A Tecnisa anunciou em vários canais a entrada do executivo Carlos Alberto Julio na presidência da construtora. Houve um comunicado para os acionistas, outro para os clientes e um post no blog que a companhia mantém atualizado na internet. O novo presidente não esperou para saber o que pensavam da sua chegada. Ao fazer uma primeira leitura do próprio blog, ele soube o tamanho do desafio que teria pela frente e como a Tecnisa se relaciona com a sua base de clientes. "Vi logo que o modelo era de transparência total e que nada ficava sem resposta", afirma Carlos Alberto, que antes de assumir a atual posição estava à frente da organizadora de eventos executivos HSM. O texto sobre Carlos Alberto foi publicado às 15h58 do dia 08 de janeiro passado. Às 20h05 do mesmo dia, a cliente Caroline Correa fez o primeiro comentário: "Opa, um novo presidente!!! Será que a partir de agora vocês vão dar valor a QUALIDADE??????????? Porque o meu apartamento carece de QUALIDADE." Em seguida foram outras sete mensagens. Algumas de elogio e outras de reclamações sobre a Tecnisa. Só que a história não se encerra aqui. O novo presidente soube no primeiro dia de trabalho que nenhuma questão ou crítica publicada no blog fica sem resposta da companhia. "Temos mais 25 mil visitantes por mês no blog e, por padrão, respondemos qualquer questionamento em até 48 horas", afirma o presidente da Tecnisa. Desde então, Carlos Alberto Júlio se permite algumas vezes a responder pessoalmente aos comentários dos clientes publicados no blog. A Tecnisa é, sem dúvida, a construtora que melhor faz uso da mídia social. O blog é apenas um pedaço de uma arrojada estratégia que garantiu no ano passado a venda de 350 apartamentos pela internet. Para 2008, a meta é chegar a 700 unidades comercializadas. O atendimento acontece das 06h da manhã até meia-noite. Outro detalhe importante sobre o mergulho da Tecnisa no mundo da mídia social envolve o modelo matemático construído em torno dos links patrocinados. A construtora tem um lote de 15 mil palavras compradas do Google. Quando alguém faz uma busca, por exemplo, por gravidez ao lado do resultado aparece um link para a página da Tecnisa. Só que a estratégia segue um roteiro bem interessante. Do total de palavras-chave compradas, a Tecnisa faz questão de ter algumas com erros de português. Foi dessa forma que um apartamento acabou sendo vendido no ano passado após a cliente escrever "gravides". Diante de resultados tão interessantes, a construtora brasileira foi reconhecida pelo próprio Google como o melhor caso mundial no setor imobiliário envolvendo o recurso dos links patrocinados.
16 de abril de 2008
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Aloisio Sotero / Manoel Fernandes
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Palavras-Chave Jornalismo de Indexacao, Marketing de Recomendação
14 de abril de 2008
O seu economista
PhD em Economia pela Universidade de Manchester na Ingletarra e dono de um mestrado na Universidade Federal do Rio de Janeiro, o professor José Carlos Cavalcanti (jcc@creativante.com.br) tem outras virtudes. Uma delas é sua aptidão por tecnologia. Ele passou os últimos anos tentando entender o impacto do softwares e hardwares no processo econômico. Estudou, comparou, debateu com os seus pares da economia e terminou se transformando naquilo que pode ser chamado num economista 2.0. Agora, Cavalcanti, que se divide entre as aulas na Universidade Federal de Pernambuco e a sua consultoria empresarial, está na fase final de um novo empreendimento. "Chegou o momento de conversar com as pessoas físicas e jurídicas sobre o impacto da economia nas suas vidas e negócios", afirma. Cavalcanti vai lançar até o final do ano o primeiro serviço de aconselhamento econômico com uso intensivo de mídia social. Ele usará os recursos disponíveis das novas tecnologias para massificar a interpretação de fatos que hoje estão restritos ao noticiário dos grandes veículos de comunicação. O projeto ainda não foi batizado, mas ganhou da equipe envolvida o codinome de Alô Economista. A idéia inicial é ampliar o blog do próprio Cavalcanti e acrescentar vídeos no Youtube, uma comunidade no Orkut, um grupo de discussão e até um perfil no Facebook. Em todos esses canais os conceitos do Alô Economista estarão à disposição dos seus leitores. Essa será a versão aberta do projeto. A estratégia de Cavalcanti é oferecer um serviço de baixo custo