Vamos iniciar uma novaa serie de post sobre Economia Digital
25 de agosto de 2009
Conversas sobre Economia Digital
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Aloisio Sotero / Manoel Fernandes
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Palavras-Chave Reputação e Imagem Pública
28 de maio de 2009
Aecio e os blogs
O tucano Aécio Neves se transformará na próxima segunda-feira, dia 01 de junho, no primeiro grande nome da sucessão de 2010 a receber oficialmente um grupo de blogueiros na sede do governo de Minas Gerais, o Palácio da Liberdade. Mais de 50 editores de blogs de todo o País desembarcarão no distante Aeroporto de Confins para uma conversa com o governador mineiro. Na pauta está previsto o anúncio de um acordo na área de educação entre Minas Gerais e o Google, o primeiro do gênero na América do Sul. O Google será representado pelo seu Chief Internet Evangelist, Vint Cerf, que está no Brasil desde a manhã desta quinta-feira para uma série de contatos e palestras. "É algo que irá revolucionar a educação em Minas", afirma Rodrigo Mesquita, do Instituto Peabirus que estrutura projetos de inovação envolvendo comunidades locais. Mesquita também é um dos organizadores do encontro. Aécio não será o primeiro político a conversar formalmente com os blogs. Esse pioneirismo pertence ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM). Na eleição do ano passado, o então candidato democrata aceitou o convite de BITES (recusado por Marta Suplicy, Geraldo Alckmin e Paulo Maluf) para uma reunião com blogueiros. A conversa aconteceu no comitê eleitoral. A diferença agora é que Aécio colocará os blogs no salão nobre do Palácio da Liberdade e criará um elo institucional com os pioneiros da web 2.0 no Brasil. "É uma aproximação muito importante", afirma Edney de Souza, considerado um dos blogueiros mais relevantes do Brasil. "Os políticos já perceberam que a comunicação está fragmentada e as mídias sociais podem ser o caminho mais efetivo na construção de novos relacionamentos com os eleitores." O governador de Minas está levando essa premissa em consideração, mas existem outros objetivos por trás da iniciativa. Na sua disputa com o colega de São Paulo, José Serra, pela vaga de candidato do PSDB à sucessão do presidente Lula é necessário gerar fatos para a opinião pública, incluindo os milhões de eleitores que estão dentro das redes sociais. No Brasil cerca de 25% do eleitorado acessa a internet. O poder de multiplicação de votos numa disputa nacional considerando esse universo é bastante significativo. O encontro com a turma 2.0 se encaixa perfeitamente nessa estratégia. Nessa conversa Aécio terá a chance de associar à sua imagem conceitos de inovação e modernidade que todos buscam no final do dia.
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Aloisio Sotero / Manoel Fernandes
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26 de maio de 2009
Orkut privado
O mundo corporativo está perdendo o medo de conversar com aqueles que escolheram o ambiente digital para interagir com as marcas. Em parte pelo sucesso do Orkut dentro da internet brasileira, as empresas nacionais descobriram que os usuários que deixam opiniões nesse universo digital no final do dia nada mais são que consumidores. Gente que quer comprar e discutir com as marcas suas impressões dos produtos. "Esse é um romance que está bem próximo de acabar em casamento", afirma Sérgio Cavalcanti, (sergio@nation.com.br) diretor da PeopleMedia, companhia especializada em fazer marketing no mundo das redes sociais. Ele acredita tanto na união dos clientes com os fabricantes de produtos e serviços que passou os últimos meses desenvolvendo uma versão em português de um software que funciona como um Orkut particular para corporações. O Sonets (www.sonets.com.br) permite a criação de redes sociais privadas sob administração das marcas interessadas em criar ambientes seguros de relacionamento com seus consumidores. É possível, por exemplo, estruturar fóruns de discussão, enquetes, classificados, publicar fotos, vídeos e até produzir blogs. Na prática significa investir de R$ 6.000 e R$ 7.800 mensais para ter o software funcionando com todas as atualizações necessárias e a manutenção da PeopleMedia. No preço não está incluído o gerenciamento do projeto que pode ser feito pelos profissionais do próprio cliente e a hospedagem do programa. A novidade do Sonets é possibilitar a companhias de pequeno e médio porte a entrada estratégica nesse universo em total expansão. Cavalcanti afirma que sua intenção é proporcionar para cada empresa a chance de criar um modelo de relacionamento duradouro com aquelas pessoas que compram seus produtos ou querem ficar próximas da marca. "Na primeira fase das redes sociais pessoas buscavam pessoas. Agora são as empresas que procuram seus clientes para uma conversa franca e sem intermediários. Esse é o princípio do Sonets", afirma o diretor da PeopleMedia.
