apple nunca teve uma política comercial muito clara em relação ao País. A contratação de um engenheiro para certificar o iPhone junto às operadoras, obviamente, não representa uma mudança de comportamento da empresa, mas já significa que a Apple considera o mercado local importante para sua estratégia mundial de negócios. Algo realmente mudou na relação entre a Apple e o Brasil. Em setembro do ano passado numa reportagem da Globo.com a empresa não demonstrava a menor preocupação em trazer o iPhone para o País. Mas, agora com a chegada do seu novo funcionário a tendência é melhorar essa situação.