para pequenas e médias empresas interessadas em entender como as mudanças da economia afetam os seus negócios. "É possível imaginar a confusão provocada nas empresas de pequeno porte quando o governo diz que voltará a elevar a taxa de juros", diz o professor. Os clientes do serviço pago receberão semanalmente um boletim de análise de conjuntura do Brasil e do mundo. Cavalcanti ainda está estruturando o seu modelo de negócio, mas uma possibilidade é seguir a lógica do editor da revista Wired, Cris Anderson, que defende a tese de produtos gratuitos. O jornalista, criador do conceito de Long Tail, acredita que os consumidores não estão dispostos a pagar por informação ou conteúdo, mas há empresas interessadas em financiar essa operação. "Estou conversando com algumas instituições financeiras interessadas no envio de análises de qualidade para os seus clientes", afirma Cavalcanti. Outra opção seria apostar na publicidade on-line que só cresce a cada dia no Brasil e no mundo. Como as análises do PhD em Economia e da sua equipe serão empacotadas em diversos formatos, Cavalcanti acredita que não faltarão oportunidades dos anunciantes associarem suas marcas às informações de interesse do grande público. A idéia de criar esse tipo de consultoria massificada começou a ser formulada anos atrás quando o economista descobriu o ambiente da internet e a possibilidade quase infinita de oportunidades. No início, ele pensou em lançar um site, mas a chegada dos recursos de mídia social entregaram em suas mãos a plataforma mais viável e rentável do ponto de vista econômico. Nada será criado. O conteúdo trafegará pelos canais existentes. O Alô Economista está longe de ser uma novidade na internet, mas a idéia do projeto não é enfrentá-los. Pelo contrário, o objetivo do economista e sua turma é conectar o seu produto a tudo que seja parecido no mundo da mídia social. A segunda fase do projeto é mais ambiciosa. Cavalcanti pretende montar em Recife um call center especializado em aconselhamento econômico. Mais uma vez a idéia é poupar o usuário de qualquer desembolso na hora de buscar respostas para as suas dúvidas. A conta será paga por anunciantes que comprarão créditos e repassarão aos seus clientes. Os atendentes poderão ser estudantes universitários de Economia ou mesmo de Administração de Empresas que ajudarão pessoas de todo o Brasil a entender um pouco mais dos efeitos da economia em suas vidas. Essa central de esclarecimento de dúvidas estará ligada umbilicalmente ao projeto na internet. Por isso, ela será o segundo movimento do projeto do professor da UFPE. "Precisamos antes montar um grande banco de dados das dúvidas mais comuns de que nos acessa pela internet", afirma Cavalcanti.
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Aloisio Sotero / Manoel Fernandes
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Palavras-Chave Jornalismo de Indexacao
Os internautas e o uso do telefone celular
Os usuários intensos de Internet e de telefonia celular são considerados um dos segmentos mais importantes para o mercado de telecomunicações. Embora correspondendo a uma pequena parcela da população atual, a análise de seu comportamento pode ajudar a projetar algumas tendências para este mercado nos próximos anos. O IBOPE Inteligência e a Revista Connect realizaram recentemente um estudo com este segmento da população, considerando três eixos principais: atualização tecnológica, planejamento financeiro e assimilação do aparelho às práticas cotidianas (freqüência, intensidade de uso e variedade de utilização de recursos e serviços). Foram identificados cinco grupos de internautas usuários de telefone celular:
1) Hightech: interessados em constante atualização tecnológica, estando sempre em dia com as novidades do mercado; é o grupo mais jovem;
2) 24 horas: indivíduos altamente ligados ao celular, 24 horas por dia, como o próprio nome diz; é o grupo relativamente mais feminino;
3) Conectados: bastante dependentes do celular e das conexões que ele permite, realizando diversas tarefas cotidianas através dele;
4) Conservadores: utilizam o celular de maneira muito tradicional, apenas para fazer ligações e, ainda assim, em casos extremos; é o grupo com maior participação de indivíduos maduros;
5) Controlados: apresentam uma preocupação central com os gastos com a compra e a manutenção do celular (conta, créditos); predominam neste grupo indivíduos da classe B.