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16 de maio de 2009
As redes sociais e a eleição de 2010 em Pernambuco
A revista Bites fez um estudo sobre a presença digital do governador Eduardo Campos (PSB) e do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) nas redes sociais
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Palavras-Chave bites, manoel fernandes
3 de abril de 2009
Marketing pré-pago
Em tempos de crise, o marketing de incentivo já aparece como uma opção real de aumento de vendas pelas empresas. A lógica desse modelo é simples. Vendedores, empregados e até consumidores recebem algum tipo de benefício para vender ou comprar determinados produtos. São prêmios ou até mesmo dinheiro em conta corrente. A novidade agora é a possibilidade do ganhador levar para casa mais minutos no seu celular pré-pago. Essa é a estratégia da Minucom, que estruturou um modelo de negócio no qual premiação é baseada em minutos para esses telefones móveis que já representam 80% dos 152 milhões de aparelhos em funcionamento no Brasil. "Em menos de 48 horas creditamos em reais o valor correspondente ao prêmio do dono do celular", afirma Leandro Capozzielli, diretor da Minucom. Ele enxerga uma infinidade de oportunidades para marcas interessadas em estreitar o seu relacionamento com consumidores, em especial os donos de pré-pagos na sua maioria das classes CDE e também o mais jovens. No espectro de potenciais clientes da Minucom estão desde instituições financeiras, redes de varejo até companhias aéreas que podem transformar os pontos dos programas de fidelidade em minutos grátis. A Minucom funciona como uma intermediária nesse processo. A companhia modela os pacotes, compra minutos no atacado em todas as operadoras de telefonia móvel e faz a distribuição aos premiados. Tudo por uma rede online. "Como negociamos grandes volumes entramos nesse jogo pagando tarifas bem interessantes por cada minuto comprado", diz Capozzielli. Esse valor pode variar entre R$ 0,60 a R$ 1,23. A diferença está no número de minutos que o cliente levará para casa.
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2 de abril de 2009
A descoberta da Telefônica
Existe vida além dos fios de cobre. Essa foi a descoberta da operadora Telefônica ao desembarcar no mundo digital com uma ação publicitária que gerou muitos comentários e uma grande polêmica em torno do apresentador Marcelo Tas, do CQC. A empresa a celebridade para ajudar no posicionamento do Extreme. Em lugar de páginas de revista, jornais ou comerciais de TV, a companhia preferiu testar o poder das redes sociais. Tas foi escolhido porque é uma das estrelas desse mundo, em especial o Twitter, o microblog sensação entre os adeptos do universo digital. A reação começou em seguida a reportagem do jornal americano Wall Street Journal sobre o uso do Twitter como uma ferramenta publicitária. Tas, que tem 25 mil seguidores, foi contratado para publicar durante um ano no seu Twitter um link de algum site ou serviço relacionado ao tema da experiência de uso da banda larga. Essa combinação – celebridade, internet e pessoas emitindo suas opiniões livremente – acendeu o pavio da discussão. Falaram de quebra de ética, de compra de opinião de terceiros e de intenção da Telefônica de entrar sem pedir licença no ciberespaço. O próprio Tas criou os melhores argumentos para confundir os seus críticos. "Há muitos cubanos na rede que ainda acham que a internet não é uma invenção do capitalismo", ironizou. O petardo tinha endereço certo: os xiitas 2.0 que acusaram a Telefônica e a Tas de profanar o sagrado mundo da web com propaganda. Do lado da Telefônica, apesar do susto inicial, a repercussão ainda está sendo analisada, mas ficou menor o medo de conversar com as pessoas que estão nas redes sociais. "Entramos de peito aberto e sabíamos que haveria polêmica", afirma Marcelo Tripoli, diretor da iThink, responsável pela campanha. Esse resultado apontado por Tripoli pode ser traduzido em alguns aspectos. O primeiro deles foi a descoberta do efetivo poder das mídias sociais pela Telefônica. Mesmo com suas dimensões e o telhado de vidro, a companhia percebeu que pode se movimentar com alguma sutileza dentro do mundo da web 2.0. O outro ponto, que alguns enxergam como negativo, mas que outros veem como positivo, foi a quebra da virgindade do Twitter no Brasil como um instrumento de publicidade. E Tas anunciou que estaria devolvendo o dinheiro do contrato, mas era 1 de abril.
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27 de março de 2009
O circo da mídia
O jornalista Alexandre Secco é dono do seu próprio paradoxo. Como ele me anuncia passou "a vida pintando papel" em jornais e revistas, mas também experimentou cedo gosto de um mundo conectado quando descobriu o BBS, o serviço de comunicação que pode ser considerado como o avô da internet no Brasil. Repórter da Folha de São Paulo, editor de Veja, editor Executivo de Exame e atualmente diretor de conteúdo da Análise Editorial, Secco encontrou o local ideal para acomodar as duas variáveis. Desde a manhã desta sexta-feira, dia 27, ele integra a galeria dos jornalistas com blog. O que é uma boa notícia porque a maior parte dos profissionais de imprensa, mesmo sob forte ameaça dos produtores de conteúdo independentes, prefere virar as costas a enfrentar a realidade da internet. O blog de Secco, batizado de MediaCircus, vai tratar do mercado de mídia local e internacional, algo raro no noticiário brasileiro. "O Brasil é um dos poucos países do mundo no qual a mídia não faz reportagens regulares sobre a própria mídia", afirma Tiago Dória, outro jornalista e um dos primeiros desbravadores na sua categoria. Desde 2003 ele produz um blog com boas notícias sobre web e mídia. O MediaCircus, como define seu editor, será o espaço para quem gosta de acompanhar o mercado de mídia sob o ponto de vista dos profissionais. Em geral, os jornalistas ainda não descobriram qual a sua vocação dentro do mundo das redes digitais de relacionamento onde qualquer pessoa com o mínimo de conhecimento produz conteúdo distribuído para centenas de milhares de outras pessoas. É o Broadcast entregando os pontos para o SocialCast, definição para o atual fenômeno da produção de conteúdo do diretor do Ibope Inteligência Marcelo Coutinho. É certa existência de muita informação de baixa qualidade na nos blogs, twitters e comunidades digitais, mas a diferença em relação ao conteúdo relevante que também está nesses locais é que a produção de baixa qualidade é melhor indexada, por enquanto, para os serviços de busca, como o Google. Ações como a de Secco, Dória, de outros jornalistas e da própria Bites que defende o jornalismo de indexação servem como alento para quem busca qualidade, competência, apuração e contexto na internet. Diante desse movimento, a entrada de Secco no clube dos blogueiros jornalistas é uma grande notícia e o MediaCircus tem as credenciais suficientes para ser um dos melhores blogs de mídia do Brasil.
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Palavras-Chave Jornalismo de Indexacao
3 de fevereiro de 2009
Uma questão de idade
O Pew Internet Project se transformou nos últimos anos na principal referência sobre os hábitos dos americanos em relação à internet. Os relatórios da organização são um dos melhores retratos dos efeitos da rede sobre as famílias, as comunidades e os grupos sociais nos EUA. O último estudo publicado na semana passada mostra como diversas gerações se relacionam com o mundo virtual. Há aspectos óbvios, como o fato de apenas 31% das pessoas com mais de 73% estarem conectadas à rede contra os 93% de até 17 anos. O trabalho dos pesquisadores Sydney Jones e Susannah Fox divide os usuários de internet dos EUA em seis categorias. Os mais novos (18-32) são denominados de Geração Y e os mais velhos de Geração G.I. (acima de 73 anos). Há ainda os teens online que estão na faixa dos 12 aos 17 anos. Um dos pontos relaciona o uso de email por essas gerações. E a conclusão comprova que essa ferramenta de correio eletrônico está ficando ultrapassada para os mais novos. Do universo pesquisado verificou-se que 74% dos internautas com mais de 64 anos são fãs do email como instrumento de comunicação no mundo digital. Quando a análise tem como alvo os mais jovens (12-17) essa regra não vale. Desse contingente 73% são adeptos do email, mas em 2004 esse número era de 89%. Na realidade, os teens usam as redes sociais como a sua plataforma de comunicação instantânea. Um ponto importante do estudo (veja tabela abaixo) compara hábitos das gerações. Os mais jovens, por exemplo, são jogadores regulares de games na rede e tem por hábito o envio de SMS's sem comparação com as outras faixas etárias. Os usuários de 18 a 32 anos são maioria dos adultos online quando se trata de assistir à vídeos online e utilizar de redes sociais. Outro ponto importante do estudo mostra a baixa aderância dos mundos virtuais, como o Second Life, junto aos internautas americamos. Só 10% dos mais jovens visitam esses mundos e quando a idade avança esse percentual fica bem abaixo de 3%, e em alguns casos, chegando a 0% entre os mais velhos.
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13 de janeiro de 2009
Vender é preciso
O mundo corporativo colocou em 2008 os holofotes sobre os personagens da social media brasileira. As empresas perceberam a importância desse novo canal de comunicação interativo e não perderam tempo. Organizaram eventos, participaram de conferências, implementaram algumas estratégias tímidas e, sobretudo, emprestaram seu capital social para blogueiros, donos de comunidade no Orkut, no Flickr e em outras redes sociais. Alguns desses personagens responderam à altura e conseguiram estruturar um diálogo com as companhias. Era a época da bonança e gastar recursos para a construção de marcas junto aos atores desse novo mundo fazia sentido. Agora, em 2009, tudo será diferente. A social media do País precisa ajudar as empresas naquilo que elas mais querem em tempos de crise: vender. "Quem não oferecer essa resposta para os departamentos de marketing vai ficar fora do jogo. A época da festa acabou", afirma um executivo de uma grande companhia multinacional que no ano passado investiu centenas de milhares de reais em ações de marca para a social media nacional. "Agora o que determina qualquer tipo de planejamento é o retorno sobre o investimento. Traduzindo: precisamos vender nossos produtos." Essa percepção não é exclusiva desse executivo. Entrevistados por BITES outros diretores de marketing afirmaram que os blogs e quaisquer outros canais de comunicação 2.0 precisam oferecer respostas concretas para um ano que promete ser um dos mais duros desde o lançamento da versão comercial da internet em 1995. "Muitos dos meus colegas não tem a menor idéia como oferecer uma resposta para essa demanda", afirma Marcelo Vitorino, empresário e acionista majoritário da rede de blogs InBlogs. "Quem não se profissionalizar continuará à espera de ganhar brindes das empresas." Vitorino é mais radical. Ele diz que a social media do Brasil é imatura para enfrentar tempos de crise. E a situação não está realmente fácil. O lado positivo desse atual momento é que a redução nas verbas de marketing poderá colocar a internet no centro das atenções das áreas de marketing. Com pouco dinheiro, as companhias serão mais seletivas em seus investimentos em publicidade e irão procurar projetos capazes de oferecer retorno rápido com qualidade. E nesse ponto investir em estratégias digitais de relacionamento pode ser uma opção real para cumprir as metas de venda de 2009.