Embora os Hightech sejam a “menina dos olhos” de qualquer empresa do setor, é necessário dizer que o padrão de comportamento deste tipo de usuário de telefone celular não pode ser diretamente transportado para os demais grupos, como se fosse apenas uma questão de tempo para que todos caminhassem em busca de constante atualização tecnológica. Há uma série de nuances que determinam estes tipos de comportamento e que devem ser consideradas. Assim, diferentes tipos de novidades de mercado (novas tecnologias e planos de minutos, por exemplo), influenciam de maneira diversa o comportamento de cada grupo. Entretanto, em todos os segmentos, o aparelho celular foi considerado o principal ítem “indispensável” em uma relação entre os vinte e três ítens comumente carregados na bolsa, na mochila ou na pasta. O celular foi considerado mais importante entre os documentos, chave de casa, cartões de banco, crédito e até mesmo o dinheiro.
Acreditem se quiser!!!
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Manuela Corrêa
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Palavras-Chave Jornalismo de Indexacao
7 de abril de 2008
Redes de investimento
O Nation é um clube de investimento de pequeno porte entre os milhares que operam na Bolsa de Valores de São Paulo. Tem dez integrantes e desde a sua criação no segundo semestre do ano passado alcançou uma rentabilidade de 10%. O clube segue a mesma lógica dos seus similares: buscar boas oportunidades no mercado acionário brasileiro. Um dos diferenciais do Nation é uma crença compartilhada por todos os sócios desde o início. "Sem tecnologia não há como ser rápido na tomada de decisões e na distribuição de informações para os cotistas", afirma Ana Barbas, gestora do clube. Diante dessa premissa, a empresa de um dos sócios desenvolveu um portal na internet onde cada pessoa envolvida na operação pode saber em segundos como está o andamento da sua carteira. É possível identificar a movimentação diária e o histórico do clube. O próximo movimento ocorrerá em algumas semanas. O Nation será o primeiro clube de investimento do País a ter uma rede social fechada. E a idéia é expandir o conceito para outros clubes do gênero. "Pegamos o conceito de mídia social, fizemos alguns ajustes e o adotamos dentro do mercado de ações", afirma Sérgio Cavalcanti, diretor da Sonet, a companhia responsável pelo desenvolvimento do software. "Quem está no mercado de ações quer conversar, trocar informações e obter dicas para continuar operando." O teste no clube Nation é apenas parte da estratégia da Sonet. A empresa quer oferecer o seu programa de computador, capaz de operar em qualquer rede, para clientes de matizes diferentes, incluindo os clubes de investimento. Segundo a Bovespa existem hoje em operação 2.312 clubes que reúnem cerca de 150 mil investidores. É dentro desse mercado que a Sonet espera criar várias redes sociais privadas. De alguma forma o mundo corporativo descobriu o potencial das comunidades fechadas dentro da internet. Após a explosão de serviços como o Orkut, que tem no Brasil o seu maior mercado, e Facebook, as empresas estão apostando em caminhos para aglutinar interesses e conteúdo dos seus funcionários. A Sonet é apenas parte de um fenômeno que começa a tomar conta do setor privado. Há duas semanas, o Centro de Estudos Avançados do Recife (CESAR) também anunciou seu ingresso nesse mercado com um software batizado de AMIGOS. O produto da instituição pernambucana é mais voltado para empresas acima de 500 funcionários. O Sonet vai em busca dos pequenos e médios, interessados em garantir para os seus empregados a mesma experiência virtual de quem utiliza hoje o Orkut ou serviços do gênero. "O mercado está na nossa frente à espera de ser explorado", afirma Cavalcanti.