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11 de dezembro de 2008
O dia com Glória
Em alguns anos nada será como agora. Por isso, ninguém se espantará quando algum grupo de comunicação convidar gente comum que produz seu próprio conteúdo para uma conversa. Afinal nessa época, as grandes marcas do mundo da mídia já terão incorporado ao seu modelo de negócio a premissa da existência de conteúdo de qualidade fora das paredes dos seus escritórios. Essa lógica será tão invisível que poucos se lembrarão do dia em que a TV Globo reuniu em 09 de dezembro de 2008 um grupo de 50 pessoas com este objetivo. Poucos lembrarão esse encontro, mas quem foi terá a chance de relembrar a primeira vez que a TV Globo colocou diante de uma das suas maiores autoras de novelas, Gloria Perez, os personagens relevantes da mídia social brasileira. Lá estavam blogueiros, entusiastas do Flickr e uma das celebridades do Youtube, Guilherme Kaizen, conhecido pelo seu vídeo "Vida de um Emo." Como parte de uma edição especial do "Café com Blog", a conversa foi bastante produtiva. Os convidados da revista queriam saber como Gloria Perez vai apresentar um dos seus personagens na próxima novela das oito, Caminho das Índias, que estréia em janeiro. "Quero sugestões, críticas sobre o Indra (o personagem) porque ele será um blogueiro", afirmou a autora. Integrante de um núcleo secundário da novela, ele terá uma visão particular da realidade brasileira. Indra utilizará o blog para registrar suas impressões desse País na visão de um jovem adolescente indiano. Por mais de duas horas, a autora, que estava acompanhada da sua pesquisadora Giovana Manfredi, ouviu idéias para a novela e até considerações sobre a construção desse personagem. De maneira bem tranquila, ela explicou sua relação com a tecnologia e disse que foi uma das primeiras pessoas a falar da Internet na TV brasileira. "Muitos não acreditaram quando em Explode Coração (1995) uma mulher conheceu um homem numa conversa pelo computador. Na época disseram que era impossível." Após essa aposta, Gloria introduziu o tema da inovação tecnológica em outras produções. "Desse encontro sairão muitos desdobramentos porque tivemos um interlocutor privilegiado", afirmou o publisher de Bites, Manoel Fernandes. Até então, a TV Globo não tinha produzido um movimento de tamanha envergadura junto às mídias sociais. "Acreditava que o blogueiro da novela seria o estereótipo daquilo que realmente somos, mas vejo muita seriedade no personagem que ela vai desenvolver", explicou Luiz Yassuda, editor do blog que leva o seu nome. Ele não foi o único a se surpreender com Gloria Perez. "Agora, o conceito de blogs e produtores de conteúdo independentes será massificado", disse Marcos Alencar, do Instante Jurídico. Após a conversa, Glória Perez foi almoçar com os convidados de BITES e para um pequeno grupo formado por Ricardo Cabianca, Edney de Souza (Pólvora) e Guilherme Valadares (Papo de Homem) ela explicou a lógica do seu processo criação. A autora também falou sobre o blog real da novela, o Diário de Bordo, que será utilizado como um canal de comunicação interativo. Após o almoço, os participantes foram convidados a conhecer as instalações do Projac, que fica numa área de 160.000 metros quadrados de área construída em Jacarepaguá, subúrbio do Rio de Janeiro. A equipe da TV Globo apresentou o local onde ficam as peças de vestuário utilizadas pelos artistas da emissora e a fábrica que produz cada nova peça. O ponto alto da visita, sem dúvida, foi a visita ao estúdio da novela "Caminho Índia", que estava iniciando as gravações com a protagonista Juliana Paes. Durante quase 20 minutos, a turma da Web 2.0 acompanhou o ensaio e conversou por alguns instantes com a atriz. "Gente, obrigada pela presença e também sou leitora de blogs", afirmou a atriz, que também tem o seu próprio blog. O resultado desse dia com Glória Perez e nos bastidores da novela pode ser acompanhado no grupo de fotos do Flickr montado para centralizar as imagens captadas pelos celulares e câmeras dos convidados. Até a noite de hoje estavam lá 516 imagens.
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22 de novembro de 2008
Comunicaçao Direta Interativa
Um dos desafios das empresas é sua Comunicação Interna sua Força de Vendas em especial com as equipes de venda Direta porta a porta. O desafio é achar de forma flexivil e agil a sua força de vendas que trabalha na rua e personalizar a comunicação de forma interativa.
O outro desafio esta em ser achado via os buscadores em quase 1 trilhao de paginas indexadas no Google. No Brasil este emaranhado de ser encontrado situa-se quase 2 milhoes de dominios A medida que cresce a penetracao da Internet na sociedade mais dificil tornar-se ser encontrado. Este modelo de " encontrabilidade" e organização da informação é a base se sucesso do Google , onde cerca de 96% de suas receitas advem dos seus links patrocinados. No caso da gestão da força de vendas é encontrar e se comunicar na hora certa e com a informação certa em mundo que muda em segundos, criando fexilidade e gerando oportunidades. No caso dos consumidores o desafio é ser encontrado por eles via os buscadores utlizando o proprio vocabulario dos clientes.