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Aloisio Sotero / Manoel Fernandes
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Palavras-Chave Jornalismo de Indexacao, Marketing de Recomendação, Netnografia
3 de abril de 2008
O novo manual da Volkswagen
A subsidiária brasileira da Volkswagen está muito perto de acabar com um ponto de atrito com os seus clientes. Ao comprar um carro zero quilômetro, o consumidor ganha uma máquina sofisticada de última geração e um manual de instruções muito parecido com uma enciclopédia. Para descobrir alguma informação sobre o veículo é preciso navegar numa infinidade de modelos até chegar aquele adquirido na concessionária. Essa realidade existe porque as montadoras fazem manuais genéricos para otimizar os seus custos e a produção do conteúdo. A Volkswagen decidiu inovar com a ajuda de um software que permitirá a confecção de manuais personalizados. "Haverá ganho de produtividade para o fabricante e o aumento da satisfação do cliente", afirma Helio Samora, diretor da PTC para a America Latina. O programa de computador, o Arbortext, que permitirá à Volkswagen realizar tal proeza foi desenvolvido pela PTC para resolver problemas similares de seus clientes em todo o planeta. O princípio do software é bem simples. A partir de uma única base de conteúdo – por exemplo, um banco de dados com todas as informações técnicas dos carros da Volkswagen, incluído imagens – será possível formatar documentos ou até mesmo páginas na internet altamente customizadas. No Brasil, a montadora alemã será a segunda cliente da PTC a utilizar o Arbortext. O grupo editorial Larousse também faz uso desse software. Um dos últimos lançamentos, a versão reduzida do seu dicionário de português foi completamente produzido dentro dessa nova visão onde cada cliente deve ser tratado como se fosse o único. O programa da PTC funciona como um gigantesco agregador de conteúdo fragmentado e está abrindo novos mercados para a companhia americana. Na sua origem, a PTC se voltou para softwares ligados ao desenvolvimento de produtos no setor de manufatura. São 50 mil clientes no mundo, entre os quais a Vale do Rio Doce, Petrobrás e grupos como a fabricante de utensílios domésticos Tramontina. Com essa estratégia, a empresa chegou a um faturamento de US$ 941 milhões no ano passado. Consolidada nesse mercado, a PTC resolveu explorar novas oportunidades e nesse ponto surgiu a chance de comprar a Arbortext. "Também estamos diante de uma realidade que não conhecíamos: como entregar informações customizadas para os consumidores finais", afirma Samora, engenheiro mecânico, que descobriu sua vocação de comercial e que está há 12 anos na companhia. O uso do Arbortext é quase ilimitado. É possível imaginá-lo na Volkswagen, na Larousse ou em qualquer outra companhia interessada em entregar informações personalizadas para os seus consumidores. Na área de mídia, por exemplo, o software poderia criar inúmeras publicações customizadas a partir do conteúdo gerado pelos jornalistas. O software da PTC é completamente baseado em XML, o padrão tecnológico que permite trabalhar com conteúdo desfragmentando para agrupá-lo de diversas maneiras e formatos. Toda a operação pode ser automatizada. Com apenas o toque no mouse, o editor da informação escolhe o conteúdo que deseja e em seguida o modelo que ele será encaixado e na ponta o programa entregará tudo formatado para ser distribuído. Não é à toa que o principal executivo da PTC na América Latina está tão empolgado com o produto. "Estamos diante de uma revolução na forma como as empresas poderão se comunicar com os seus consumidores", afirma Samora.
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Aloisio Sotero / Manoel Fernandes
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Palavras-Chave Conteúdos Gerados pelos Consumidores, Jornalismo de Indexacao, Netnografia
1 de abril de 2008
Busca premiada
Todos os caminhos levam ao Google. Bem, esse poderia ser o slogan de um novo serviço de internet que será lançado no Brasil amanhã, terça-feira. O nome é simples: Wini. O objetivo segue a mesma lógica. Qualquer pessoa que entrar no endereço terá à disposição os recursos de busca do Google e ainda a chance de fazer comparações de preço de produtos com a ajuda do Buscapé, o maior do gênero na América Latina. Enquanto durar essa busca, o usuário poderá ser surpreendido com um prêmio. Na realidade um ticket eletrônico para descontos em lojas associadas ou mesmo capaz de se transformar em bens de consumo, como eletroeletrônicos, bens de consumo ou até mesmo perfumes. A mágica acontecerá a cada cinco minutos. Com a ajuda de um recurso tecnológico baseado em algoritmos matemáticos, o site identificará se determinado usuário alcançou certos critérios e o premiará. "O ganhador será alertado na hora através do seu próprio navegador e ainda receberá um email com a confirmação", afirma Ricardo Cabianca, diretor da empresa por trás dessa nova forma de procurar dados na internet. "No primeiro mês de operação teremos 200 mil cadastrados." Em parte esse número será alcançado com uma agressiva campanha de marketing viral e de propagação nas mais expressivas comunidades de mídia social do Brasil. A idéia é