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Palavras-Chave Comunicação Direta Interativa, Conteúdos Gerados pelos Consumidores
18 de novembro de 2008
A força dos links patrocinados no Google
No último relatório de resultados mundial do Google um número chama atenção. Da receita total da empresa 97% se origina nos links patrocinados (Adwords). Esse é o grande desafio do Google reduzir sua dependência ou ao mesmo tempo aumentar a dependência. O desafio de quem busca uma personalidade digital, como as empresas, é ser achado. A nova pergunta da esfinge: Ache-me ou você será irrelevante no mundo da internet. A reputação e imagem de sua empresa depende agora de ser achado. O desafio para empresa é ser achado neste mundo de cerca de 1 trilhao ( 1.000.000.000.000) de paginas indexadas no Google . Os links patrocinados representam um atalho neste novo mundo de ser encontrado- acheme
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Palavras-Chave Comunicação Direta Interativa
17 de novembro de 2008
O PR 2.0 e o Gaterlist
O jornalista quando termina a faculdade quer ser jornalista. Depende. Para a sorte do mercado nem todos recém-formados deixa a sala de aula em busca de uma oportunidade naquilo que é conhecido como a grande imprensa. Fernanda Lara é uma dessas exceções que merecem registro. Aos 24 anos, ela preferiu outra opção e se transformou na principal executiva do Gaterlist, um serviço que coloca em tempo real, de maneira ordenada, na lógica da web 2.0 os seus colegas de profissão e os assessores de imprensa. Com a ajuda de um grupo de investidores de Brasília, ela transformou uma idéia da época de estudante em um negócio. O Gaterlist usa os princípios dos serviços de busca, como o Google, e uma lógica de algoritmos matemáticos, análises estatísticas para deixar o jornalista mais próximo das suas fontes e da notícia. O serviço, que será lançado nesta quarta-feira, dia 19, é utilizar palavras-chaves no seu processo de pesquisa. Por exemplo, se um repórter de um grande jornal recebe a missão de escrever um texto sobre perfumes, ele poderá entrar no Gaterlist e digitar a expressão. Em seguida o sistema apresentará várias assessorias de imprensa que trabalham com esse produto, fontes de informação de universidades nacionais e até links para pautas já publicadas. "Queremos atender o jornalista com a melhor lógica de Web 2.0", afirma Fernanda. "O Gaterlist está além de um simples repositório de press releases ou uma simples lista telefônica de assessores." O produto, realmente, ultrapassa algumas fronteiras. Dentro do sistema há um publicador de releases no qual o assessor de comunicação pode escrever seus textos utilizando fotos e links para outros sites e disparar o conteúdo com mensagens personalizadas para a sua base de jornalistas. Há um recurso capaz de identificar como o email chegou ao seu destino: se ficou na caixa posta, foi lido ou encaminhado para outra pessoa. Há, por exemplo, um diário no qual o assessor pode manter informações atualizadas sobre o jornalista com quem costuma falar com freqüência. Ainda há o recurso de vender pautas através de um chat do próprio sistema. "Nossa intenção foi criar um espaço virtual onde o assessor e o jornalista resolvam seus problemas", afirma Fernanda, que antes de lançar o Gaterlist fez uma pesquisa sobre as necessidades reais das 5.000 assessorias de imprensa existentes no Brasil. Esse é o seu universo de prospecção. Não à toa, ela tem passado as últimas semanas dentro do avião visitando clientes e fechando acordos com as áreas de comunicação das maiores empresas do País. O Gaterlist segue com determinação a lógica da web 2.0 onde o usuário final, no caso o jornalista, é o centro das atenções e tudo é feito para deixá-lo mais confortável em seu trabalho. Para o assessor de imprensa, o produto também agrega valor. Em função da lógica matemática e estatística por trás do banco de dados, o Gaterlist tem a capacidade de fazer um ranking dos profissionais de mídia impressa, de rádio e de televisão do País. Saber que William Bonner é o manda-chuva na TV Globo é algo óbvio. Difícil é entender quem é influente na redação do jornal A Crítica de Manaus. Para alguns, a publicação da capital do Amazonas pode não ter tanta importância, mas para o assessor de imprensa o que importa é a demanda do cliente. E nesse ponto, o Gaterlist é uma grande ajuda.
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5 de novembro de 2008
O Long Tail de minorias de Barack Obama
O presidente eleito dos Estados Unidos Barack Obama está muito além de uma simples mudança no comportamento das pessoas que moram no País mais rico do mundo. Obama trouxe para a sua uma inovação nos métodos de fazer campanhas politicas. Ele fez o long tail das minorias (jovens de primeiro voto, latinos e negros) e soube trabalhar na política a lógica da cauda longa. No que refere a captação de recursos, Obama inovou ao praticar microdoacoes através da Internet. Não importava quem e onde estavam, mas os apoiadores do candidato democrata ajudavam com valores de US$ 20, 30 e até R$ 60. Tudo debitado no cartão de crédito. O presidente eleito e seus estrategistas abriram mão do financiamento público e apostaram nos conceitos de microcredito. As sua estratégia de mobile market também foram decisivas para a vitória.
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Palavras-Chave Conteúdos Gerados pelos Consumidores, Marketing de Recomendação, Reputação e Imagem Pública
O criador do Press Release 2.0 .
Todd Defren divide com dois sócios o comando de um negócio que fatura US$ 12 milhões por ano. A sua empresa, a Shift Communications, tem sede em Boston, nos Estados Unidos, e um escritório em São Francisco. Entre os seus clientes estão marcas como Akamai, Novell e RealNetworks. A Shift é diferente do restante do mercado, incluindo as grandes marcas desse mundo, porque uma das suas premissas de comunicação é o uso dos recursos da Web 2.0 no seu dia-a-dia. A empresa é um modelo que muitos gostariam de copiar. O desafio muito grande com quem ainda se assusta com a possibilidade de ter de colocar o seu cliente na frente do consumidor para um diálogo franco e sem intermediários. No currículo da Shift estão grandes inovações. Foi a primeira a produzir um release , o PR 2.0. Inovou quando lançou uma sala de imprensa corporativa baseada nos princípios de interação total entre as marcas e os seus clientes. Na entrevista a seguir, a primeira para uma publicação brasileira, Defren apresenta uma visão bem clara e diz que a comunicação corporativa tradicional não está morta. Pelo contrário terá uma aliada de peso: a web 2.0. "O que ocorre é uma evolução do mercado e as ferramentas serão incorporadas ao modelo tradicional", afirmou o sócio da SHIFT por email com BITES. Essa entrevista faz parte da série de artigos em torno das possibilidades de uso da web 2.0 pelos assessores de imprensa e agências de comunicação com o objetivo de aumentar a exposição dos seus clientes. Já podemos decretar a morte da comunicação corporativa tradicional? Sempre haverá a necessidade da "PR Tradicional" na relação com a mídia clássica. Gerenciamento de crises, divulgação de assuntos relevantes e entrevistas coletivas ainda são necessárias. O que está ocorrendo uma evolução indiscutível no nosso mercado. As técnicas e filosofias estão sendo remodeladas pela ascensão das ferramentas de mídias sociais e pelo correspondente crescimento das interações diretas entre consumidores e transparência corporativa. Como o Sr. definiria o PR 2.0? Minha profissão está passando por grandes mudanças, mas o mais relevante nesse fenômeno é que a indústria de PR está crescendo em todo o mundo. Esse novo PR tem como premissas a interação com os consumidores, e transparência corporativa. Por que as companhias precisam falar com seus consumidores por meio da Web 2.0? O Marketing de Mídias Sociais é fundamentado na boa reputação. Como você pode ser útil para as pessoas que se preocupam (ou procuram) por sua marca? Essa é uma questão importante porque no mundo on-line, a marca está exposta. Suas ações, interações e reações (para não dizer também as faltas de ações) estão sendo assistidas, criticadas – e catalogadas para sempre pelo Google. Quando Frank Elliason (conhecido como @ComCastCares no Twitter) ajuda um cliente, ele o fará em um grande fórum público: sua paciência e "sticktoitiveness" têm influências originadas por fãs de todo o mundo. Da mesma forma, quando um cinegrafista local documenta ratos correndo pelo chão de uma unidade da Taco Bell (veja vídeo no Youtube), os problemas daquela única franquia podem se tornar um fenômeno global que derruba a reputação global da companhia de fast food. PR 2.0 para assessores de imprensa e agências de comunicação Pr20@bites.com.br
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Palavras-Chave Marketing de Recomendação, Reputação e Imagem Pública
4 de novembro de 2008
PR 2.0 . O Press Release Contextual
Ex-jornalista do Financial Times, Tom Foremski sentenciou a morte do press release em fevereiro de 2006. Em um post no seu blog, ele resumiu o sentimento comum a muitos colegas de profissão: o mundo da comunicação corporativa precisava se reinventar. Foremski fez na época uma série de considerações e até propôs uma nova forma de produzir e organizar o release. Em julho do mesmo ano, a agência de comunicação Shift seguiu os conselhos e apresentou aquele que seria conhecido a partir de então como o primeiro release 2.0. Desde então, o mundo dos assessores de imprensa e das agências de comunicação nunca mais foi o mesmo. As empresas passaram a adotar no seu dia-a-dia os recursos do mundo 2.0, de alta interação e sofisticado grau de conversação com os seus consumidores. E os assessores tentam encontrar a melhor resposta para as novas demandas dos clientes. "Temos de olhar o que acontece ao nosso redor", Melissa Sayon, diretora da Singular Comunicação. A declaração de Sayon está longe de ser um exagero. Pelo contrário será um dos principais eixos de discussão no workshop "PR 2.0 – Como os assessores de imprensa e as agências de comunicação podem utilizar a web 2.0 no seu dia-a-dia." Promovido por BITES com o apoio da Associação Brasileira das Agências de Comunicação (Abracom), o Jornalistas & Cia, o workshop reunirá na próxima terça-feira, 11 de novembro, em São Paulo, os maiores especialistas desse mercado e profissionais de comunicação corporativa que atuam em empresas e agências de comunicação. "Não é mais possível fazer do mesmo jeito", diz Marco Barcellos, diretor de marketing da Cisco Brasil. Na seção de cases do evento – que terá o diretor da Pólvora Comunicação, Edney de Souza, e Gustavo Reis da Tecnisa –, Barcellos irá apresentar como a sua companhia utiliza os recursos da web 2.0 na sua estratégia de comunicação. Na sala de imprensa da Cisco, por exemplo, é possível acessar as informações em diversos formatos, incluindo rigtones para celulares. Além dos cases, o workshop terá a presença do diretor do Ibope Inteligência, Marcelo Coutinho, que vai fazer uma introdução do mundo da internet colaborativa na visão do mercado. "Guardadas as proporções, o impacto da web na comunicação corporativa muito se assemelha ao que aconteceu na indústria fonográfica", afirma Coutinho. Assinantes BITES tem 20% de desconto na inscrição que pode ser feita pelo email pr20@bites.com.br.