envolver blogs, propagadores no Orkut e administradores de comunidades relacionadas a consumo no País. "Somos um produto para quem já adotou a internet como parte do seu DNA." A experiência de quem utilizar o serviço será idêntica estivesse buscando diretamente no Google ou no Buscapé. O único segredo do Wini é a exigência de um cadastro prévio para concorrer aos prêmios. O modelo de negócio estruturado prevê que as empresas nada pagarão para ofertar os brindes aos usuários do Wini. Oito companhias já acertaram pacotes com o Wini. Na realidade, o serviço pretende buscar três linhas de receita. A primeira terá origem no tráfego de quem entrar em busca de informação e prêmios. Dessa forma será possível obter faturamento com as políticas remuneração de parceiros do Google na área de publicidade on-line. A segunda fonte de rendimentos é conseqüência da primeira. Com uma grande audiência, Cabianca e seus sócios poderão vender espaços publicitários, mas é a terceira variável que tem as melhores condições de aumentar os ganhos dos criadores do Wini. "Vamos ter a primeira grande comunidade de consumo do Brasil", diz Cabianca. O modelo do serviço tem um similar nos Estados Unidos. É o Blingo, lançado em dezembro de 2004. O Wini segue a mesma lógica. Só que seu similar americano tem acordos com o Yahoo!, Microsoft e Ask. Desde o seu surgimento , o Blingo já distribuiu 69.000 prêmios, que podem variar de US$ 5 para a comprar de um carro ou até US$ 20.000 em dinheiro. Nesse caso, a máxima de que a busca na rede pode ser uma rica experiência se comprova na prática.
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Aloisio Sotero / Manoel Fernandes
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Palavras-Chave Jornalismo de Indexacao
28 de março de 2008
O Oitavo Assunto : Spin Room
Existe uma tradição nas eleições presidenciais dos Estados Unidos. Ao final dos debates quando as câmeras são desligadas, os assessores e aliados de cada candidato correm para o lado de fora do palco do duelo à procura dos jornalistas. A estratégia é convencer cada profissional de jornal, TV, revista e rádio que o seu candidato venceu o confronto. Esse encontro entre jornalistas e partidários acontece num espaço chamado Spin Room, a Sala do Giro. É uma tradição cercada de símbolos da política americana. A novidade da campanha deste ano é a entrada de blogueiros, como são vistos na foto em cores da direita, no seleto clube de profissionais que são pressionados pelos apoiadores dos candidatos. Esse ingresso é suficiente para demonstrar que as mídias sociais são o ambiente perfeito e mais adequado para a prática do Spin Room. "A política tem muito a nos ensinar", afirma Marcelo Coutinho, diretor do Ibope Inteligência. "O que os candidatos estão fazendo com a internet nos EUA é a uma lição para o mundo corporativo." Realmente as empresas ainda não descobriram como fazer bom uso dessa técnica. O BPO da Dufry Brasil e presidente do Conselho Editorial de BITES, Aloisio Sotero, aplica há algum tempo os princípios do Spin Room na sua estratégia de propagação das mensagens corporativas da empresa. Sotero tem uma posição bem clara em relação a essa questão. Ele acredita que as empresas deveriam montar Spin Rooms internos para conversar sem intermediários com os seus consumidores, que poderiam ser acessado em qualquer lugar, a qualquer hora através de vários canais de interatividade. "É preciso pensar violeta", diz o executivo. Pensar violeta significa abrir a mente para novas experiências com essa que está enriquecendo a a corrida eleitoral americana. Nesse ponto é pré-candidato democrata Barack Obama é o mais beneficiado pela estratégia de Spin Room. Como poucos, o senador por Chicago percebeu na internet um grande instrumento de propagação do seu discurso e mensagem de renovação, além de uma fonte de arrecadação de recursos constante e direta. Para conseguir esse resultado, Obama tem gasto com ações na rede. "É preciso construir uma relação on-line com os eleitores", costuma repetir o candidato. Só em fevereiro a sua campanha investiu US$ 2,6 milhões em propaganda na rede. Dez vezes mais que a sua rival, a senadora Hilary Clinton, e 20 vezes mais que John McCain, do Partido Republicano. O "We Can", o slogan de campanha, invadiu a internet em várias redes sociais. O poder de Obama é tanto que o vídeo mais acessado no Youtube no ano passado foi aquele no qual uma garota grita várias vezes o nome do senador de alto de um prédio. No Brasil ainda há uma grande latência em relação ao fenômeno do uso da rede pelos políticos, mas as eleições municipais desse servirão como o grande teste da ferramenta para a sucessão do presidente Lula em 2010. "Não há dúvida que algo parecido vai acontecer no Brasil", afirma Coutinho. Por enquanto, o difícil é saber quem será tão audacioso como Barack Obama. É inevitável que algo parecido e em menor proporção ocorra no País, mas o grande teste será a eleição de 2010 para a escolha do sucessor do presidente Lula. As eleições municipais deste ano serão apenas po laboratório para o desembarque do Spin Room na internet nacional. "Quando este dia chegar mostraremos o real poder da propagação", afirma Wagner Fontoura, da rede de blogs HitechLive.
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Aloisio Sotero / Manoel Fernandes
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Palavras-Chave Conteúdos Gerados pelos Consumidores, Jornalismo de Indexacao, Nanomídia
25 de março de 2008
Saldão nos blogs
O modelo de negócio preferido da maioria os blogs brasileiros é colocar links patrocinados do Google em suas páginas e esperar uma pequena receita no final do mês. Alguns com expressiva audiência e muita sorte na hora da indexação do site pelo robô do Google conseguem chegar perto de R$ 1.000 mensais. Outros ficam à espera do cheque que demora a chegar. E quando entra na conta o valor nem compensa ir ao banco sacar. Há aqueles mais espertos que optaram por um caminho mais rentável. Essa turma faz parte da elite do programa de associados do Mercado Livre, que no ano passado faturou US$ 85 milhões fazendo a intermediação de vendas e compras de seus 24,9 milhões de usuários na América Latina, segundo o seu último resultado publicado no início do mês. Só a operação no Brasil teve uma receita de US$ 37 milhões. Parte do êxito é explicado através da estratégia de permitir a qualquer blogueiro utilizar os códigos dos seus softwares para montar lojas-espelho. Na prática, diante dessa possibilidade, é possível extrair do programa apenas as informações necessárias para a criação de uma loja de máquinas fotográficas digitais ou mesmo computadores. O nível de customização depende do conhecimento e da capacidade de quem está do outro lado do balcão. "São 100 mil afiliados nesse programa", afirma Edson Lemos, diretor de marketing do Mercado Livre. "Esse é o nosso exército particular de vendedores." O Mercado Livre é a única companhia do gênero a liberar sem restrições esses códigos que fazem a festa de muitos na internet brasileira. O serviço de comparação de preços Buscapé tem uma política semelhante, mas faz algumas exigências e determina limites. Submarino e Americanas estão longe de ofertar algo desse tipo. Uma loja-espelho bem estrutura pode render uma receita mensal de milhares de reais para o seu criador. Nem um dos lados diz quanto ganha, mas a medida da receita pode ser entendida por um associado do Mercado Livre que num único mês no ano passado recebeu quase R$ 90 mil de comissão num único mês. O acesso ao programa é o mais democrático possível, mas apena uma pequena parcela da rede de associados consegue fazer negócios de calibre. Um dos expoentes desse fenômeno é Edney de Souza, da rede de blogs InterNey. Ele foi um dos primeiros a utilizar esse modelo de negócio e hoje está muito à frente de quem entrou por último. Não satisfeito em apenas copiar os códigos, Edney passou a criar novos produtos a partir do software do Mercado Livre. "No início éramos poucos com a mesma vantagem. Hoje são inúmeros. Então a saída é diversificar e sofisticar a operação", afirma o diretor do rede de blogs. Quem segue caminho semelhante é Jobson Lemos. Ele criou um modelo diferente de Edney, mas também muito interessante. O princípio é transformar cada blog associado a sua estratégia em um sócio das receitas geradas no Mercado Livre. Lemos desenvolveu um sistema que permite colocar links dos produtos anunciados no Mercado em um infinidade de blogs. E todo o tráfego é concentrado num único endereço que fica fazendo ofertas a cada atualização da página. "É um modelo onde todos ganham e ninguém perde", afirma Lemos. Ele conseguiu trazer para sua iniciativa mais de 200 blogs que sem muito esforço recebem parte da receita gerada na operação.