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Palavras-Chave Conteúdos Gerados pelos Consumidores, Reputação e Imagem Pública
2 de novembro de 2008
A Nova Regra do Conteudo Gerado pelo Consumidor
Na midia de massa e na economia dos bens tangíveis ficou notabilizado o Principio de Pareto. Nos idos de 1800 o economista,Vilfredo Pareto, observou que na Itália 80% das propriedades pertencia a 20% dos cidadoes. Na década de 1900 o engenheiro industrial Joseph Juran aplicou as observa coes de Pareto ao mundo dos negócios e popularizou como a regra dos 80:20. Surgiram novos princípios empíricos como 80% das receitas de uma empresa concentram-se em 20% dos seus clientes. No mundo digital esta regra começou a ser desmontada com o artigo do Chiris Anderson na Revista Wired e mais tarde com o livro a Cauda Longa ( Long tail) criando um novo conceito no mundo da Internet, onde a soma dos pequenos acessos constroem um sucesso. Aplica-se a soma dos pequenos. No mundo da comunicação na web e no mundo dos Conteúdos Gerados pelo Consumidor, o comportamento é outro , a regra é outra 90-9-1 ou o principio da participação desigual identificado por Jakob Nielsen , o papa da usuabilidade. Nielsen identificou que no mundo dos blogs e da midia social , 90% dos usuarios apenas olham e vistam as comunidades on-line mas não contribuem; 9% contribuem de tempos em tempos ; somente 1% são colaboradores ativos. A questão esta em quao significativo para seu negocio sao os 1% de colaboradores ativos . Os dados levantaos por Nielsen reforçam a sua visao: No caso do You Tube de todas as visitas no site apenas 0,16% fizeram upload de videos , no Flickr apenas 0,18% fizeram uploads de fotos. A única exceção esta na Wikipedia onde 3,5% editaram textos. Creio que estes conceitos no alertam de devemos repensar as nossas estratégias de Comunicação em relação aos Conteúdos gerados pelos Consumidores .
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Aloisio Sotero / Manoel Fernandes
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Palavras-Chave Conteúdos Gerados pelos Consumidores, Netnografia
23 de outubro de 2008
O novo email marketing chama-se Newsmail
Mandar emails com mensagens de marketing é algo que as empresas deveriam evitar no curto prazo. Há motivos de sobra para se tomar esse cuidado. O mais importante deles é que ninguém suporta mais receber tantas mensagens em sua caixa, sendo que a maioria não é permitida pelo dono do endereço eletrônico. Há uma crença no mundo das empresas que prestam esse tipo de serviço que a quantidade gera qualidade. Tradução: quando mais lotada ficar a caixa postal dos destinatários mais chances a marca tem de ser vista por um potencial comprador. Essa é uma visão ultrapassada e em completo descrédito por quem acredita que o email marketing é um instrumento de relacionamento real entre as empresas e seus clientes. Os executivos Murilo Gun e Bruno Queiroz integram um grupo de profissionais que tratam o assunto de maneira. Entendem tanto do tema que lançaram o livro Estratégias de E-mail Marketing – como obter resultados através do marketing direto na internet. Com 201 páginas, a publicação mostra como enviar mensagens publicitárias para os usuários da internet. "A regra número 1 nunca pode ser esquecida: você não pode, não deve e não vai mandar um email para quem não quer recebê-lo", afirma Queiroz, diretor da Cartello, que desenvolveu uma plataforma de email marketing inteligente utilizada por diversas empresas em todo o País, entre as quais BITES. "As empresas precisam construir na sua comunicação digital uma relação de confiança com quem recebe suas mensagens." Há muitas mudanças nesse mercado. A mais significativa delas atinge produtores de email marketing que não souberam agregar valor ao produto. Hoje, enviar simples um HTML com uma mensagem ou uma promoção já não desperta tanto interesse, o que torna mais difícil a conversão da venda. O email marketing da era das redes digitais de relacionamento precisa ser mais inteligente ao compreender a sua base de assinantes que autorizam o recebimento das mensagens. Um exemplo é o uso de instrumentos de análise, como o Google Analitics, ou a utilização de técnicas de indexação a partir de palavras-chave. "O conteúdo é apenas parte do processo e ele precisa estar inserido num contexto de relevância", explica Queiroz. O livro pode servir como guia de orientação para empresas que já entraram nesse mundo ou que passaram por experiências negativas ou que estão se iniciando nesse tipo de comunicação. Os autores colocam cinco grandes desafios desse mercado: a construção de uma base de emails de usuários autorizando recebimento das mensagens, como evitar spams, como otimizar a entrega da mensagem ao destinatário, como diferenciar a mensagem entre as outras e como mensurar e melhorar os resultados. "Você precisa fazer uma análise técnica, de conteúdo e estratégica sobre todos os projetos de email marketing. Acabou o tempo que era só enviar a mensagem e, supostamente, esperar pelo resultado", diz o diretor da Cartello. Essas mudanças são importantes porque a cada dia as companhias descobrem novas formas de se comunicar com os seus consumidores que estão na internet. As redes sociais, como o Orkut, já são utilizadas para lançar mão de suas ações de comunicação corporativa. Mesmo assim, o email marketing tem seu espaço desde que seja reinventado. A sua reinvenção chama-se Newsmail . significa tratar a sua audiencia como se estivesse recebendo uma noticia importante para melhorar a sua decisão de compras. As pessoas não acessam a web para procurar anuncio , as pessoas acessam a web para procurar informações.
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Aloisio Sotero / Manoel Fernandes
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Palavras-Chave Conteúdos Gerados pelos Consumidores, Nanomídia, Netnografia
7 de outubro de 2008
Todos querem fazer monitoramento
Alessandro Barbosa Lima é o decano do monitoramento de redes sociais (comunidades on-line e blogs) no Brasil. Em 2004 após concluir o mestrado na Universidade de São Paulo (USP), ele e seu sócio Jairson Vitorino transformaram a tese numa empresa, a E-Life. Nos primeiros momentos, a dupla chegava nos potenciais clientes com o argumento que descobrir o que o mundo digital estava falando das marcas era algo relevante. Por um bom tempo, a E-Life voou em céu de brigadeiro. Empresas internacionais com produtos semelhantes nunca se interessaram pelo mercado local em função da dificuldade de traduzir os softwares para o trabalho. Dessa forma, a E-Life evangelizou o mercado e chegou ao atual patamar de mais de 30 clientes, desde instituições financeiras e grandes companhias. O desafio da E-Life agora é manter essa dianteira. O cenário fica cada dia mais difícil porque outras empresas estão lançando produtos similares com a mesma promessa de entrega de resultados. "Há espaço para quem é sério e de certa forma só ficarão os mais qualificados", afirma Barbosa Lima. Os ataques estão chegando de todos os lados. Um deles vai partir da Pólvora Comunicação, que tem entre seus sócios Edney de Souza, o pioneiro das mídias sociais brasileiras e um dos primeiros blogueiros com relevância do Brasil. "Existe uma demanda de nossos clientes e vamos ajudá-los a buscar essa resposta", afirma Edney. A Pólvora pretende utilizar os relatórios para elaborar estratégias de relacionamento com os protagonistas das mídias sociais. Nesse ponto, Edney e Barbosa Lima ficarão em campos opostos. Barbosa Lima acredita na separação entre quem faz a pesquisa daquele que executa a operação. "Nesse aspecto queremos ser iguais ao Ibope. Nunca vi o instituto fazendo campanhas eleitorais para políticos. O Ibope só faz pesquisas", diz Barbosa Lima. A visão de Edney é bem diferente. Para o diretor da Pólvora, as empresas que estão nesse mercado precisam entregar respostas completas aos seus clientes. "É nossa missão ajudá-los a entender melhor o mundo das redes digitais de relacionamento e o monitoramento é um passo nessa direção", afirma. A febre do monitoramento não pára na E-Life e na Pólvora. Há no mercado vários serviços à disposição. As assessorias de imprensa, por exemplo, estruturam produtos dessa natureza com o objetivo de ofertar esse mecanismo para os seus clientes. Companhias de pequeno porte e empresas estrangeiras ensaiam a entrada no País com ofertas de baixo custo, mas sem a entrega de relatórios em português. As metodologias variam pouco. A regra comum é identificar o volume de comentários e classificá-los em positivos, neutros e negativos. O trabalho é feito com a ajuda de robôs que varrem a Internet em busca das palavras-chave selecionadas pelos clientes e depois entram os analistas das empresas com a classificação manual de cada dado. É um trabalho braçal. Só que identificar o que falam das marcas dentro das redes sociais é apenas parte da tarefa. Ter um relatório quantitativo em mãos não significa nada e pode até virar um problema para quem acha que esses dados são suficientes. "Os números são irrelevantes diante do contexto no qual a marca foi elogiada ou comentada", afirma Aloisio Sotero, BPO da Dufry Brasil. "Monitorar para dizer que está monitorando não significa nada."
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Aloisio Sotero / Manoel Fernandes
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26 de setembro de 2008
Jornal na TV
O foco da IdeaValley é criar serviços baseados em tecnologia para o mercado editorial. A estréia nesse universo, em 2004, aconteceu com o lançamento de um sistema de publicação digital, o Flip, capaz de colocar as páginas de jornais dentro da Internet. Desde então, a companhia montou uma substantiva carteira de clientes do porte do O Globo, no Rio de Janeiro, e das publicações do grupo RBS do Rio Grande do Sul. Agora, a IdeaValley resolveu sofisticar a sua distribuição do conteúdo dos seus clientes. O próximo passo será permitir aos jornais oferecer aos assinantes o acesso por meio de telefones celulares. A Gazeta de Vitória no Espírito Santo já está utilizando a versão mobile do Flip. A lógica da IdeaValley é bem simples. Hoje o conteúdo dos jornais que usam seu software está acessível para 49 milhões de pessoas, o número de brasileiros conectados à internet. Com a telefonia celular o contingente pode dobrar ou mesmo triplicar. "E não vamos parar nesse canal de distribuição", afirma Juliana Laxe, diretora da empresa. "A intenção a médio prazo é permitir que as notícias dos jornais sejam acessadas através da televisão." A aposta da IdeaValley é na expansão da tecnologia de TV Digital. Nesse novo mundo cada aparelho de TV, além de receber o sinal da emissora, poderá se conectar à internet. E em lugar de receber o jornal preferido na porta de casa, o consumidor terá como acessá-lo direto na sua TV. "A nossa estratégia é proporcionar várias portas de acesso ao seu conteúdo dos jornais", afirma a executiva. O projeto do Flip TV ainda deve demorar a sair do papel, mas enquanto isso a IdeaValley continua pesquisando novas opções de tecnologia para o mundo editorial. A última é o "Repórter Digital" capaz de fazer a leitura dos textos publicados para deficientes visuais. Com todo esse portfólio, a IdeaValley tem hoje a hegemonia do mercado de publicações digitais de jornais. Sua concorrente mais próxima é a DigitalPages de São Paulo que tem como clientes o jornal O Estado de São Paulo e várias revistas da Editora Abril.
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Aloisio Sotero / Manoel Fernandes
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