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Aloisio Sotero / Manoel Fernandes
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24 de março de 2008
Bem-vindos ao Maketing de Recomendação
“Esqueça a era da Informação. Mais do que informação o ambiente corporativo vive hoje a era da recomendação”, afirma Alessandro Lima da empresa E-Life.
Na era da commoditização, os consumidores estão cada vez mais sedentos por informações sobre os produtos e serviços. Os fatores intangíveis que acercam um produto são fatores determinantes numa decisão de compra. De acordo com pesquisas da PowerReviews, 90% dos compradores on-line lêem recomendações de outros consumidores antes de uma decisão de compra. E esses são os mesmos que vão gerar mais recomendações, formando um movimento de informações fundamental nas estratégias de marketing das empresas.
A “questão definitiva” é: Você recomendaria meu produto ou serviço para outras pessoas? A responsabilidade para uma resposta positiva a esta questão hoje é das empresas que devem estar “antenadas” ao que é necessário para uma boa estratégia de Marketing de Recomendação. Podemos citar como fatores essenciais à satisfação:
- A qualidade do serviço prestado e a superação das expectativas dos compradores;
- O nível de atendimento e a atenção atribuída ao cliente durante o ato da compra.
Existem 3 “p´s” básicos para o Marketing de Recomendação:
- Pessoas
- Processos
- Prontidão (Prazo)
Cito este último como fundamental na diferenciação dos serviços. Os produtos se diferenciam pelo design e os serviços pela prontidão, que é medida pela variável tempo.
Sua empresa está pronta para aproveitar as mudanças da era do Marketing da Recomendação?
A Internet com certeza é o seu canal gerador de informações e recomendações. Por isso os sites precisam estar recheados de recomendações e sem a burocracia dos sites corporativos. Afinal, quem busca informações não quer conversar com paredes. Em geral, queremos compartilhar as alegrias e tristezas com outras pessoas. Por isso acredito que o desafio das empresas é saber HUMANIZAR seu negócio e fazer dele um canal de contato entre os seus clientes, linkando pessoas a outras pessoas e não à paredes.
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Thiago Ferrari
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17 de março de 2008
Yahoo anuncia mudança para melhorar buscas na web
O site Yahoo, responsável por uma das principais ferramentas de busca da internet, anunciou que vai passar a usar novos elementos de Web Semântica em suas páginas com o objetivo de melhorar o entendimento do conteúdo delas, o que pode revolucionar a forma de buscar informações no universo virtual.
O termo Web Semântica vem sendo usado por especialistas do setor para definir uma nova internet que, no futuro, permitirá que a informação disponível online possa ser organizada de forma a ser entendida não apenas pelas pessoas, mas também pelos computadores, permitindo uma navegação mais eficiente.
Atualmente, a maioria das ferramentas de busca, como o Google, usam o tópico digitado para identificar as inter-relações que existem entre diferentes páginas, além de verificar a existência do termo de busca em páginas individuais na internet.
A web semântica promete mudar isso porque possibilitaria que a ferramenta de busca entendesse o significado dos dados que está buscando, potencializando a capacidade de busca dos sites.
Por exemplo: hoje, ao buscar na internet informações sobre um hotel para passar as férias no Rio de Janeiro, o internauta muitas vezes tem que ir pesquisando uma longa lista de estabelecimentos encontrados pela ferramenta de busca.
Com as mudanças que devem começar a ser introduzidas no Yahoo, a pesquisa poderia ser feita mais facilmente, buscando elementos específicos - como hotéis que aceitam bichos de estimação, ficam a cinco minutos ou menos da praia e custem menos de R$ 200 por noite.
"Nas próximas semanas, nós divulgaremos mais especificações detalhadas que irão descrever nossa adesão aos padrões de web semântica", disse Kumar, sem deixar claro quando exatamente o site passará a ter as mudanças.
Ao adotar os novos recursos, o Yahoo espera ganhar terreno contra o Google na preferência dos internautas que utilizam ferramentas de busca.
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Thiago Ferrari
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